30 outubro 2008

Parabéns - Anabela para Cardoso

PARABÉNS Cardoso,

Não tenho grande jeito
Para coisas bonitas escrever
Sobre um "querido" colega
Pois muito há a dizer

Homem bem educado
De sorriso rasgado
É muito admirado
Pois nunca está chateado


Sempre sorridente
Com muita amabilidade
Parece ser prudente
E com grande responsabilidade


Passe um dia Feliz
Anabela




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Do Cardoso para Anabela

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Bom dia amiga Anabela!!!!!

A chuva logo de manhã
Causou-me alguma tristeza
Mas ao chegar melhorei
Com semelhante surpresa

Quero-lhe ficar muito grato
Por toda esta simpatia
Expressando toda a ideia
De tudo aquilo que eu sabia

Depois de tantos elogios
Vindo eles de quem vem
Responsabilizam-me mais
Pelo significado que tem

Estou muito preocupado
Com a sua veia poética
Perpectivando entre nós
Uma luta muito frenética

Aceite antes de tudo
Os meus agradecimentos
E permita que registe
No meu blog estes momentos

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De Anabela para Cardoso !! Após comer o bolo!!

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Comi do seu bolinho
O que muito me agradou
Foi com muito carinho
Que o Cardoso o comprou

Espero que para o ano
Nos presenteie de novo
Com um delicioso bolo
De massa folhada com ovo

30 Outubro 2008
Anabela Lopes

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É com grande satisfação
E digo-lhe em alta voz
Para o ana está convidada
A comer torta de noz

Não sendo uma surpresa
O que lhe posso oferecer
Caso não goste muito
Outra coisa pode escolher

Cardoso

11 outubro 2008

Historia passeio 2008

Cinco de Outubro de 2008
Mais um lindo dia chegou
E o pessoal da confraria
Para o passeio se juntou

Logo de manhã no café
Ouvi a conversa da treta
Não tinha como tomar nota
Pedi ao Armando uma caneta

Quando cheguei ao mini BUS
O Oliveira deu o mote
'Parece que vai haver exames'
Por me ver com um envelope

Observei que o motorista
Estava um pouco cansado
Só para chegar até ali
Das voltas que tinha dado

Realmente a informação
Não dava grande conforto
Ir ter à rua 2 de Agosto
Na Areosa no Porto

Os confrades vão chegando
Surge o Hernâni à verão
Camisa de manga curta
Só lhe faltava o calção

Avisaram-no que estava frio
E podia ficar doente
Foi a casa num instante
Mudou de roupa de repente

O Tonecas vê o Sr.Batista
E com um ar preocupado
Que é que se passa com o Batista?
Parece que vem meio de lado!

Estava o Tonecas distraído
Diz o Sérgio armado em esperto
Tu com essa camisa verde
Pareces um semáforo aberto!

Sugeriu então o Luís
Que com o verde fluorescente
Para não existirem paragens
O Tonecas fosse à frente

Vem o Joaquim com o Jornal
Dentro dum saco jeitoso
O Oliveira aproveitou
Lá vem outro estudioso!

Com destino a Poiares
Lá iniciamos a viagem
Na área de Penafiel
Foi a primeira paragem

Neste espaço de tempo
Distribuiu-se o relatório
Das peripécias do ano
Fruto do meu relambório

Com vistas muito bonitas
Lá seguimos a viagem
Nas margens do Rio Douro
Até à próxima paragem

Nos quatro lugares traseiro
Iam o Queirós e Armando
Mais o Alfredo e o Cordeiro
Com sono de vez em quando

Perante tanto silêncio
Diz o Hernâni com leveza
Aqueles quatro ali atrás
São os que vão servir à mesa

Então distribui as tarefas
Vendo a cabeça rapadinha
Para evitar cabelos no tacho
Ia o Cordeiro para a cozinha

A viagem prosseguiu
Já não era muito cedo
Quando passamos pelas termas
Sitas em "Caldas de Moledo"

Na Quinta da Capeleda
Situada em "FONTELAS
Quem tiver certas doenças
Pode ali tratar delas

Quando chegamos à Régua
Fizemos outra paragem
Passeando à beira rio
E apreciar a outra margem

Rodeada de montes verdes
Capital do vinho e da vinha
Com o Douro auspicioso
Nesta cidade ribeirinha

Entramos lá numa rua
Junto ao Museu do Douro
Em que o Tonecas destacou
As obras a peso de ouro

Uma das grandes riquezas
E fonte de grande atracção
É este famoso Museu
Em franca recuperação

Esta casa de cultura
Muito mais que exposição
Pretende estudar o Douro
E os valores da Região

Em frente num restaurante
Não tendo muito conforto
Comemos ali umas mistas
E bebemos um copo do Porto

Seguimos para o Almoço
Passando no Centro de Poiares
Ruas muito limpinhas
Na pureza daqueles ares

A beleza daquelas terras
De vinhas enfileiradas
Onde é difícil distinguir
As vinhas já vindimadas

Chegamos ao restaurante
O "Autocarro" entrou
Para dentro de um pinhal
E ali estacionou

Alguns foram mijar
Junto às árvores com medo
O Hernâni aproveitou
Fotografar o Alfredo

A seguir fomos pr'a mesa
Surgiu logo um acidente
Uma garrafa entornou
Perante o olhar daquela gente

A sua simples colocação
Num Local menos feliz
Provocou a sua queda
Sujando as calças ao Luís

Com as entradas na mesa
Num instante desapareceram
Dando lugar às travessas
Que entretanto apareceram

Com gente nova à nossa volta
Num ambiente sedutor
Alguns molhando a vistinha
Outros curtindo o sabor

Que é que já estão pensando
Refiro-me à especialidade
Cabrito bem confeccionado
E também de tenra idade

A Batata a acompanhar
Não era nada especial
Reconheço que não há tempo
Para um assado normal

O vinho era muito bom
Desta zona demarcada
É a região do Douro
Especialmente conceituada

Numa primeira avaliação
Não estava nada mau
Para uns foi o cabrito
Para outros o Bacalhau

Mas para que não queria
Qualquer um destes pratos
Podia comer vitela
Para encher os seus papos

Mas vamos ver para já
O que disse o pessoal
Sobre o almoço deste ano
Que para mim foi normal

Muito bom! Diz o Ricardo
Foi mesmo muito especial!
Desejo repetir para o ano!
Se possível igual.

Na opinião do Oliveira
Muito curiosa também
Achou que o amigo Ricardo
Comeu ali muito bem!

Feita a pergunta ao Sérgio
Respondeu no seu bom tom
Estou muito satisfeito!
Pá!! Achei bom! Achei bom!

O Ferreira não faz por menos
Reparem bem no que diz!
Comi o melhor cabrito
Que se pode comer no País!

Perante a mesma pergunta
Feita ao amigo Luís
Respondeu! Vá para o caraças.
Eu não sei que mal lhe fiz.

Diz-me o Sérgio entretanto
No meio daquela gente
Que estava a ser incomodado
E assediado sexualmente

O Almoço para o Jordão
Não nada de especial
Estava tudo muito bom
Que ali já é normal

Os ossos estavam um espectáculo
Diz o Queirós ainda a comer
É o guardião da capela dos ossos
Tinha o Jordão acabado de dizer

Mas ainda sobre o Queirós
Estava o Oliveira observando
Até os ossos comi!!!!
Disse o que estava pensando

Nada bom para o Tonecas
O ano passado foi melhor
Estou a ver que não há lanche
P.Q.P. Mais nada! Ainda Pior!!

Foi a melhor refeição! Disse o Manel.
Que comeu naquele dia
Preocupando-se em responder
Com alguma simpatia

Joaquim Correia escreveu
Dois versos naquele momento
Que transcrevo na íntegra
Sem perverter seu pensamento

"Já muitos ouvi gabar
Da Repentina o cabrito
Oiço e não posso calar
Que só em casa o repito"

Se um dia aqui almoçar
Cristo de fome e aflito
Da repentina irá gabar
O Tintol!! Não o Cabrito!!!
(Joaquim Correia)

Não é grande m..! Disse o Victor
Convicto da sua certeza
Comia antes aquela vitela
Que está ali na outra mesa!

Diz o Alfredo contente
Comi Cabrito de cabrito
Mas fiquei pensativo
Ao ver o Daniel Aflito

Pratiquei uma boa acção
Porque não estava nada mau
Ajudei o Daniel
A comer o Bacalhau!

Ao praticar esta acção
Que é o nosso dever
Bebi um vinho divinal
Porque melhor não sei dizer

"E aos sessenta chegado
Porque o t… já não promete
Dou uma f… por mês
Alternado com m….."
(?????)

"Eu venho de lá de xima
Da vareja d'á zeitona
P'ra perguntar à menina
Quantos pelos tem a Cabexa
(Armando)


Surge uma fotografia
Do 1º casamento gay
Ricardo e Sérgio a beijarem-se
E o resto já não sei

O Daniel sensibilizou-me
Na opinião que lhe pedi
Lembrou-me confrades ausentes
E outros amigos que não vi

Disse que estava tudo bom
Assim como o convívio
Ressalvou a falta de amigos
Como espécie de alívio

Para o Jorge estava óptimo
Coisa que ele conhecia
O pior foi o Alfredo
Comer o que lhe pertencia

E foi a pedido do Jorge
Que aqui fica um jogo
Mas quem o descodificar
Fica pior que o fogo

"L. L. Cidade
T. H. Santos
P. T. Lados
C. T. Cantos"
(Jorge Castelo)

Estava bom! Disse o Cordeiro
Com pena dos Cabritinhos
Embora não goste de comer
"Meus familiares" os Cordeirinhos

Para o Moreira estava bom
E consolou muita gente
A piela tinto era bom
Mas a branca passa à frente

Para o Hernâni, tudo bom em geral!
Mas vamos aos particulares
Que aponta todos os defeitos
À Repentina de Poiares

Não vi cornos no cabrito
É de uma pessoa ficar tola
Faltarem as ervas no almoço
E alface com pouca cebola

Cabrito sem piri-piri
E a sobremesa não presta
O molotofe não vale nada
E aqui nada mais resta

Digo-lhe uma coija!!!!
Falou o Armando sem enredo
Não venha cá mais! É uma vergonha!
Estava bom, mas o pior foi aturar o Alfredo!

"Entra Alfredo que estás à porta!
Entra sarilhos no cu a fomegar!
Entra de Marreta!
E sai de Chapeleta!! "
(Armando)
Para o nosso amigo Coutinho
Foi um dia de felicidade
"Para mim é tudo belo
Se o Convívio for a amizade"

Estava bom para o Batista
E nele posso acreditar
Porque a água não altera
Nossa forma de pensar

Acabada a sobremesa
Tomamos café ao balcão
E uma garrafa de Whisky
Para alguns que já lá estão

Findo o almoço lá fomos
Ver um lindo miradouro
Situado em Galafura
E ver as paisagens do Douro

Sendo um dos mais bonitos
Nesta região duriense
O Miradouro de S. Leonardo
Orgulha o povo reguense

Onde o escritor Miguel Torga
No rio ali mergulhava
E escrevia os seus "Diários"
E na paisagem se embrenhava

Com vinhas e terras do Douro
Uma paisagem deslumbrante
E o Douro lá ao fundo
Encanta qualquer visitante

Com estas vistas imponentes
Ali passamos um bocado
Pensando estar perto de nós
A beleza do outro lado

Assim começo o regresso
Que não correu nada mal
Com paragem em Amarante
Passando por Vila Real

No largo António Cândido
Nome de um Conselheiro
Saímos do autocarro
E escolhemos o nosso roteiro

Uns foram aos bolos
Comprar a especialidade
Só Produtos tradicionais
Daquela localidade


Outros foram ao vinho doce
Uma pequenina tasquinha
Onde as sandes de presunto
Consolaram a barriguinha

Outros foram ainda
Ao café junto ao mosteiro
Designados por S. Gonçalo
Que para um turista é o roteiro

Perante um mal entendido
O insólito aconteceu
No regresso ao autocarro
O Hernâni não apareceu

Pensando que o autocarro
Estava no parque do mercado
Era já um pouco tarde
Quando viu que estava errado

Chamaram para o telemóvel
O Hernâni não atendia
Alguém chamou a atenção
Que no autocarro o ouvia

Restou apenas ao pessoal
Ir à procura do amigo
O Jorge Gritou por ele
E veio logo ter comigo

Enfim tudo terminou bem
Após alguns dançar à roda
Da música que se ouvia
Num desfile amador de moda

Lá viemos para casa
Com o pessoal um pouco mole
Mortinhos por chegar a casa
Para ver o Futebol

O Hernâni insatisfeito
Disse que era inacreditável
Um passeio só para almoçar
Com um tempo memorável

Chegamos cá todos bem
Com boa disposição
Em que não sobressaiu
Um bebedor campeão

Esperemos que para o ano
Continuemos unidos
E que a crise actual
Não nos declare falidos

Um abraço
Domingos

Passeio Sueca 2008

Cá estamos mais uma vez
Neste ano 2008
Para um passeio do grupo
De pessoal muito afoito

A história deste ano
Não tem muito que contar
Talvez a falta de atenção
Não deu para observar

Os actores são sempre os mesmos
E também muito repetitivos
Todos os dias a mesma ementa
E ausência de aperitivos

De vez em quando lá surge
Uma ou outra frase que fica
Há muito sentido de humor
Mas pouca gente o pratica

Valores nunca faltaram
No seio da Confraria
Mas o silêncio não fala
E dele nunca ninguém se ria

Esta nossa confraria
Precisa de uma lufada
De ar muito fresquinho
Ao sabor da limonada

Algo que rejuvenesça
E nos dê outra alegria
De forma que o grupo sinta
O que noutros tempos sentia

Proponho que neste passeio
Cada um diga para mim
A sua versão do passeio
Do princípio até ao fim

Vai ser muito interessante
Compilar todos os dados
Tratá-los com sal e pimenta
E ver no fim os resultados

Um pequenino esforço
Apenas basta memorizar
Depois em prosa ou em verso
É muito fácil contar

Mas quero toda a verdade
É um imperativo formal
Não distorcer a realidade
Do que fez o pessoal

Por exemplo um confrade
No regresso sentadinho
Conta a sua verdade
Dizendo que não bebeu vinho.

É lógico que está a mentir
Ou então está fora de si
Porque ficar assim com a água
Foi coisa que nunca vi

Mas contem outras peripécias
Que tenham em vossa memória
Porque é uma forma de registo
Para que fiquem na história

Para realizar este passeio
Houve alguns preparativos
Estando uns a trabalhar
E outros gozavam entretidos

Pelo que sei foi o Moreira
Que preparou este dia
Para levar ao cabritinho
O pessoal da confraria

Para isso foi escolhido
Um restaurante de alta gama
Que em termos de cabrito
Ninguém lhe tirou a fama

A sua localização
É um factor importante
Num ambiente acolhedor
Num local que encante

No Concelho da Régua
Distrito de Vila Real
Parece estarmos a caminhar
Para um excelente local

Mas para os mais exigentes
Que apreciem os bons ares
Fica distante do centro
Na freguesia de Poiares

Muito bem apetrechado
Para qualquer evento
Foi já tudo pensado
Até o estacionamento

Qualidade garantida
Mas é preciso uma senha
Com prévia marcação
Para o assado na lenha

Mas atenção ao pagamento
Para quem gosta de cartões
Só se aceita dinheiro vivo
Para evitar confusões

BOM PASSEIO!!!
BOM ALMOÇO!!!!

ABRAÇO a TODOS
- Domingos -

Sueca - 2007_2008

Permitam-me só que me penitencie pelo facto de ser muito repetitivo, mas os protagonistas são sempre os mesmos, e eu limito-me a transcrever o que observo. Este ano temos um longo historial.
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No dia nove de Outubro
O Moreira determinou
Que eu fizesse o rascunho
Das contas do ano que findou

A história da nossa viagem
Foi entregue na confraria
Com o resumo completo
Do que se passou naquele dia

Vários foram os comentários
Que à noite observei
É para mim gratificante
Os amigos que ganhei

Muito convencido o Ricardo
Diz que está sempre a ganhar
Com pena dos meus amigos
Não sei se cá vou voltar

Jogando ele e o Armando
Contra Hernâni e Postiga
Embalado pelas vitórias
Perdeu com eles de seguida

Mesmo ganhando comigo
O Hernâni não me perdoa
O seu silêncio nos meus erros
E deu cabo da minha pessoa

Depois começou a ameaçar
Eu já não sei que lhe diga
Mas a vitória final
Foi a resposta do Postiga

O Alfredo a meu lado
Estou aqui para o defender
Mas eu sou como o Camacho
A defesa é o meu saber

Na noite seguinte o Jordão
Saiu a meio da partida
Alegando que tinha a tratar
Um assunto da sua vida

Na compreensão de todos
Abandonou o recinto
Estava tudo equilibrado
Empatados cinco - cinco

O Hernâni e o Alfredo
Numa noite ao relento
Acusam-se mutuamente
Com um sorriso cinzento

O dicionário do Hernâni
É uma cartilha que espanta
Disse naquela noite ao Alfredo
Que não passa de uma anta

Se é normal o Hernâni
Tratar o Alfredo por cromo
Já não é normal o Alfredo
Tratar o Hernâni por Tono

Para mim o Sr. Alfredo
Podia ser mais meiguinho
Em vez de lhe chamar Tono
Podia chamar-lhe Toninho

O Ricardo com o Postiga
E o Hernâni com o Daniel
O Hernâni esquece quem dá
Começa a escrever no papel

Está o Hernâni a mandar vir
E o Daniel olha-o de mansinho
Se continuas a mandar vir
Vais ficar a jogar sozinho

O Moreira estava a jogar
Um jogo no computador
Permitindo que nas cartas
Entre outro jogador

Numa determinada altura
Tinha um jogo apetecível
Sempre a disparar bolas
Tentando subir de nível

Até dá cabo dos dedos
Mas não faz outras escolhas
De tal forma que o Jorge
Lhe chamou o rebenta bolhas

Vai, vai sempre criticando
Que eu estou a sair daqui já
Se queres que rebenta a bolha
Podes virá-la para cá

Entrou o chato do Sérgio
Nunca mais estava calado
Meteu-se com o Moreira
Ele atirou-lhe com o teclado

Começou o Sérgio a queixar-se
E o Quim ouviu-o com mágoa
Desconfio que apanhei gripe
Então bebe um copo de água

Luís diz que vai embora
Ver Fátima na TV
No dia de congresso o Jordão
Mandou ligá-lo ao PSD

Gerou-se um certo barulho
Na sala da confraria
Indiferente ao ambiente
O Sr. Batista dormia

Já convenci o Hernâni
Agora fora de tangas
Que melhoro o desempenho
Quando arregaço as mangas

Mas para ele ainda é pouco
E diz com toda a certeza
Tira as fraldas da camisa
E chega mais perto da mesa

No dia 16 de Outubro
Apareceu outro computador
Melhorando a performance
Proporcionada pelo anterior

Sucedeu que o monitor
No novo PC não dava
Alterou-se a definição
Para ver se funcionava

Os dois deixaram de funcionar
Após alterar a definição
Chamou-se um especialista
Para corrigir a situação

A vítima foi o Luís
Que já estava de pijama
Tenho dúvidas se o Moreira
O fez levantar da cama

Mas a situação justificava
A chamada de um perito
Estava um confrade privado
Do seu jogo favorito

Ficou assim a confraria
Munida de um outro PC
Passando do WINDOWS 98
Para o Ambiente XP

O Moreira entusiasmado
Tentou-se logo adaptar
A este novo ambiente
Para o poder utilizar

Comigo logo desabafou
Que estava tudo em inglês
O que havia de ser dele
Se mal sabia português

O Luís deu-lhe a esperança
Que podia ser mudado
Esperemos pela promessa
Mas é melhor esperar sentado

No dia seguinte à noite
O Ricardo desconcentrado
Levou o Hernâni aos píncaros
Ficando muito chateado

Ameaçou o seu parceiro
E o Alfredo logo augura
Que fique o registo em acta
Para memória futura

O Jordão e o Alfredo
Discutiu e ficou fula
De seguida jogou comigo
Até me chamou Makukula

Não esqueçam que neste dia
Ele jogou pela Selecção
Marcando um golo no jogo
E vencemos o Cazaquistão

No dia 18 de Outubro
O Luís experimentou
O disco do computador
Que o Moreira desmontou

O olhar triste do Moreira
Deu bem para perceber
Que sem o jogo das bolinhas
Ele estava a esmorecer

Mesmo assim desmantelou
O seu computador velhinho
Deitou ao lixo a carcaça
E pôs as peças num baldinho

O Moreira é o povo
Com o Luís a comandar
Com o Tonecas e o Manel
Mais o Maurício a observar

Mal sabia esta equipa
Que estavam a ser observados
Pelo nosso amigo Queirós
Para reforçar os seus quadros

Analisando individualmente
O perfil de cada um
Eram muito barrigudos (cito)
Não escolhendo nenhum

Entretanto na taça da liga
Uma surpresa em Alvalade
Uma vitória do “Fátima”
E parece que não foi milagre

O Benfica com o Setúbal
É um clube de outros mundos
Estando a perder todo o jogo
Empatou nos últimos segundos

O dia 1 de Dezembro
Foi um dia diferente
O Porto ganhou por 1-0
Alegrando muito gente

Mas o País ficou triste
Porque o Benfica é um mundo
Como é possível o Porto
Pôr o Benfica no fundo

No fim do jogo o Jordão
Quis ouvir o comentário
Do Rui Santos na SIC
Que vê tudo ao contrário

Pensava ele após o jogo
Que o Rui Santos reconhecia
O Valor da vitória do Porto
Sendo isento neste dia

Mas muito cedo concluiu
Que o Rui nunca mudará
Mesmo sendo melhor o Porto
Para ele nunca o será

Então resolveu o Jordão
Vir jogar uma suecada
Quando lhe calhou o Alfredo
Deu-lhe logo uma tacada

Logo no primeiro jogo
O Hernâni e o Makukula
Deram-lhe uma bandeira
E o Jordão ficou fula

Começou aqui um diálogo
Muito objectivo e concreto
Quando o Jordão afirmou
Estou a jogar com um Meco

O Alfredo muito sentido
Ficando logo sem sono
Afirmou que também ele
Estava o jogar com um Mono

Logo na jogada seguinte
O Jordão muito chateado
Levanta os dois braços e diz
O meu parceiro é um nabo!

Entretanto o Hernâni
Com toda a sua estaleca
Vê-me com as mãos cruzadas
Disse: Olha o freituck da sueca!

Acabamos os dez riscos
E demos outra bandeira
O ambiente nesta noite
Mais parecia uma feira

O Alfredo num desabafo
Aplicou um estranho termo
Ao dizer que o seu parceiro
Não passava de um estafermo

Mas tudo terminou bem
Com a caixinha a sorrir
Contando as moedinhas
Que nela estavam a cair

Afinal no fim de contas
Ninguém ficou chateado
Enquanto uns foram à caixa
Outros registavam o resultado

Em Janeiro de 2008
Houve mudança de rumo
Com a nova lei do tabaco
A defender salas sem fumo

Uma lei controversa
Que muito deu que falar
Sem saber qual a fronteira
Que possa impedir de fumar

Aproveitei o decreto
E suspendi o tabaco
Ainda não me arrependi
Por saborear melhor o prato

Mas digamos que não é fácil
Depois de tantos anos de fumo
Foi apenas uma tentativa
De mudar a vida de rumo

Mas voltando às peripécias
Muitas mais aconteceram
Mas não sendo elas escritas
As memórias se perderam

Outros tempos virão
Que nos permitam recordar
Muitas cenas engraçadas
Dos confrades a jogar

Abraço
DCC