11 outubro 2008

Historia passeio 2008

Cinco de Outubro de 2008
Mais um lindo dia chegou
E o pessoal da confraria
Para o passeio se juntou

Logo de manhã no café
Ouvi a conversa da treta
Não tinha como tomar nota
Pedi ao Armando uma caneta

Quando cheguei ao mini BUS
O Oliveira deu o mote
'Parece que vai haver exames'
Por me ver com um envelope

Observei que o motorista
Estava um pouco cansado
Só para chegar até ali
Das voltas que tinha dado

Realmente a informação
Não dava grande conforto
Ir ter à rua 2 de Agosto
Na Areosa no Porto

Os confrades vão chegando
Surge o Hernâni à verão
Camisa de manga curta
Só lhe faltava o calção

Avisaram-no que estava frio
E podia ficar doente
Foi a casa num instante
Mudou de roupa de repente

O Tonecas vê o Sr.Batista
E com um ar preocupado
Que é que se passa com o Batista?
Parece que vem meio de lado!

Estava o Tonecas distraído
Diz o Sérgio armado em esperto
Tu com essa camisa verde
Pareces um semáforo aberto!

Sugeriu então o Luís
Que com o verde fluorescente
Para não existirem paragens
O Tonecas fosse à frente

Vem o Joaquim com o Jornal
Dentro dum saco jeitoso
O Oliveira aproveitou
Lá vem outro estudioso!

Com destino a Poiares
Lá iniciamos a viagem
Na área de Penafiel
Foi a primeira paragem

Neste espaço de tempo
Distribuiu-se o relatório
Das peripécias do ano
Fruto do meu relambório

Com vistas muito bonitas
Lá seguimos a viagem
Nas margens do Rio Douro
Até à próxima paragem

Nos quatro lugares traseiro
Iam o Queirós e Armando
Mais o Alfredo e o Cordeiro
Com sono de vez em quando

Perante tanto silêncio
Diz o Hernâni com leveza
Aqueles quatro ali atrás
São os que vão servir à mesa

Então distribui as tarefas
Vendo a cabeça rapadinha
Para evitar cabelos no tacho
Ia o Cordeiro para a cozinha

A viagem prosseguiu
Já não era muito cedo
Quando passamos pelas termas
Sitas em "Caldas de Moledo"

Na Quinta da Capeleda
Situada em "FONTELAS
Quem tiver certas doenças
Pode ali tratar delas

Quando chegamos à Régua
Fizemos outra paragem
Passeando à beira rio
E apreciar a outra margem

Rodeada de montes verdes
Capital do vinho e da vinha
Com o Douro auspicioso
Nesta cidade ribeirinha

Entramos lá numa rua
Junto ao Museu do Douro
Em que o Tonecas destacou
As obras a peso de ouro

Uma das grandes riquezas
E fonte de grande atracção
É este famoso Museu
Em franca recuperação

Esta casa de cultura
Muito mais que exposição
Pretende estudar o Douro
E os valores da Região

Em frente num restaurante
Não tendo muito conforto
Comemos ali umas mistas
E bebemos um copo do Porto

Seguimos para o Almoço
Passando no Centro de Poiares
Ruas muito limpinhas
Na pureza daqueles ares

A beleza daquelas terras
De vinhas enfileiradas
Onde é difícil distinguir
As vinhas já vindimadas

Chegamos ao restaurante
O "Autocarro" entrou
Para dentro de um pinhal
E ali estacionou

Alguns foram mijar
Junto às árvores com medo
O Hernâni aproveitou
Fotografar o Alfredo

A seguir fomos pr'a mesa
Surgiu logo um acidente
Uma garrafa entornou
Perante o olhar daquela gente

A sua simples colocação
Num Local menos feliz
Provocou a sua queda
Sujando as calças ao Luís

Com as entradas na mesa
Num instante desapareceram
Dando lugar às travessas
Que entretanto apareceram

Com gente nova à nossa volta
Num ambiente sedutor
Alguns molhando a vistinha
Outros curtindo o sabor

Que é que já estão pensando
Refiro-me à especialidade
Cabrito bem confeccionado
E também de tenra idade

A Batata a acompanhar
Não era nada especial
Reconheço que não há tempo
Para um assado normal

O vinho era muito bom
Desta zona demarcada
É a região do Douro
Especialmente conceituada

Numa primeira avaliação
Não estava nada mau
Para uns foi o cabrito
Para outros o Bacalhau

Mas para que não queria
Qualquer um destes pratos
Podia comer vitela
Para encher os seus papos

Mas vamos ver para já
O que disse o pessoal
Sobre o almoço deste ano
Que para mim foi normal

Muito bom! Diz o Ricardo
Foi mesmo muito especial!
Desejo repetir para o ano!
Se possível igual.

Na opinião do Oliveira
Muito curiosa também
Achou que o amigo Ricardo
Comeu ali muito bem!

Feita a pergunta ao Sérgio
Respondeu no seu bom tom
Estou muito satisfeito!
Pá!! Achei bom! Achei bom!

O Ferreira não faz por menos
Reparem bem no que diz!
Comi o melhor cabrito
Que se pode comer no País!

Perante a mesma pergunta
Feita ao amigo Luís
Respondeu! Vá para o caraças.
Eu não sei que mal lhe fiz.

Diz-me o Sérgio entretanto
No meio daquela gente
Que estava a ser incomodado
E assediado sexualmente

O Almoço para o Jordão
Não nada de especial
Estava tudo muito bom
Que ali já é normal

Os ossos estavam um espectáculo
Diz o Queirós ainda a comer
É o guardião da capela dos ossos
Tinha o Jordão acabado de dizer

Mas ainda sobre o Queirós
Estava o Oliveira observando
Até os ossos comi!!!!
Disse o que estava pensando

Nada bom para o Tonecas
O ano passado foi melhor
Estou a ver que não há lanche
P.Q.P. Mais nada! Ainda Pior!!

Foi a melhor refeição! Disse o Manel.
Que comeu naquele dia
Preocupando-se em responder
Com alguma simpatia

Joaquim Correia escreveu
Dois versos naquele momento
Que transcrevo na íntegra
Sem perverter seu pensamento

"Já muitos ouvi gabar
Da Repentina o cabrito
Oiço e não posso calar
Que só em casa o repito"

Se um dia aqui almoçar
Cristo de fome e aflito
Da repentina irá gabar
O Tintol!! Não o Cabrito!!!
(Joaquim Correia)

Não é grande m..! Disse o Victor
Convicto da sua certeza
Comia antes aquela vitela
Que está ali na outra mesa!

Diz o Alfredo contente
Comi Cabrito de cabrito
Mas fiquei pensativo
Ao ver o Daniel Aflito

Pratiquei uma boa acção
Porque não estava nada mau
Ajudei o Daniel
A comer o Bacalhau!

Ao praticar esta acção
Que é o nosso dever
Bebi um vinho divinal
Porque melhor não sei dizer

"E aos sessenta chegado
Porque o t… já não promete
Dou uma f… por mês
Alternado com m….."
(?????)

"Eu venho de lá de xima
Da vareja d'á zeitona
P'ra perguntar à menina
Quantos pelos tem a Cabexa
(Armando)


Surge uma fotografia
Do 1º casamento gay
Ricardo e Sérgio a beijarem-se
E o resto já não sei

O Daniel sensibilizou-me
Na opinião que lhe pedi
Lembrou-me confrades ausentes
E outros amigos que não vi

Disse que estava tudo bom
Assim como o convívio
Ressalvou a falta de amigos
Como espécie de alívio

Para o Jorge estava óptimo
Coisa que ele conhecia
O pior foi o Alfredo
Comer o que lhe pertencia

E foi a pedido do Jorge
Que aqui fica um jogo
Mas quem o descodificar
Fica pior que o fogo

"L. L. Cidade
T. H. Santos
P. T. Lados
C. T. Cantos"
(Jorge Castelo)

Estava bom! Disse o Cordeiro
Com pena dos Cabritinhos
Embora não goste de comer
"Meus familiares" os Cordeirinhos

Para o Moreira estava bom
E consolou muita gente
A piela tinto era bom
Mas a branca passa à frente

Para o Hernâni, tudo bom em geral!
Mas vamos aos particulares
Que aponta todos os defeitos
À Repentina de Poiares

Não vi cornos no cabrito
É de uma pessoa ficar tola
Faltarem as ervas no almoço
E alface com pouca cebola

Cabrito sem piri-piri
E a sobremesa não presta
O molotofe não vale nada
E aqui nada mais resta

Digo-lhe uma coija!!!!
Falou o Armando sem enredo
Não venha cá mais! É uma vergonha!
Estava bom, mas o pior foi aturar o Alfredo!

"Entra Alfredo que estás à porta!
Entra sarilhos no cu a fomegar!
Entra de Marreta!
E sai de Chapeleta!! "
(Armando)
Para o nosso amigo Coutinho
Foi um dia de felicidade
"Para mim é tudo belo
Se o Convívio for a amizade"

Estava bom para o Batista
E nele posso acreditar
Porque a água não altera
Nossa forma de pensar

Acabada a sobremesa
Tomamos café ao balcão
E uma garrafa de Whisky
Para alguns que já lá estão

Findo o almoço lá fomos
Ver um lindo miradouro
Situado em Galafura
E ver as paisagens do Douro

Sendo um dos mais bonitos
Nesta região duriense
O Miradouro de S. Leonardo
Orgulha o povo reguense

Onde o escritor Miguel Torga
No rio ali mergulhava
E escrevia os seus "Diários"
E na paisagem se embrenhava

Com vinhas e terras do Douro
Uma paisagem deslumbrante
E o Douro lá ao fundo
Encanta qualquer visitante

Com estas vistas imponentes
Ali passamos um bocado
Pensando estar perto de nós
A beleza do outro lado

Assim começo o regresso
Que não correu nada mal
Com paragem em Amarante
Passando por Vila Real

No largo António Cândido
Nome de um Conselheiro
Saímos do autocarro
E escolhemos o nosso roteiro

Uns foram aos bolos
Comprar a especialidade
Só Produtos tradicionais
Daquela localidade


Outros foram ao vinho doce
Uma pequenina tasquinha
Onde as sandes de presunto
Consolaram a barriguinha

Outros foram ainda
Ao café junto ao mosteiro
Designados por S. Gonçalo
Que para um turista é o roteiro

Perante um mal entendido
O insólito aconteceu
No regresso ao autocarro
O Hernâni não apareceu

Pensando que o autocarro
Estava no parque do mercado
Era já um pouco tarde
Quando viu que estava errado

Chamaram para o telemóvel
O Hernâni não atendia
Alguém chamou a atenção
Que no autocarro o ouvia

Restou apenas ao pessoal
Ir à procura do amigo
O Jorge Gritou por ele
E veio logo ter comigo

Enfim tudo terminou bem
Após alguns dançar à roda
Da música que se ouvia
Num desfile amador de moda

Lá viemos para casa
Com o pessoal um pouco mole
Mortinhos por chegar a casa
Para ver o Futebol

O Hernâni insatisfeito
Disse que era inacreditável
Um passeio só para almoçar
Com um tempo memorável

Chegamos cá todos bem
Com boa disposição
Em que não sobressaiu
Um bebedor campeão

Esperemos que para o ano
Continuemos unidos
E que a crise actual
Não nos declare falidos

Um abraço
Domingos

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