09 outubro 2016

passeio - 5 de outubro de 2016


5 de Outubro de 2016
Mais um ano se passou
Os confrades se reuniram
E a viagem se concretizou

O destino escolhido
Após estudo profundo
Foi em Cabeceiras de Basto
Restaurante “Nariz do Mundo”

Encontramo-nos no café
Às nove horas da manhã
Há hora que foi marcada
Toda a gente estava lá

Tomar o pequeno-almoço
Ainda antes da partida
Tivemos ainda algum tempo
Para a leitura preferida

Partimos entretanto
A caminho de Amarante
Utilizando a auto-estrada
Chegamos lá num instante

Como Amarantino que sou
Parabéns antes de mais
Por escolherem a terra natal
De Teixeira de Pascoais

 Terra de rara beleza
E singular arquitetura
Com algumas celebridades
Em várias áreas da cultura

Amadeu de Souza Cardoso
E falamos de pintura
Ou Agustina Bessa Luis
Na área da leitura

Abraçada pelo Tâmega
Com excelentes paisagens
Tem a ponte S. Gonçalo
A ligar as suas margens

 Chegados a esta cidade
O pessoal dispersou
Apenas a hora de regresso
Foi o que se combinou

Uns foram ao Kilowatt
Outros foram passear
Outros atravessaram o rio
Para o ar puro respirar

Deu para tomar um café
E provar doces regionais
Pela origem da sua história
São os doces conventuais

 Alguns ainda compraram
Um pão muito especial
O trigo de Padronelo
Que é único em Portugal

Reiniciada a viagem
Fomos por Celorico
Área muito arborizada
E um clima muito rico

 Tivemos oportunidade
De ver uma ciclovia
Feita na linha do Tâmega
Que anteriormente existia

Cerca de 40 quilómetros
Esta brilhante ecopista
Atrai ali muita gente
Especialmente ciclistas

Após Cabeceiras de Basto
Lá fomos na cavaqueira
Quase sempre a subir
Pela serra da Cabreira

Ambiente desolador
Com muita área ardida
É uma imagem muito triste
E muita riqueza perdida

Chegados ao restaurante
Num local acolhedor
Entramos pela “cozinha”
Onde estava o assador

Sem entradas no início
Foi coisa que não esperava
Mas passado pouco tempo
Veio o bacalhau na brasa

 Estava tão demolhado
Que até perdeu o paladar
Foi pena para quem gosta
De comer e saborear

Simplesmente 5 estrelas
Estava o prato seguinte
A chanfana apetitosa
Com bom sabor e requinte

 Fartinhos de tanto comer
Faltava chegar a posta
Já não contava com ela
Mas só come quem gosta

 Vinho verde à fartura
Tinto e branco à escolha
E nunca desfavoreceu
Nas garrafas sem rolha


Depois veio o café
E as bebidas finais
Bagaço e o Whisky
Mas alguns queriam mais

 Depois de tanto trabalhar
E as pessoas estarem fartas
Juntaram-se alguns cá fora
Para jogarem as cartas

Numa ou noutra jogada
Gerou-se alguma discussão
Mas o vinho estava turbo
E ninguém tinha razão

 Enquanto alguns jogavam
Outros estavam entretidos
Perdiam a garrafa de whisky
Por se encontrarem distraídos

O Moreira tinha duas
E uma desapareceu
Tão pertinho que ela estava
Mas ele dela não bebeu

Estas e outras peripécias
É que nos deixam saudade
E criam saudavelmente
Momentos de amizade

Já que falamos de amizade
Falemos também de miminhos
Que ternura ver os confrades
Aos abraços e beijinhos

Não confundamos as coisas
São miminhos de amizades
A um nível de amizade tão alto
Que baralham alguns confrades

 Para chegar a este nível
Não é preciso ter estatuto
Basta ser um bom amigo
Nem que seja um minuto

 Tudo muito instintivo
Genuíno e verdadeiro
Com momentos singulares
Mas estranhos ao forasteiro

É com estas e com outras
Que vou ficar por aqui
Gostava de ver para o ano
As peripécias que hoje vi

Continuem a sorrir
Com boa disposição
Na salutar convivência
Com amizade no coração

São estes grandes valores
E a amizade que o grupo tem
Que me leva a pensar hoje
Que voltamos no ano que vem.
 
Um abraço a todos
5 de Outubro de  2016
Domingos,

 

 

 

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