Mais um cinco de Outubro
Que em 2009 chegou
Mais um passeio se fez
Mas menos pessoal juntou
As bases da confraria
Que pareciam de betão
Começaram a ceder
E não sei se aguentarão
Mas mesmo assim foi feito
O nosso famoso passeio
Registo aqui o que se passou
Para mostrar a quem não veio
Logo de manhã o Armando
Começou a trabalhar
Abriu o café só para nós
Para um cafezinho tomar
Ia a descer as escadas
Ia o Hernâni a caminho
Sugeriu que eu também
Fosse tomar cafezinho
Com a máquina fotográfica
Tinha que a utilizar
Apanhou o Armando no café
Dentro do balcão a fumar
Com a conivência do Tonecas
Que também estava presente
Não podemos fazer nada
Por ser irmão do presidente
Estava chegada a hora
De ver quem tinha chegado
Há sempre alguém neste dia
Que chega um pouco atrasado
E foi o nosso amigo Jordão
Que este ano se atrasou
Com os seus óculos de sol
Ao pessoal se juntou
Olhando as calças do Hernâni
Diz o nosso presidente
Vou-te comprar umas calças!
Olha que figura indecente!!!
Olha bem para tua altura
O maior anão que já vi
Arranja-me umas compridas
Que estas ficam bem a ti
Para apenas 18 pessoas
Um carro pequeno bastava
Apareceu um grandalhão
Que ninguém esperava
Vendo tantos lugares vazios
Diz o Jordão ao pessoal
Podiam também arranjar
Uma companhia ideal
Alguém gritou lá no meio
Gosto muito de Italianas
Mas outro macho latino
Lembrou-se das ucranianas
A certa altura da viagem
O Armando molha a vistinha
Com o seu olhar indiscreto
Através da janelinha
E como bom observador
Diz-lhe o Victor de mansinho
Armando para onde estás a olhar?
Vamos guardar respeitinho!
A resposta do Armando
Foi um silêncio profundo
Simplesmente ignorando
Mas curtindo o seu mundo
O Alfredo era o único leitor
Numa determinada altura
Mas toda a nossa viagem
Foi de pouca leitura
O dia estava cinzento
Não dando para apreciar
Embora algumas paisagens
Fossem para admirar
Este ano o destino
Foi a Póvoa de Lanhoso
Com uma história grandiosa
E um passado honroso
A Revolução Maria da Fonte
Teve aqui o epicentro
Sendo esta Jovem Maria
A mulher desse momento
Natural de Fontarcada
Foi a instigadora inicial
Que gerou a confusão
No norte de Portugal
Foi em 1846
Que Costa Cabral cedeu
Após assinar uma convenção
Que o povo não entendeu
Mas Voltemos ao passeio
Relembrando a viagem
Que teve na cidade de Braga
A nossa primeira paragem
Num passeio pedonal
Em direcção às arcadas
Não se via muita gente
Sentada nas esplanadas
E o grupo dos confrades
Seguindo um só caminho
Com um destino comum
As frigideiras do cantinho
Especialidade singular
Numa casa especial
Como atractivo turístico
E muito valor cultural
A delícia das frigideiras
Nem local tão embelezado
Com restos de ruínas romanas
E o chão envidraçado
Saímos deste cantinho
E prosseguimos a pé
Onde além de outras visitas
Tínhamos que visitar a Sé.
Por volta das onze e trinta
Hora que estava marcada
Continuamos a viagem
A pensar já na chegada
Alguns enganos no caminho
Cujo motivo eu não sei
Mas o Restaurante “O Victor”
Fica em S. João de Rei
Houve alguma confusão
E alteração no caminho
Seguimos Póvoa de Lanhoso
Em vez de Vieira do Minho
Mais tarde numa saída
Para São João de Rei
Passou-nos despercebida
Mas o motivo, eu não sei
Só havia uma solução
Fazer inversão de marcha
E num cruzamento à frente
O motorista se despacha
Numa descida acentuada
Com bastante inclinação
Era tão estreita que exigiu
Muita perícia na condução
Quase incrédulos chegamos
Com o pessoal radiante
A pensar no Cabritinho
E no bacalhau do restaurante
Com a calma habitual
Lá entramos devagar
Indicaram-nos que a mesa
Era no primeiro andar
Ficando no Rés-do-chão
O WC e o Lavatório
Formou-se uma fila indiana
Para ir ao mictório
Às pinguinhas subimos
E na mesa nos sentamos
Começando logo a comer
E nos outros não pensamos
Chega lá um empregado
Perguntando num instante
Se queríamos antes do vinho
Um copinho de espumante
E pelo que me apercebi
Ninguém disse que não
Todos quiseram provar
O espumante com limão
Lá comemos as entradas
Era pouca variedade
Não abundando também
Em termos de quantidade
Depois chegaram as travessas
Com o cabrito e o Bacalhau
E em termos globais
Não estava nada mau
Mas por vezes acontece
Alterando o que foi escrito
Confrades escolhem bacalhau
E depois comem cabrito
Esta alteração às regras
Gera desequilíbrio total
Para uns ficarem saciados
Afectam o resto do pessoal
E no meio de tudo isto
Gera-se alguma confusão
Com muitos a mandar vir
Sem ninguém ter razão
Para comer os dois pratos
Uma vaquinha a partilhar
Armando, Alfredo e Manel
Com o Sérgio a comandar
Começa o Sérgio a criticar
Aquela posta de bacalhau
Dizendo que era pequena
Mas não parecia nada mau
O Armando replica
Querendo-o indigitar
Que seja no próximo ano
O Sérgio a organizar
Respondendo prontamente
Logo o Sérgio fecha porta
Indigitando Manuel Gonçalves
Que pelos vistos não se importa
Mas lá comeu o bacalhau
Já a pensar no cabrito
Viu a travessa vazia
Ficou logo aflito
Palavra puxa palavra
E veio-se logo a saber
Que vieram ali buscá-lo
Para outro confrade comer
O que mais o irritou
É que quem o comeu
Escolheu o bacalhau
Na altura que se inscreveu
Os ânimos aqueceram
Mas ele não prescindia
De comer o cabritinho
Que a ele pertencia
Falando com empregados
O que mais o irritou
Foi a única resposta
Que o cabrito acabou
Eu quero comer cabrito!
Mas o cabrito acabou!
Chame aí o seu patrão
Para saber quem errou!
Entretanto o patrão veio
Confirmando que não tinha
Já não temos cabrito
Mas arranjo-lhe vitelinha
Lá acabou por aceitar
Até gosto de vitela no espeto
Começando a provar
Viu que era porco preto
Ele já nem acreditava
No que estava a acontecer
Eles não conhecem o Sérgio!
Mas vão ficar a conhecer
Ameaçando que não saía
Sem falar com o patrão
Só queria demonstrar
A sua desilusão
Gerou mini assembleias
Pondo em causa o contrato
Que culminou no resultado
De falta de cabrito no prato
Pedi a todos os confrades
Uma avaliação global
Sendo o que se vai seguir
Da responsabilidade individual
Muito Simples diz o Victor
Falando com toda a certeza
O Sérgio careca não é pessoa
Para estar sentado numa mesa
E continuou a citar
O Alfredo come bem
E ali na ponta escondido
Também dorme muito bem
(Victor)
Estava tudo muito bom
Mas eu até nem acredito
Por outros comerem muito
Eu comi pouco cabrito
(Ricardo)
Mudo e Quedo!!!
E o Sr. Alfredo mais não diz
Foi esta a sua resposta
À pergunta que eu lhe fiz
(Alfredo)
Lamento, mas é lamentável
Porque comeu-se muito bem
O Sérgio a meias com o Manel
Quer cabrito e já não têm
(Armando)
Comer o bacalhau meias
É coisa que eu não gabo
Como acabou o cabrito
Vão ter que comer o rabo
(Armando)
Fiz vaquinha com Sérgio Poinhas
Porque ele até é um bom tipo
Só que comeu meu bacalhau
E eu não comi cabrito
(Manuel Gonçalves)
Respondo já directamente
Aqui há falta de jeito
A minha avaliação é positiva
Mas o negócio foi mal feito
(Batista)
O Sérgio todo chateado
Por comer só bacalhau
Teve uma resposta directa
Numa só palavra “MAU!!!”
(Sérgio)
Para o Madeira Martins
Ao seu característico tom
Disse: Para mim chega!!
Comi bem e estava bom
(Madeira Martins)
Só digo que comi bem
Não há que criar atrito
Eu não quero pôr defeitos
Eu só comi cabrito
(Oliveira)
Depois do que hoje se passou
È uma necessidade premente
Ou estamos todos fodidos
Ou temos que trocar o gerente
(Tonecas)
Não falo do almoço
Diz este confrade genial
Falo só da amizade
Que aqui é fundamental
(Hernâni)
Óptimo! Óptimo! Óptimo!!
E mais não disse este senhor
Se todos fossem como ele
O gerente recebia um louvor
(Jorge Castelo)
Sendo o Moreira o gerente
Não se quis pronunciar
Na minha condição de Lider
Sou suspeito se falar
(Moreira)
De seguida o Coutinho
Quase a limpar o suor
Tudo bom e bem servido
E também bebi do melhor!
(Coutinho)
Médio e mais nada a comentar
Foi a resposta do Jordão
Foi preciso e directo
Na sua avaliação
(Jordão)
O Daniel como sempre
Disse que para ele o evento
Simplesmente impecável
Estava tudo a cem por cento
(Daniel)
Sofrível! Sofrível!
Proponho para o ano uma mudança.
Que seja o Manuel Gonçalves
O Mordomo desta festança
(Joaquim Correia)
A minha avaliação
É total solidariedade
Para quem em prol dos outros
Trabalha com amizade
(Domingos, postiga)
Em relação ao Moreira
Eu quase que diria
Que ele é o principal pilar
Que suporta a confraria
(Domingos, postiga)
Mas tudo acabou bem
E ninguém ficou triste
Sentaram-se numa mesa
Com uma garrafa de Whisky
Regressamos ao autocarro
Mas a culpa morreu solteira
Embora quisessem Culpar
O nosso amigo Moreira
Diz o Sérgio para o Moreira
Tu tens que pagar as favas
Olha! Vai ao Manel do redondo!
E vê lá quanto é que pagas!
Diz o Victor de seguida
A culpa é do Sr. Alfredo!
Que vá comer ao c……
Diz o Moreira sem enredo
O Cabrito estava bom
Diz o Alfredo a sorrir
Estava aí tão calado
Pensei que estava a dormir
Pergunta o Victor ao Moreira
Onde é a próxima paragem?
Temos que tomar um café
Antes de terminar a viagem
De imediato o Joaquim Correia
Não quis deixar de intervir
Se for directo à Mãos à Obra
Em Famalicão peço para sair
Por ironia do destino
Paramos em Famalicão
Se uns tomaram um café
Outros água com limão
Também foi a um café
Alguém que não tomou nada
Querendo ver de pertinho
As mamocas da empregada
Ela ali despreocupada
E o pessoal todo de pé
Tanto tempo demorou
Só para tomar um café
Retomamos a viagem
Vindo pela Auto-estrada
Encontramos tanto trânsito
Que retardou a chegada
Mesmo assim viemos cedo
E todos chegaram bem
Desculpem qualquer coisinha
E até ao ano que vem
Abraço
Domingos
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