Vou tentar descrever
O que tenho em memória
Dos 40 anos de serviço
Que é uma longa história
Na Escola Industrial
Queria fazer um estágio
De aptidão profissional
A minha entrada nos CTT
Em 1972
Foi dia 5 de Janeiro
Céptico ao que viria depois
Ingressei na parte técnica
Do SC de Amarante
Sendo a minha terra natal
Fiquei logo radiante
Numa quarta-feira de tarde
Por volta das 15 Horas
Fiz a minha apresentação
Trabalhei logo 2 Horas
Estava já preparado
Para vestir o fato-macaco
Disse-me logo o Machado
Deixa estar o casaco
A primeira coisa que vi
Foi um grande repartidor
Com centenas de fusíveis
Ligados por fiador
Estava na mesa de ensaios
Disseram-me logo o caminho
Toma nota como se faz
Amanhã ficas sozinho
Fazia o teste avaliador
Fazendo uma triagem
Para entregar ao exterior
Com apenas um voltímetro
E a sensibilidade que tinha
Via a descarga do condensador
Do circuito da campainha
Se não existisse descarga
O circuito estava isolado
Ficando à direita o ponteiro
Quando estava cruzado
Pela fonte na Central
Havia ainda muitos casos
Com alimentação local
Lindos telefones Ericsson
Pretinhos a brilhar
Com manivela manual
Para a corrente de chamar
Com alimentação local
Pois os outros mais recentes
Faziam lacete na Central
Na comutação automática
Os telefones emergentes
Tinham marcadores rotativos
E teclas nos mais recentes
Havia algumas tecnologias
De circuitos complicados
Sendo os mais conhecidos
Designados por partilhados
As ligações manuais
Feitas por telefonistas
Eram feitas com cavilhas
Após consulta das listas
Estava em curso a instalação
De uma estação automática
Para onde eu fui trabalhar
Começando a ganhar prática
Porque ditavam as normas
Que não havia escaramuças
Tive que me habituar
A calçar umas pantufas
Começando na limpeza
Numa tarefa diária
Não podendo haver pó
A limpeza era necessária
Comecei a integrar-me
Passando à lubrificação
Dos selectores de central
Para sua manutenção
Fazendo parte duma equipa
De vez em quando alternava
Instalando fora telefones
Inserido noutra brigada
Os registos das chamadas
Eram feitos em contadores
Registo electromagnético
Em pequenos bastidores
A sua leitura mensal
Que por contador se fazia
Era feita manualmente
Um ditava outro escrevia
Ocupava duas pessoas
Por vezes mais que um dia
Então surgiu a inovação
Leitura por fotografia
Os dados em papel
Seriam depois tratados
Processando os valores
Para serem facturados
Conheci gente impecável
Sendo muito competente
O Sr. Emílio e o Carvalho
Fizeram parte dessa gente
E assim estive trabalhando
Como assalariado eventual
Até que fiz o exame
De aptidão profissional
Estavam as portas abertas
Terminando assim o curso
Continuei a trabalhar
À espera de um concurso
Em Março de 1974
Surgiu a oportunidade
Um estágio em Coimbra
Ideal na minha idade
Sete meses intensivos
De estudo e dedicação
Com o futuro dependente
Da nossa avaliação
Saber de tudo um pouco
Foi o objectivo principal
Preparado para começar
A trabalhar numa central
Estudo pormenorizado
Do tema comunicação
Do efeito que a voz tem
Ao provocar a vibração
Conhecer o telefone
E meios de comunicação
Assim como os circuitos
E a sua alimentação
Sinalização e transporte
E as técnicas de soldar
Fazer mangas em cabos
Para os interligar
Telefonia e telegrafia
Física e Matemática
Electricidade em teoria
E a respectiva prática
Ao fazer uma instalação
Era tudo visto à lupa
Uma curva mal feitinha
Nunca tinha desculpa
Foi um estágio puxadinho
Com uma pré eliminatória
Com um fim muito feliz
Que ficou na minha história
Fiz então um almoço
E a todos convidei
Com técnicos e guarda-fios
E assim com eles festejei
Restava-me agora apenas
Esperar colocação
Após três alternativas
O Porto foi a eleição
A informação importante
De interesse global
Chegava pelo correio
No Noticiário Oficial
Foi em Setembro de 75
Que iniciei nova carreira
Perspectivando o futuro
Vendo-o de outra maneira
No edifício da Batalha
Comecei a trabalhar
No sector das energias
Pensando logo em mudar
O principal objectivo
Ea seguir a comutação
Fui para a interurbana
Sector da conservação
Na interurbana manual
Comecei ganhar prática
Observando os colegas
Da interurbana automática
Com tarefas variadas
Numa central de selectores
Alteramos escalonamentos
E passamos fiadores
À cadência da marcação
Via o selector na subida
Rodando na horizontal
Pesquisando uma saída
Esta central recebia
O Nível "zero" dos TLP
Marcando assim para fora
Através dos CTT
Marcando o "0" permitia
Aceder ao nacional
E marcando "00"
Ia para o Internacional
Existiam contadores
Para todas as entradas
Contabilizando os impulsos
Das respectivas chamadas
Sempre ao fim de cada mês
Fazíamos a comparação
Se existissem diferenças
Fazíamos a rectificação
O Araújo e o Oliveira
Mais Cambra a coordenar
Eu fui mais um elemento
Com o Patrício a chefiar
Não esqueço o Bernardino
Pessoa muito singular
O mundo podia cair
Que nada nele ia mudar
Em 1977
Chegou o Pedro Oliveira
Que tinha vindo da tropa
E veio para a nossa beira
Fomos os dois incumbidos
De fazer uma ampliação
Do Repartidor principal
E outro andar de selecção
Foi um árduo trabalho
Com a passagem de cabos
E montagem duma calha
Onde foram alinhados
Eram dezenas de cabos
Ligados por bastidor
Que não podiam cruzar
Até ao Repartidor
Após o alinhamento
Os cabos eram "cosidos"
Com uma faca e fio norte
E não mais eram mexidos
Cabos de dezenas de pares
Identificados por cores
Para não haver enganos
Na ligação aos repartidores
Numa sequência de cinco
Designadas como primárias
Combinam com mais quatro
Que eram as secundárias
O azul, laranja e verde
Mais o castanho e o cinzento
São as primeiras cinco cores
Utilizadas à muito tempo
E combinadas com elas
De modo muito singelo
Temos o branco e o preto
Mais o vermelho e amarelo
Mas chegamos a bom porto
Cumprindo a nossa missão
Ligando milhares de fios
Soldados na perfeição
Fizemos o escalonamento
Seleccionando as saídas
Passando e ligando os straps
Evitando chamadas perdidas
Às vezes ao fim de semana
Em vez de apanhar sol
Fazia a mesa de ensaios
Ligando circuitos do futebol
E aqui estive alguns anos
Até tirar a especialidade
De comutação automática
Que era a minha prioridade
Foi em 1980
Que me especializei
Na comutação automática
À qual me dediquei
Regressando ao local
Começou a integração
Na central do nível "0"
Onde iniciei a prevenção
Foi a tecnologia Strowger
A primeira que conheci
Mas tive formação em outras
Com melhorias entre si
Muitas outras formações
Que muito me ajudaram
Tirei ao longo destes anos
E tanto me valorizaram
Sem olhar à cronologia
Faria aqui um resumo
Da formação que tirei
Definindo o meu rumo
Em sistemas digitais
E microprocessadores
Formação dada no IF
Por muito bons professores
Comutação digital
Em EWSD
E gestão de HP-UX
E também MFC
Introdução aos MIC-CET
E sistemas de PCM
Sinalização SS7
Um curso avançado de IN
Certificação ECDL
Tendo sido uma exigência
Na mudança de carreira
Mas com muita paciência
Refiro aqui mais duas
Que são de interesse geral
Como a Gestão de qualidade
E Gestão Operacional
Muitas outras formações
Que todas dariam um livro
Que não vou citar agora
Para não ser cansativo
Voltando as tecnologias
E à sua evolução
Foi na década de 70
Que veio a automatização
Com várias tecnologias
Obedecendo a uma lógica
Foram várias as escolhas
Para comutação analógica
Do Strowger às ATU
Com a SASC em Crossbar
Uns eram o sobe e roda
Os outros ligam a cruzar
Um conceito muito próprio
São os andares de selecção
Que só muito coordenados
Trabalham na perfeição
Todas as interligações
Obedeciam a um rigor
Cada entrada de um andar
Era a saída do anterior
Para escolher uma saída
Existia um escalonamento
Que dos circuitos então vagos
Atribuía um a cada momento
Mas esta filosofia
Tinha circuitos complicados
Dos quais eu destacaria
Os serviços comuns associados
Se na tecnologia Strowger
Tínhamos o escalonamento
O diagrama de galinhas
No SASC definia o cruzamento
As interurbanas manuais
Evoluíram para IUZs
E mais tarde a digitalização
Passaram-nas a IUDs
Para as ligações directas
Surgiram as EIUT
Dialogando entre si
Por sinalização MFC
Desenvolvida pelo CET
Fruto de grande exigência
Consistindo na conversão
De códigos em frequência
Um sistema de relés
Na terminação das centrais
Interpretava as frequências
Por combinações especiais
As placas de sinalização
Encarregavam-se de enviar
As frequências para a rede
Para o receptor as interpretar
Se o cérebro dos registos
Era o Orientador
Para gerir a taxação
Tínhamos o tarifador
Estávamos já em 88
Quando fomos convidados
A ir para estação digital
Após sermos especializados
Com algumas exigências
Entre as quais Inglês
Pensei logo ser excluído
Que mal sabia Português
Mas a sorte protegeu-me
E não fui excluído
Fui ao Cambrigge School
Tirar um curso intensivo
Aprendi o "A" e o"B"
E com posterior formação
Patrocinada pela empresa
Consegui uma evolução
Entretanto fui para Lisboa
Fazer estágio outra vez
Eram só novos conceitos
Que para mim eram chinês
Estávamos na era digital
Tecnologia EWSD
Tirei um curso nesta altura
Para trabalhar na EIUD
Além da EWSD
Havia outra tecnologia
Designada por S12
Que ainda desconhecia
O tipo de processamento
É a diferença fundamental
No Sistema12 é partilhado
Na EWSD é Central
Após o estágio regressei
Pensando ser conhecedor
Descobri que uma printer
Não era um bastidor
Isto atesta a ignorância
Que tinha naquele momento
No que respeita aos conceitos
Sem falar do equipamento
Para mim foi ponto de honra
Fazer um trabalho diário
Adquirir o conhecimento
Mesmo com dicionário
Através das micro-fichas
E manuais em Inglês
Quase tinha de traduzir
Uma palavra de cada vez
Mas a força de vontade
Permanecia intocável
Sabendo que objectivo
Era uma coisa inadiável
Então ao sábado sozinho
Tentava fazer o melhor
Descobrindo lentamente
O layout de cada bastidor
Perceber qual a função
De cada bloco no essencial
Ajudou no entendimento
Do funcionamento global
Foi o trabalho em equipa
Um factor indesmentível
Com notável entreajuda
E isso foi perceptível
Equipa de seis elementos
Os principais pioneiros
Éramos quatro os técnicos
E mais dois Engenheiros
O Cramês e o Arménio
E eu mais o Oliveira
O Sampaio a chefiar
E o Renato na dianteira
Lembro a Ana e a Teresa
Que muito nos ajudaram
E o Amaro e o Luís
Que também por lá passaram
Não esquecendo a Fernanda
Que também nos ajudou
Embora fosse pouco tempo
Que pela Batalha passou
A migração dos circuitos
Analógicos para digitais
Obrigou-nos a programações
De casos muito especiais
Os contadores estatísticos
Após transferência manual
Eram enviados pelo correio
Para processamento central
Mais tarde uma inovação
Que a Telepac disponibilizou
Transferir dados por X25
Muito trabalho evitou
Pelo correio chegavam
Alguns procedimentos
Entretanto chega o Fax
E viram-se melhoramentos
Com a chegada do Email
Surgiu uma "revolução"
No envio dos processos
E sua rápida execução
No Porto a segunda digital
Sendo Aveiro a primeira
Mas tarde fomos a Picoas
Pôr ao serviço a terceira
Inicialmente a Batalha
Tinha um comutador
Mais tarde Batalha2
Exigiu outro processador
Chegou o Carlos Almeida
Mostrando a sua vocação
Tomou conta do plantel
Após uma reestruturação
Se a palavra segurança
Era uma regra de ouro
Veio mais um comutador
Na outra margem do Douro
Foi em Setembro de 94
Devesas o local escolhido
Para as funções de O&M
Para lá fui transferido
Foi em Março de1995
A data da transferência
Trabalhando ali sozinho
Tive que ter paciência
Mais tarde chegou Pedro
Elemento que eu pedia
E trabalhamos uns anos
Em perfeita sintonia
Mas esta mudança brusca
Fez bem à nossa mente
Animados com o projecto
Da plataforma inteligente
Assistimos ao seu início
Na fase de instalação
Da plataforma de testes
E sua interligação
Foi aqui que começou
A relação com o Luís Frade
Como responsável da IN
Cimentou-se uma amizade
Uma palavra ao Brandão
Um importante elemento
Que deu o seu contributo
Embora por pouco tempo
E a plataforma CETIN
Assim foi designada
Em Maio de 95
Já estava a ser testada
Desenvolvida pelo CET
Hoje PT Inovação
Fornecida pela HP
Que fez a sua instalação
Com a filosofia de loops
Utilizando o SS7
Foi assim implementada
A plataforma do CET
O seu primeiro grande teste
De processamento global
Foram os cartões pré-pagos
Numa cimeira em Portugal
Foi a cimeira Europia
No âmbito da OSCE
Assegurou todo o tráfego
Mostrando que estava de pé
Mais tarde outras se seguiram
Embora um mais pacíficas
O seu volume de tráfego
Ficou para as estatísticas
Cito a Ibero-Americana
E a Cimeira da Nato
Gerando volume de tráfego
Que até foi muito simpático
Já tinha chegado em 95
A plataforma de despertar
Fornecida pela Compta
Que ajudamos a instalar
Uma plataforma Voice Mail
Passado muito pouco tempo
Designada por Trillogue
Novidade no momento
O Voice Mail e o Despertar
Em plataformas diferentes
Foram alvos de Upgrades
E mudanças permanentes
O voice mail FM
Na sua implementação
Integrou o fixo e o móvel
Sendo uma boa solução
Várias tecnologias
Com Software proprietário
Obrigando na manutenção
A um grande esforço diário
Tanto na parte logística
Como na interligação
Uma mexida implicava
Quase sempre ampliação
Todas esta plataformas
Iam sendo convertidas
Umas actualizadas
E outras substituídas
Por exemplo no despertar
Ninguém aqui ficou estático
Foi instalado o DAC
No molde semiautomático
Mais tarde a Paula Sousa
A nossa equipa integrou
Com a nova plataforma
Que a Unisys instalou
E passado pouco tempo
De Lisboa chegou o Tiago
E do Porto veio o Gomes
Que os feixes tinha deixado
Vários serviços chegaram
E foram sendo testados
De uma forma aleatória
Alguns abaixo citados
O Número Verde e Azul
O Número Único Nacional
O Gerex e o Hiper PT
E o número verde universal
A Mobilidade geográfica
Portabilidade de numeração
E os serviços broadcast
Como a audiodifusão
Suportados em IVRs
Utilizando o RouteIN
Uma infinidade de serviços
Que também passam na IN
Cito alguns de seguida
Neste momento em produção
Porque ao longo do tempo
Novos serviços existirão
A assistência e avarias
E os testes da PT
16200 para o geral
E o IVRMEO para a TV
Finanças e Televisão
Temos o SAF e aTDT
E para os postos públicos
Temos o designado SPP
Temos o AXA e SD
Com menus personalizados
Para o AXA e Seguro Directo
Com alguns canais dedicados
Desagregações assistidas
Assim como reposições
O 120 ou PagaDest
E qualidade das intervenções
Temos o portal de voz
Com várias informações
Desporto e outras notícias
Totoloto e Euromilhões
O Hello Card e PTU
Falo dos cartões virtuais
O Hello com dezenas de perfis
E funcionalidades especiais
Cartões de váriados preços
Dependendo do seu perfil
Não só para Portugal
Como Europa e Brasil
Em português Inglês e Chinês
Com menus personalizados
Marcam para todo o mundo
Com tarifários variados
Recordo que quando entrei
Em Portugal eram os CTT
Que geriam o parque telefónico
Excepto na área dos TLP
Com o evoluir da política
Mais tarde surge a cisão
Para os correios os CTT
E para a Técnica a "Telecom"
A Telecom e os TLP
Gerindo o parque nacional
Ficava então a Marconi
Com a vertente Internacional
Cedo se começo a pensar
Na fusão destes empresas
Com a logística bem pensada
Não foram muitas as surpresas
A Telecom Portugal
Juntando-se aos TLP
Originaram uma empresa
A que se veio chamar PT
O presidente Zeinal Bava
Pensando que estava mal
Aglutinou o fixo e o Móvel
Criando a PT Portugal
O sentido da convergência
Melhorava desta forma
Suportar todos os serviços
Na mesma plataforma
Surgiu o projecto Rigel
Uma plataforma comum
Servindo o fixo e o Móvel
E ambientes para cada um
A mesma infra-estrutura
Suporta todos os serviços
Para os vários clientes
E diferentes compromissos
Além dos nossos ambientes
Como a TMN e a PTC
Temos outros clientes
Sendo um a CST
Também já suportamos
Alguns serviços da TT
Falo da Timor Telecom
Antes da CST
Na última reestruturação
Como pertencia-mos à IN
Com a nova integração
Fomos parar à TMN
Foi um momento para nós
Porque estávamos na iminência
Por decisão das hierarquias
Fazer contrato de cedência
Embora pouco convencidos
Tivemos que assinar
Senão teríamos que sair
Ou a solução era mudar
E o pessoal assinou
Parecendo muito afoito
No dia 25 de Junho
Do ano 2008
Fomos logo avisados
Que esta integração
Implicava no futuro
Uma nova disposição
Mais tarde ou mais cedo
Teríamos que abandonar
Um simbólico local
Que ajudamos a criar
Acabamos por mudar
Sendo para nós um revés
Dia 9 de Dezembro
No ano 2010
O nosso local de destino
Foi Tenente Valadim
Aqui ou noutro local
Teria que ser assim
Trabalhar em OpenSpace
Ao fim de dezenas de anos
Se não fosse neste local
Teria de ser no Oceanus
A única coisa boa
Para o pessoal da IN
Foi conhecer nova gente
Que pertence à TMN
E aqui não há palavras
Em que possa descrever
A afabilidade desta gente
Que viemos a conhecer
Tem o lado positivo
Criar outras amizades
Num ambiente esperado
Com novas realidades
E é neste bom ambiente
E tenho muito orgulho nisso
Em 5 de Janeiro de 2012
Faço 40 anos de serviço
Durante todos estes anos
Embora hoje não pareça
Tivemos algumas situações
Que causaram dores de cabeça
O projecto PNN
Plano de numeração Nacional
Permitiu com nove dígitos
Uniformização global
Bug do ano 2000
Que deu muitos estalidos
Obrigando a muitos patchs
Para não sermos surpreendidos
Vários concursos televisivos
Com muitas particularidades
Como o Concurso dos milhões
E a Quinta das celebridades
Um que deu muito trabalho
Foi o Centenário do Benfica
Embora eu sendo Portista
Para a história aqui fica
Mas nem tudo foram rosas
E às vezes é complicado
Pois quem diz que não se engana
Começa por estar enganado
No programa "Só visto"
Na estação da RTP
Tínhamos um serviço
Para concurso de TV
Um dia tive uma falha
E isso foi muito mau
Não abrindo concurso
Por causa do Eng. Bau
Isto porque existia
Um NUN complicado
Que a pedido do Eng. Bau
Era muito bem tratado
E eu durante o programa
Aproveitando o momento
Trabalhava nesse NUN
E distrai-me com o tempo
Quando abri o concurs
A janela estava a fechar
Meia dúzia de chamadas
Acabaram por entrar
Tudo isto para dizer
De uma forma plausível
Neste mundo conturbado
Ninguém é infalível
Aproveito para agradecer
A excelente colaboração
Do pessoal que conheci
Na PT Inovção
Um outro agradecimento
Ao pessoal da Engenharia
Muitas vezes trabalhamos
Em perfeita sintonia
É uma marca indelével
Com grande significado
A todos que me ajudaram
O meu muito obrigado
Abraço a todos
Domingos Cardoso da Costa
5 de Janeiro de 2012