Os confrades se juntaram
Este ano outra vez
No dia 5 de Outubro
Do ano 2010
Com partida marcada
Às oito e meia da manhã
E cumprindo esta regra
Quase toda a gente está
Bastou um mini autocarro
Para os 17 confrades
Que hoje se encontraram
Fruto das suas amizades
É de louvar este grupo
Que quase desmoronou
E foi a sua espinha dorsal
Que lutando não deixou
A organização este ano
Recaiu em dois elementos
Que desde o ano passado
Sempre estiveram atentos
Foram o Manuel e o Sérgio
Os confrades eleitos
E as suas acções este ano
Surtiram os seus efeitos
Fizeram uma programação
Digna de ser louvada
Que ao longo desta viagem
Aqui será retratada
Foi com boa disposição
Que iniciamos a viagem
Onde prevaleceu a leitura
Numa primeira abordagem
Viajando na A1
Paramos em Antuã
Para fumar um cigarro
E tomar café ou chá
Seguimos na A25
A caminho de Viseu
Para uma nova paragem
Que o pessoal escolheu
Fomos ao café Cacimbo
Onde uma empregada meiga
Foi convidada pelo Hernani
A servir um pão com manteiga
Muito atento como sempre
Foi o primeiro a chegar
Mas ela deixou-o para último
E ele não deixou de falar
Menina quero que saiba
Fui o primeiro a chegar
Sou o ultimo a ser atendido
E não posso reclamar!!
O Sr. esteja descansado
Que não vai ficar esquecido
E como é a última pessoa
Vai ser muito bem servido
Expectante, pensou ele
Isto vem atrasado
Mas com estas palavras
Ainda sou compensado
Aguardou calmamente
E o pão com manteiga chegou
Pediu mais um café cheio
Que ela logo lhe tirou
Viu o pão partido ao meio
Com uma metade sequinha
Metade tinha manteiga
E a outra nada tinha
Menina eu sou do Porto
E aqui algo está mal
Se lá me servissem assim
Era notícia no jornal
Sorrindo ela respondeu
Dizendo: Aqui é assim!
Não vale apenas enervar-se
Porque não depende de mim
Ele acabou por acalmar
E assim se convenceu
Isto aqui é assim!!!
E o diferente sou eu!!!
Por uma estrada secundária
Seguimos a nossa viagem
Passando várias localidades
Apreciando a paisagem
Passamos Carvalhal da Louça
E também Paranhos da Beira
Vila Verde e Vila chã
Com S. Romão na dianteira
Quando chegamos a Seia
Uma cidade bonita
Fomos ao museu do brinquedo
Fazer uma curta visita
Vendo os velhos brinquedos
Passamos ali bons momentos
Recordando a nossa vida
Nos brinquedos de outros tempos
Para ficarmos na História
Com sentido de amizade
Tiramos uma foto de grupo
Ficando para a posteridade
Lá fomos no Mini-Bus
Visitar o Museu do Pão
Em que a nossa Cicerone
Era aberta à discussão
Relatando as várias fases
Das cearas até à mesa
O que implica fazer o pão
É cultura e muita beleza
Mas o esforço incansável
Da sociedade criadora
Concilia a tradição
Com a parte inovadora
Tentou explicar ao máximo
O peso que teve o pão
Na história da sociedade
E na sua evolução
Não só na vertente política
Mas também cultural
Sem esquecer a religiosa
Com influência social
Fluente na comunicação
Sem palavras de catálogo
De uma forma muito simples
Estava aberta ao diálogo
Não fugindo às questões
Expôs o seu ponto de vista
E o Tonecas com ironia!!!
Olha que ela é comunista!!!
É um museu muito bonito
E uma escola sobre o pão
A história e o seu trajecto
E toda a sua evolução.
Feliz foi também a escolha
Do Restaurante do Museu
Sendo uma boa surpresa
Para quem o conheceu
Com duas salas grandinhas
Um pouco desniveladas
Fomos para a superior
Com mesas mais arejadas
Muita gente numa mesa
Pode fazer muitas ondas
Resolveram separar-nos
Em duas mesas redondas
Começaram os confrades
A ir buscar as entradas
Com uma grande variedade
Em cima de duas bancadas
O pessoal não se cansava
É que eram mesmo boas!
Uma variedade imensa
Deliciou aquelas pessoas!
Não sendo eu especialista
Acho que o vinho era bom
E mesmo os conhecedores
Deram uma boa avaliação
Quanto á ementa quentinha
Bom bacalhau sobre a mesa
Muito bem complementado
Com cozido à portuguesa
Em termos de qualidade
Não há nada a apontar
E então em quantidade
Foi comer até fartar
O pessoal bem-disposto
Sempre a confraternizar
Tudo na maior amizade
Num convívio salutar
Em relação à sobremesa
Tudo boa qualidade
Foi difícil escolher
Com tanta variedade
Como já nos outros anos
Foi sempre nosso apanágio
Dei a volta aos confrades
Para fazer um sufrágio
Se para o Moreira está bom!
Para o Tonecas, bom está!
O Jorge não é puta que minta!
E o Quim, inspirado não está!
Mas reforçou a pedalada
Vincando assim também
Nesta terra de Portugal
Almoça-se muito bem
Disse o Madeira Martins
Gostei e espero repetir
E repetir novamente
Disse o motorista a rir
Este livro que vos deixo
Do António Aleixo
Eis as palavras genuínas
Do nosso confrade Aleixo
Acabando a sobremesa
Disse com ar sorridente
Espero que para o ano
Se repita novamente
O Oliveira radiante
Não estava nada chateado
Realçando que o Ricardo
Estava bem comportado
Fica contente e feliz
Quando o sente até berra
Passando a mão pelo pêlo
Com o queijo da serra
Companhia fora de série
Disse o amigo Ferreira
Diversificada e homogénea
Analisada à sua maneira
Para o Daniel estava a 100%
E espero que se repita
Mas devia ser ao contrário
1º o Almoço e depois a visita
Para o amigo Batista
Rápido e objectivo e lesto
Estava bom! Estava bom!!
E eu cá que diga o resto
Para o Manuel Gonçalves
Expressando-se em baixo tom
O Daniel disse que estava péssimo!
Mas acho que estava muito bom!
A companhia é óptima
E o Luís concordou
Fazendo dele as suas palavras
E assim se pronunciou
Está tudo muito bom
Disse o Sérgio convencido
O pessoal bem comportado
Espero não ser destituído
O Oliveira aproveitou
E lançou umas farpitas
Sendo da comissão de festas
O Sérgio tem que levar as fitas
Disse o Hernâni meio triste
Gostei muito do casqueiro
Mas tive pena de no museu
Não ter visto o Padeiro
Em princípio o almoço
Foi muito bem organizado
Disse o Coutinho também
Que de comer estava cansado
Mas não se ficou por aqui
E quis realçar também
Que o convívio neste mundo
É o que mais valor tem
Estou muito adoentado
E não posso falar
Disse o Ricardo tristonho
Sem nunca se calar
Eu quero também dizer
Senão solto-vos os cães
Que quero chegar às oito
Para ver o Porto-Guimarães
Uma palavra amiga
Para o pessoal ausente
Como Armando e o Jordão
E o Victor Presidente
Este género de restaurante
É do tipo Paga e come
Qualquer pessoa que entre
Aqui nunca passa fome
Findo o almoço recheado
Numa viagem muito breve
Fomos à serra da estrela
Ver a paisagem sem neve
Mesmo assim a paisagem
Deslumbra quem a passear
Com várias lagoas de água
Numa beleza singular
Quando chegamos à Torre
Fomos ao centro comercial
Em que queijo foi rei
Nas compras do pessoal
Paisagem maravilhosa
Mesmo sem neve à vista
Nem teleférico funciona
Por falta de Gente na pista
Para o regresso a casa
E aqui foi sempre a andar
Passamos pela Covilhã
Com pena de não parar
Vimos o Hotel da Serra
E uma bonita estalagem
A Varanda do Carqueijais
Que não foi local de paragem
O sossego tomou conta
Dos confrades na viagem
Apenas algumas conversas
Antes da última paragem
Foi na Zona de Viseu
Numa estação de serviço
O que cada um foi fazer
Ninguém tem nada com isso
Uma palavra final
A toda a organização
Que envolveu duas cabeças
Com alma e coração
O Sérgio e O Manuel
Estão ambos de parabéns
Para o ano não se livram
Nem que os façamos reféns
Em nome da confraria
O nosso muito obrigado
Pelo trabalho que tiveram
Sem nada nos ter cobrado
Sãos estes pequenos bocados
O melhor que a gente tem
Um abraço para todos
E até ao ano que vem
9 de Outubro de 2010
Domingos
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