14 outubro 2009

Passeio Confrades Out 2009

Mais um cinco de Outubro
Que em 2009 chegou
Mais um passeio se fez
Mas menos pessoal juntou

As bases da confraria
Que pareciam de betão
Começaram a ceder
E não sei se aguentarão

Mas mesmo assim foi feito
O nosso famoso passeio
Registo aqui o que se passou
Para mostrar a quem não veio

Logo de manhã o Armando
Começou a trabalhar
Abriu o café só para nós
Para um cafezinho tomar

Ia a descer as escadas
Ia o Hernâni a caminho
Sugeriu que eu também
Fosse tomar cafezinho

Com a máquina fotográfica
Tinha que a utilizar
Apanhou o Armando no café
Dentro do balcão a fumar

Com a conivência do Tonecas
Que também estava presente
Não podemos fazer nada
Por ser irmão do presidente

Estava chegada a hora
De ver quem tinha chegado
Há sempre alguém neste dia
Que chega um pouco atrasado

E foi o nosso amigo Jordão
Que este ano se atrasou
Com os seus óculos de sol
Ao pessoal se juntou

Olhando as calças do Hernâni
Diz o nosso presidente
Vou-te comprar umas calças!
Olha que figura indecente!!!

Olha bem para tua altura
O maior anão que já vi
Arranja-me umas compridas
Que estas ficam bem a ti

Para apenas 18 pessoas
Um carro pequeno bastava
Apareceu um grandalhão
Que ninguém esperava

Vendo tantos lugares vazios
Diz o Jordão ao pessoal
Podiam também arranjar
Uma companhia ideal

Alguém gritou lá no meio
Gosto muito de Italianas
Mas outro macho latino
Lembrou-se das ucranianas

A certa altura da viagem
O Armando molha a vistinha
Com o seu olhar indiscreto
Através da janelinha

E como bom observador
Diz-lhe o Victor de mansinho
Armando para onde estás a olhar?
Vamos guardar respeitinho!

A resposta do Armando
Foi um silêncio profundo
Simplesmente ignorando
Mas curtindo o seu mundo

O Alfredo era o único leitor
Numa determinada altura
Mas toda a nossa viagem
Foi de pouca leitura

O dia estava cinzento
Não dando para apreciar
Embora algumas paisagens
Fossem para admirar

Este ano o destino
Foi a Póvoa de Lanhoso
Com uma história grandiosa
E um passado honroso

A Revolução Maria da Fonte
Teve aqui o epicentro
Sendo esta Jovem Maria
A mulher desse momento

Natural de Fontarcada
Foi a instigadora inicial
Que gerou a confusão
No norte de Portugal

Foi em 1846
Que Costa Cabral cedeu
Após assinar uma convenção
Que o povo não entendeu

Mas Voltemos ao passeio
Relembrando a viagem
Que teve na cidade de Braga
A nossa primeira paragem

Num passeio pedonal
Em direcção às arcadas
Não se via muita gente
Sentada nas esplanadas

E o grupo dos confrades
Seguindo um só caminho
Com um destino comum
As frigideiras do cantinho

Especialidade singular
Numa casa especial
Como atractivo turístico
E muito valor cultural

A delícia das frigideiras
Nem local tão embelezado
Com restos de ruínas romanas
E o chão envidraçado

Saímos deste cantinho
E prosseguimos a pé
Onde além de outras visitas
Tínhamos que visitar a Sé.

Por volta das onze e trinta
Hora que estava marcada
Continuamos a viagem
A pensar já na chegada

Alguns enganos no caminho
Cujo motivo eu não sei
Mas o Restaurante “O Victor”
Fica em S. João de Rei

Houve alguma confusão
E alteração no caminho
Seguimos Póvoa de Lanhoso
Em vez de Vieira do Minho

Mais tarde numa saída
Para São João de Rei
Passou-nos despercebida
Mas o motivo, eu não sei

Só havia uma solução
Fazer inversão de marcha
E num cruzamento à frente
O motorista se despacha

Numa descida acentuada
Com bastante inclinação
Era tão estreita que exigiu
Muita perícia na condução

Quase incrédulos chegamos
Com o pessoal radiante
A pensar no Cabritinho
E no bacalhau do restaurante

Com a calma habitual
Lá entramos devagar
Indicaram-nos que a mesa
Era no primeiro andar

Ficando no Rés-do-chão
O WC e o Lavatório
Formou-se uma fila indiana
Para ir ao mictório

Às pinguinhas subimos
E na mesa nos sentamos
Começando logo a comer
E nos outros não pensamos

Chega lá um empregado
Perguntando num instante
Se queríamos antes do vinho
Um copinho de espumante
E pelo que me apercebi
Ninguém disse que não
Todos quiseram provar
O espumante com limão

Lá comemos as entradas
Era pouca variedade
Não abundando também
Em termos de quantidade

Depois chegaram as travessas
Com o cabrito e o Bacalhau
E em termos globais
Não estava nada mau

Mas por vezes acontece
Alterando o que foi escrito
Confrades escolhem bacalhau
E depois comem cabrito

Esta alteração às regras
Gera desequilíbrio total
Para uns ficarem saciados
Afectam o resto do pessoal

E no meio de tudo isto
Gera-se alguma confusão
Com muitos a mandar vir
Sem ninguém ter razão

Para comer os dois pratos
Uma vaquinha a partilhar
Armando, Alfredo e Manel
Com o Sérgio a comandar

Começa o Sérgio a criticar
Aquela posta de bacalhau
Dizendo que era pequena
Mas não parecia nada mau

O Armando replica
Querendo-o indigitar
Que seja no próximo ano
O Sérgio a organizar

Respondendo prontamente
Logo o Sérgio fecha porta
Indigitando Manuel Gonçalves
Que pelos vistos não se importa

Mas lá comeu o bacalhau
Já a pensar no cabrito
Viu a travessa vazia
Ficou logo aflito

Palavra puxa palavra
E veio-se logo a saber
Que vieram ali buscá-lo
Para outro confrade comer

O que mais o irritou
É que quem o comeu
Escolheu o bacalhau
Na altura que se inscreveu

Os ânimos aqueceram
Mas ele não prescindia
De comer o cabritinho
Que a ele pertencia

Falando com empregados
O que mais o irritou
Foi a única resposta
Que o cabrito acabou

Eu quero comer cabrito!
Mas o cabrito acabou!
Chame aí o seu patrão
Para saber quem errou!

Entretanto o patrão veio
Confirmando que não tinha
Já não temos cabrito
Mas arranjo-lhe vitelinha

Lá acabou por aceitar
Até gosto de vitela no espeto
Começando a provar
Viu que era porco preto

Ele já nem acreditava
No que estava a acontecer
Eles não conhecem o Sérgio!
Mas vão ficar a conhecer

Ameaçando que não saía
Sem falar com o patrão
Só queria demonstrar
A sua desilusão


Gerou mini assembleias
Pondo em causa o contrato
Que culminou no resultado
De falta de cabrito no prato

Pedi a todos os confrades
Uma avaliação global
Sendo o que se vai seguir
Da responsabilidade individual

Muito Simples diz o Victor
Falando com toda a certeza
O Sérgio careca não é pessoa
Para estar sentado numa mesa

E continuou a citar
O Alfredo come bem
E ali na ponta escondido
Também dorme muito bem
(Victor)
Estava tudo muito bom
Mas eu até nem acredito
Por outros comerem muito
Eu comi pouco cabrito
(Ricardo)
Mudo e Quedo!!!
E o Sr. Alfredo mais não diz
Foi esta a sua resposta
À pergunta que eu lhe fiz
(Alfredo)
Lamento, mas é lamentável
Porque comeu-se muito bem
O Sérgio a meias com o Manel
Quer cabrito e já não têm
(Armando)
Comer o bacalhau meias
É coisa que eu não gabo
Como acabou o cabrito
Vão ter que comer o rabo
(Armando)
Fiz vaquinha com Sérgio Poinhas
Porque ele até é um bom tipo
Só que comeu meu bacalhau
E eu não comi cabrito
(Manuel Gonçalves)
Respondo já directamente
Aqui há falta de jeito
A minha avaliação é positiva
Mas o negócio foi mal feito
(Batista)



O Sérgio todo chateado
Por comer só bacalhau
Teve uma resposta directa
Numa só palavra “MAU!!!”
(Sérgio)
Para o Madeira Martins
Ao seu característico tom
Disse: Para mim chega!!
Comi bem e estava bom
(Madeira Martins)
Só digo que comi bem
Não há que criar atrito
Eu não quero pôr defeitos
Eu só comi cabrito
(Oliveira)
Depois do que hoje se passou
È uma necessidade premente
Ou estamos todos fodidos
Ou temos que trocar o gerente
(Tonecas)
Não falo do almoço
Diz este confrade genial
Falo só da amizade
Que aqui é fundamental
(Hernâni)
Óptimo! Óptimo! Óptimo!!
E mais não disse este senhor
Se todos fossem como ele
O gerente recebia um louvor
(Jorge Castelo)
Sendo o Moreira o gerente
Não se quis pronunciar
Na minha condição de Lider
Sou suspeito se falar
(Moreira)
De seguida o Coutinho
Quase a limpar o suor
Tudo bom e bem servido
E também bebi do melhor!
(Coutinho)
Médio e mais nada a comentar
Foi a resposta do Jordão
Foi preciso e directo
Na sua avaliação
(Jordão)
O Daniel como sempre
Disse que para ele o evento
Simplesmente impecável
Estava tudo a cem por cento
(Daniel)


Sofrível! Sofrível!
Proponho para o ano uma mudança.
Que seja o Manuel Gonçalves
O Mordomo desta festança
(Joaquim Correia)
A minha avaliação
É total solidariedade
Para quem em prol dos outros
Trabalha com amizade
(Domingos, postiga)

Em relação ao Moreira
Eu quase que diria
Que ele é o principal pilar
Que suporta a confraria
(Domingos, postiga)
Mas tudo acabou bem
E ninguém ficou triste
Sentaram-se numa mesa
Com uma garrafa de Whisky

Regressamos ao autocarro
Mas a culpa morreu solteira
Embora quisessem Culpar
O nosso amigo Moreira

Diz o Sérgio para o Moreira
Tu tens que pagar as favas
Olha! Vai ao Manel do redondo!
E vê lá quanto é que pagas!

Diz o Victor de seguida
A culpa é do Sr. Alfredo!
Que vá comer ao c……
Diz o Moreira sem enredo

O Cabrito estava bom
Diz o Alfredo a sorrir
Estava aí tão calado
Pensei que estava a dormir

Pergunta o Victor ao Moreira
Onde é a próxima paragem?
Temos que tomar um café
Antes de terminar a viagem

De imediato o Joaquim Correia
Não quis deixar de intervir
Se for directo à Mãos à Obra
Em Famalicão peço para sair


Por ironia do destino
Paramos em Famalicão
Se uns tomaram um café
Outros água com limão

Também foi a um café
Alguém que não tomou nada
Querendo ver de pertinho
As mamocas da empregada

Ela ali despreocupada
E o pessoal todo de pé
Tanto tempo demorou
Só para tomar um café

Retomamos a viagem
Vindo pela Auto-estrada
Encontramos tanto trânsito
Que retardou a chegada

Mesmo assim viemos cedo
E todos chegaram bem
Desculpem qualquer coisinha
E até ao ano que vem

Abraço

Domingos