24 dezembro 2008
Natal PT 2008- FIL
Foi um ano diferente
Para os colaboradores PT
Por decisão do Presidente
Assumiu ser ponto de honra
Com tudo o que envolvia
Mas juntar a família PT
Era aquilo que ele queria
Ele já nos habituou
Que gosta de assumir
Empenhamento pessoal
Em tudo o que decidir
Para que tivesse êxito
Teve que escolher um local
Que para além de espaçoso
Fosse um ponto central
A FIL foi a escolhida
Sita no parque da Nações
Além de bem situada
Contempla vários pavilhões
Um dos grandes problemas
Era o transporte do pessoal
De vários pontos do mundo
Como também de Portugal
De carro ou de comboio
De avião ou de autocarro
O objectivo era chegar
Ao encontro marcado
De vários pontos do mundo
Chegaram Administradores
Em aviões especiais
Com mais colaboradores
Chegaram de Moçambique
De Botswana e Guiné
E também de Cabo Verde
Assim como São Tomé
Da Namíbia e Angola
Também vieram à FIL
Com destaque especial
Para quem veio do Brasil
Não esqueçamos Macau
E a Timor Telecom
Que enriquecem o portfólio
Da Portugal Telecom
De todos os pontos do País
Ajudados pelos promotores
Entraram para os comboios
Milhares de trabalhadores
Sobre o eixo Norte-Sul
Nas duas linhas principais
Chegavam ao Oriente
Os comboios especiais
Seleccionadas para a PT
As últimas quatro carruagens
O PT TMN
Efectuou muitas paragens
Para outros colaboradores
Isso já não aconteceu
Foram no Alfa Pendular
Designado PT MEO
O comboio PT SAPO
Para quem vinha do Minho
Era um ALFA Especial
Com três paragens no caminho
No PT BANDA LARGA
Que de Faro também veio
Vieram os colegas do Sul
Com duas paragens no meio
Honra aos promotores
Na promoção deste evento
Ao negociar com a CP
Barato estacionamento
Não me lembro na CP
Ser tão fácil viajar
Apenas mostrar o cartão
Sem nada para obliterar
Trabalhando em Devesas
Lá partimos nós de Gaia
Sendo nossa promotora
Uma bonita catraia
Uma viagem tranquila
E para evitar grande seca
Juntaram-se três equipas
Para jogar a sueca
A jogar ao bota fora
Às primeiras três partidas
As duas equipas mais fracas
Eram muito renhidas
Significa que uma equipa
Estava sempre a ganhar
E as equipas adversárias
Estavam sempre alternar
Era o Tiago e o Nuno
O Eduardo e o Pinho
Com o Pedro e o Cardoso
A pô-los fora do Joguinho
Até que a equipa ganhadora
Chegou a um ponto e cansou
Mesmo ganhando a partida
O jogo abandonou
Invocando desconhecer
Quais as regras da sueca
Não quiseram reconhecer
Que não tinham estaleca
Com uma hora de viagem
Lá veio o revisor
Que apenas queria ver
O cartão de colaborador
Com meia hora de atraso
Chegamos ao Oriente
Gerou-se alguma confusão
No meio de tanta gente
As placas identificativas
Para quem não sabia
Orientavam as pessoas
A promotora era a guia
Quando chegamos à FIL
Tivemos que esperar
Pelos colegas de Lisboa
Que estavam prestes a chegar
Deparamo-nos com o SAPO
Quando íamos a entrar
Fotografando-se connosco
Para lá dentro passar
Entramos num Pavilhão
Com muitas mesas de entradas
Vários tipos de bebidas
E comidas variadas
Muita gente com casacos
Antes de ir ao faqueiro
A primeira coisa que fez
Foi chegar-se ao bengaleiro
Vários encontros casuais
E reencontros de amigos
Que há muito não se viam
Lembrando tempos antigos
Outros encontros esporádicos
Entre as chefias e o pessoal
Como por exemplo a Ana Leite
Em encontro ocasional
A certa altura o presidente
Numa breve alocução
Deu as boas-vindas à gente
E mudamos de pavilhão
Alguns milhares de pessoas
Numa passagem estreita
Permitiu logo aos primeiros
Que tivessem a cama feita
Quando entramos e vimos
Uma grande confusão
Fomos para junto do palco
Que estava no pavilhão
Com mais espaço vazio
E um ar muito fresquinho
Arranjamos uma mesa
Para pousar o pratinho
Mas mesmo que não tivesse
Onde pôr o pratinho
Este tinha um invólucro
Para pôr o copo do vinho
Muitas meninas bonitas
Muito bem indumentadas
Distraíndo os presentes
De minissaia sentadas
Alguns observadores
Não deixavam de comer
Mas distraídos no olhar
Gostavam mais de beber
E o nosso presidente
Aos grupinhos se juntava
Seleccionando o pessoal
Com quem se fotografava
Com bonita música de fundo
E fotos do SAPO a passar
Estava o pessoal atento
Se a nossa ia lá estar
As fotografias a passar
E o pessoal a olhar de lado
Sem saber quando olhava
Se a nossa tinha passado
Tudo isto nos permitia
Curtir este grande evento
Porque tantas horas de pé
Custava a passar o tempo
Cadeiras só para alguns
Que mais cedo chegaram
Outros arranjaram camas
E até nelas se deitaram
Já a noite ia longa
E os GATOS de repente
Apareceram no palco
Alegrando aquela gente
Mas como foi muito pouco
O tempo de actuação
Para as expectativas criadas
Foi alguma frustração
Seguindo-se o Presidente
O Engenheiro Zeinal Bava
Fez um discurso para a PT
Dentro do que se esperava
Dando ênfase ao crescimento
No meio de tanta crise
É um sinal demonstrativo
Que não permite um deslize
Fez questão de mencionar
Que crescemos em todo o lado
Mas podemos melhorar
Sem os erros do passado
Agradeceu a presença
Com o seu sentir profundo
Dos alguns administradores
De vários pontos do mundo
Confiante nas palavras
Para com os colaboradores
Deu realce a quem trabalha
Orientado pelos Gestores
Convidou alguns gestores
Dada a sua contribuição
Como antigos presidentes
Para a actual situação
Invocando este encontro
Deixou uma lembrança
Natal significa Família
Em união e esperança
E reiterou a confiança
Que com iniciativas audazes
Teremos bons resultados
E soluções eficazes
De seguida fez questão
De apresentar a surpresa
Uma amiga da PT
Cantora de rara beleza
Como a surpresa não era
E muita gente já sabia
Convidou o pessoal
A adivinhar quem seria
"Daniela Mercury!" respondeu.
O pessoal em bom tom
Então passem de imediato
Para o outro pavilhão!!
Com o pessoal a mudar
Muito espaço ficou
E muita gente cansada
De imediato se sentou
Com ar mais aliviado
Muitos aproveitaram
Para acabar a sobremesa
Que antes não saborearam
Lentamente o pessoal
Lá foi ver a Daniela
Para curtir e dançar
A música cantada por ela
A sua presença em palco
Faz esquecer a tristeza
Além de proporcionar
Momentos de rara beleza
No espaço entre pavilhões
Aproveitavam os fumadores
Para fumar um cigarrinho
E provar outros sabores
Cerca da uma da manhã
Muita gente dispersou
Porque a organização
No regresso falhou
Informaram por e-mail
Que quando fosse para sair
Informavam as pessoas
Para estas se reunir
Entretanto a informação
Veiculada na Empresa
Previa hora de regresso
Embora sem ter a certeza
Perante estas duas fontes
Muita gente se ausentou
E antes da hora prevista
No comboio se sentou
Prevista a hora de regresso
À uma e vinte da manhã
Alguns saíram à uma
E outros ficaram lá
Quem veio à hora prevista
Esperou mais hora e meia
Ao contrário os que ficaram
Chegaram de barriga cheia
Mas neste tempo de espera
Alguns dos que lá estavam
Divertiam-se no comboio
Enquanto outros esperavam
Passava um quarto da uma
Quando eu e o Tiago
Entramos numa carruagem
No comboio identificado
Descansamos um pouco
Depois fomos ao bar
Que exclusivo para a PT
Se encontrava a funcionar
Estavam o Pinho e o Nuno
Os dois à mesa sentados
Quando à nossa chegada
Nos fizemos convidados
Entretanto chega a Armanda
Que se queria sentar
Para que isso acontecesse
Alguém teve de se arranjar
Houve lugar para todos
E algumas cervejas também
Mas só essa bebida
Não fazia muito bem
Pensando na nossa saúde
E para evitar os desmaios
Alguém começou a pedir
Umas garrafinhas de favaios
Tão rápidos foram a beber
E uma ronda não chegou
Sumindo-se logo a segunda
Que alguém encomendou
O Tiago e o Nuno
Numa amena cavaqueira
Pediam a quem passava
Favaios na brincadeira
Começaram a chegar
Outros grupos da PT
O Nuno pedia Favaios
E eles perguntavam porquê
De repente um desses grupos
Um novo Hino cantou
Zei! Zei! Zei! Nal! Nai! Nal!
Sinal que algo mudou
Uma senhora perplexa
Quando o Nuno perguntou
Se trabalhava na PT
No momento em que passou
Resposta curta e directa
Trabalho pois! E que tem?
Então pague-me um favaios
Porque ganha muito bem
Empresta-me cinco Euros!
Dirigindo-se a outro colega!
E este na sua inocência
Quase que lhos entrega
O momento mais divertido
Estava para acontecer
Quando um açoriano
Ali entrou para beber
Vi que o Nuno e O Tiago
Que nessa altura sentiram
Este vai pagar o favaios
E então logo pediram
O homem chegou-se à frente
E o favaios pagou
O Nuno depois de beber
O dinheiro lhe entregou
Mas o favaios esgotou
Escolheram outra bebida
Optando pelo Martini
Com a garrafa parecida
Cometeu erro o Tiago
Ao tomar um cafezinho
Criando dificuldades
Em andar pelo pezinho
Voltando ao Açoriano
Bebendo a sua cerveja
Não há tristeza que dure
No local onde ele esteja
O nosso amigo Flores
Como alguém lhe chamou
Contou toda a sua história
Da forma como ali chegou
Foi fumar um cigarro
Cansado de estar sentado
Encontrou o Luis Frade
Ficou o caldo entornado
Não sei de que falaram
Mas numa amena cavaqueira
Entenderam-se muito bem
Numa sintonia verdadeira
Com elogios de parte a parte
Era o seu sustentáculo
Mas o Frade comentava
O Flores é um espectáculo
No meio de tudo isto
Pensou o homem do bar
Se alguém me pede bebidas
Não sei o que lhe vou dar
Levantou-se o Açoriano
Que de forma harmoniosa
Lhe pediu uma cerveja
E ele lhe deu leite mimosa
Com todas estas peripécias
Muito tempo se passou
Às duas e quarenta e cinco
E o comboio arrancou
Com muito tempo perdido
Foi uma longa viagem
Com o pessoal apreensivo
Por ter muita paragem
Com a lentidão da viagem
Ninguém se queria divertir
Eram alguns a conversar
E outros a tentar dormir
Só lá mais para o fim
O ressonar se ouvia
Deu para alguns colegas
Tirarem uma fotografia
E assim chegamos a Gaia
Eram sete horas da manhã
Já ninguém acreditava
Que tinha chegado cá
Finalizada a viagem
Olhando para cada rosto
Tudo muito direitinho
E o pessoal bem disposto
Um Jantar duradoiro
Com todo o pessoal unido
Por isso para o Presidente
O objectivo foi cumprido
Esperemos que para o ano
Possamos ter melhor sorte
Se me é permitido opinar
Podem fazê-lo no norte
Para todos muita saúde
Desejo um Santo Natal
Também boas entradas
E um 2009 especial
Um Grande abraço
Cardoso
Dez-2008
19 dezembro 2008
Natal - Devesas 2008
Em 21 de Novembro
Recebemos um e-mail
A convidar os pagantes
Par a um pequeno cocktail
Era o encontro de Natal
A realizar em Devesas
Nem que para o efeito
Fossem feitas as mesas
Abraçado o projecto
As bases estavam lançadas
Utiliza-se uma garagem
Com mesas improvisadas
Fazer um evento destes
Numa pequena garagem
Além de muita imaginação
É preciso muita coragem
Honra aos seus promotores
Que juntaram o necessário
Contratando um empreiteiro
Para montar todo o cenário
Prevenindo-se do mau tempo
Um tolde na esplanada
Aumentando assim o espaço
Duma garagem arranjada
Mas sendo o espaço exíguo
Pensou o seu promotor
Temos espaço na cave
Aproveitamos o corredor
Já não temos problemas
Em meter cá cem pessoas
Com um mínimo de condições
Poupando assim umas coroas
Muito trabalho foi feito
Para dar algum conforto
E para saciar as pessoas
Não há como um grande porco
Em churrasco ao domicílio
Duas pessoas especialistas
Enquanto uma rodava o porco
A outra cortava as iscas
O Porco enfiado num veio
Virado pelo comandante
Que estava comodamente
Sentado ao seu volante
Cada um fazia as sandes
Ao seu belo prazer
Com o pão cortado ao meio
Era pôr a carne e comer
Acompanhado à descrição
Com vários tipos de salada
Muita gente o curtiu
Com espumante da Bairrada
Foi uma grande surpresa
Com que eu não contava
Uma ma boa sopa de carne
Que delícia que ela estava
Uma variedade invulgar
De bolos para sobremesa
Rapidamente se comeram
Com muita subtileza
No decorrer destes eventos
Há algo que chama a atenção
Vão-se formando grupinhos
Para conversas de ocasião
Também surgem os encontros
De pessoas que aparecem
Que falando-se todos os dias
Ainda não se conhecem
Mas vamos às peripécias
Se ainda me posso lembrar
Porque com um vinho tão bom
Eu posso-as desvirtuar
Quando cheguei à cave
Pude logo observar
Uma mesa com um grupo
Que me fez logo parar
Quem Havia de ser
No meio desta gente chata
Era o grupo denominado
Pelas meninas do Barata
Como alguns observaram
É um grupo experiente
Que dão gritos em uníssono
Para alegrar esta gente
Uma ou outra pessoa
Não pertencia ao baralho
Mas para comer todas juntas
Não fugiram ao trabalho
E foi toda esta gente
Que com muito carinho
Trataram de arranjar o tacho
E trazer para cá o vinho
Muito gratos lhe estamos
Pelo trabalho que tiveram
Sempre dispostas a servir
Com o melhor que souberam
Incansáveis a ir ao tacho
Para encher o seu pratinho
Sujeitas a entorná-lo
Com as pessoas no caminho
Muito bem combinadas
De vez em quando lá iam
Observando na garagem
O que os outros comiam
A Ana ficou separada
Sentindo alguma tristeza
Estava à beira da Luísa
Sentada na outra mesa
Muitas pessoas se conhecem
Apenas pelos seus nomes
A Luísa é secretária
Do Eng. Fino Gomes
Outro grupo habitual
E também muito conhecido
Estou a falar do pessoal
Que pertence ao Carvalhido
Estando sempre presente
Este ano não sei porquê
Não vi ninguém do S12
Mas vi do EWSD
De longe viemos nós
Pessoal da rede inteligente
A “viver” no andar de cima
Não deixamos de estar presente
Estamos com as malas feitas
Por trabalharmos na IN
Uma vez que as plataformas
Passaram para a TMN
Mas há laços afectivos
Que nunca se vão desfazer
Porque o pessoal da PTC
Faz parte do meu viver
E pelo caminho que isto leva
Poderá levar-nos a pensar
Que num prazo muito curto
Nos voltamos a encontrar
Mas voltando ao almoço
Foi muito bom observar
Que o churrasco estava bom
E o pessoal estava a gostar
Que o diga o Pedro Sampaio
Ou a Armanda e Luís Frade
Todos juntinhos ao churrasco
Comendo com felicidade
Uma palavra ao Barata
Preocupado com o evento
Bem lhe apetecia comer
Mas quase não teve tempo
Desejo saúde para todos
Que infelizmente poucos tem
Tenham um Santo Natal
E até ao ano que vem
Bom Natal 2008
Um abraço
Cardoso
04 dezembro 2008
O Ano 2008
Mais um ano a findar
Com algumas peripécias
Que podemos observar
Logo no início do ano
Uma medida de fundo
Alterada a lei do tabaco
Com significado profundo
Com um melhor ambiente
Mesmo para o fumador
Qualquer ambiente fechado
Só se fuma no exterior
Só em casos excepcionais
Com condições pré-concebidas
Embora sejam muitas vezes
Dificilmente esclarecidas
Para muitos um sacrifício
Escolher um local para o fumo
Para outros uma oportunidade
Para mudarem a vida de rumo
E foi isso que aconteceu
Em Portugal a muita gente
Se uns fumam muito menos
Outros deixaram totalmente
Com sacrifício de fumadores
Melhora muito o ambiente
Contribuindo eles também
Para o bem de toda a gente
Num ano em que o Euro
Viu aderir Chipre e Malta
Mesmo instável esta moeda
A eles fazia muita falta
Renasceu uma esperança
Para os Homossexuais
Com a Espanha e Estados Unidos
A aceitarem estes casais
No ano em que o Kosovo
Se autoproclamou
Território independente
Para o que muito lutou
Reconhecido por alguns Países
Mas por outros ainda esperam
É uma situação delicada
E por isso não o fizeram
Foi um ano singular
Para Cuba e sua revolução
Que viu seu Líder carismático
Passar o poder ao Irmão
Também mudanças na Rússia
Para Putin foi um risco
Deixar de ser Presidente
Para ser Primeiro-Ministro
Um terramoto surgiu
Nalgumas zonas do Brasil
Com estragos em edifícios
No dia vinte e dois de Abril
De terramotos e cheias
Também a China foi alvo
Fábricas pessoas e casas
Quase nada ficou salvo
Os chineses viram os rios
Levarem tudo nos seus leitos
Que nem os jogos Olímpicos
Superaram os seus efeitos
Jogos que os Chineses
Com orgulho realizaram
Com qualidade e beleza
E que o mundo espantaram
Em termos de resultados
Tivemos o ponto mais alto
Através de Nelson Évora
O ouro no triplo salto
No Futebol como sempre
Para não mudar a canção
O Futebol Clube do Porto
Foi outra vez campeão
Equipa que este ano
Tentou manter sua raça
Mas houve outro vencedor
O Sporting ganhou a taça
No brilhantismo da bola
Perdemos um jogador
Que mesmo fora do campo
Foi um grande Senhor
Estou a falar de Rui Costa
Sem esquecer João Pinto
Dois génios portugueses
No mundo, em qualquer recinto
No desporto motorizado
Refiro-me à formula 1
Onde Lewis Hamilton foi
O Campeão número um
Ingrid Betancourt
Mais catorze Reféns
Foram resgatados às FARC
Que os mantinham reféns
Uma grande descoberta
Existe água em Marte
Qualquer dia vamos lá ver
Uma fita da sétima arte
Ficou um triste acidente
Registado na nossa memória
Com um avião da Spanair
Que Espanha regista na História
Em termos económicos
Houve muitas variações
Com altas e baixas de preços
Fruto de especulações
Primeiro o Barril de petróleo
Com subidas incessantes
Ultrapassou os 150 Dólares
E os consumidores expectantes
Os especialistas comentavam
O Mercado está maluco
Já não há razoabilidade
Para este preço tão bruto
De um momento para o outro
Estados Unidos entram em crise
Os mercados Internacionais
Sofrem todos um deslize
Circunscrita inicialmente
Ao mercado imobiliário
Teve os seus efeitos nefastos
Em todo o sector Bancário
O mercado especulativo
Caminhava para o precipício
Onde os lucros exorbitantes
Tinham um valor fictício
Os especuladores atentos
Aproveitando as ocasiões
Ganham balúrdios de dinheiro
No mercado das acções
Como era possível pensar
Que não causasse estranheza
Surgirem muitos novos ricos
Sem que criassem riqueza
Parece que desceram à terra
Sentindo a necessidade
De criar uma nova ordem
Assente na realidade
Mas os Bancos sem liquidez
Tinham que salvar o mal
Com o dinheiro do contribuinte
O Estado injecta capital
Como o dinheiro é pouco
Gasta-se com moderação
Tem o efeito positivo
De conter a inflação
Mas os efeitos da crise
Não foi tudo para pior
Baixou o preço do petróleo
E os juros da Euribor
Resta essa consolação
A quem paga prestações
Com esta modalidade
Sujeita a variações
Neste mundo conturbado
De guerrinhas permanentes
É necessário que os poderes
Adoptem políticas diferentes
Espera-se a nível mundial
Que surja uma nova chama
As expectativas são grandes
Com a eleição de Obama
No âmbito laboral
No que respeita à PT
Mais uma reestruturação
Culminando na PTP
Em toda a sua dimensão
Parece que algo falhou
Se para uns houve cedências
Para outros nada mudou
Esperemos que o processo
Siga um comportamento
Coerente em toda linha
Em termos de tratamento
O que se espera no futuro
É que tudo aponte no sentido
De uma empresa que integre
Este pessoal dividido
O ano está a findar
Esperemos que algo mude
E para o ano que vem
Tenhamos paz e saúde
Abraço
Cardoso
Dezembro 2008