23 dezembro 2007

Natal É...


Natal é paz e amizade,
Natal é Nascimento

Tolerância e fraternidade
Em harmonia e solidariedade
Qualquer que seja o momento

Natal é sorrir, amar e sentir
Quem precisa de nós
Natal é o colectivo
Sem ninguém preterido
Para não ficarmos sós


Natal é Justiça e Amor
Em toda a sua plenitude
Natal é honestidade
Verdade e sinceridade
E também muita saúde

Natal é humildade
Genuína e verdadeira
Natal é uma esperança
Crescendo todos os dias
Durante a nossa vida inteira

DCC

É Natal!!! É Natal???

É Natal!
Que bom!
Vou ao Shopping
Compro tudo o que preciso
E que não preciso!
E recebo um aviso
Para pensar no que resta.
Porque não presta
Mas é festa
É Natal!!
É uma festa, vou passear
O pobre pede uma esmola
Tenho fome!!
Continuo a ignorar
De barriga cheia,
Porque afinal tive uma boa Ceia
É Natal!!
Estou feliz
Não interessa o que ele diz
Vou ao cinema
E nem penso que devia ter pena
Do infeliz, que não come
E tem fome
É Natal!!
Eu até sou rico!
E desta vida não abdico
E neste mundo
Sou sempre o primeiro
Porque tenho dinheiro
Valores?
Que valores
Nós, os ricos, somos uns senhores
E assim levo a vida
Cheia de sucesso
Mas será isso que mereço?
Será que é Natal?
Então está tudo Mal.
Pensemos na sociedade
De forma séria
Que miséria
Façamos uma reflexão
E chegamos à conclusão
Que somos pobres
Pobres de espírito
Sem vergonha
E como a avestruz
Metemos a cabeça na areia
Mesmo quando temos luz
Que coisa feia
Onde está a solidariedade
Harmonia e amizade
É Natal?
Então criemos uma norma
Mudemos a nossa forma
De pensar e actuar
Olhemos para o lado
Fazendo sorrir quem chora
Porque afinal está na hora
De corrigir o que está errado
Criando uma nova ordem
De divisão da riqueza
Mudando a situação
Pondo algo sobre a mesa
A todos os que não comem
Porque afinal há valores
E meia dúzia de senhores
Tem tudo na sua mão
Assim caímos na real
Corrigindo o que está mal
Porque afinal è Natal


DCC

19 dezembro 2007

Natal - Devesas 2007

1
Sejam todos bem vindos
Ao almoço das Devesas
Onde habitualmente
Surgem algumas surpresas
2
A convivência Harmoniosa
Tornou este momento propício
À comemoração do Natal
Por quase todos do edifício
3
Viu-se na sua promotora
Com a realização do evento
Um sorriso especial
Quando chegado o momento
4
Mas isto deu o seu trabalho
Que se tornou interessante
Com Emails a serem enviados
Para informar o restaurante
5
Numa primeira escolha
Era para ser o Transmontano
Mas virou-se para o António
Para mudar este Ano
6
Mudar é sempre uma virtude
Mas o problema foi estacionar
Porque este restaurante não tem
Nenhum parque particular
7
Lá entramos no restaurante
E a mesa era pequena
Se calhar eles não contaram
Com o filho da Helena
8
Mesa incaracterística
No meio rectangular
Nas pontas duas redondas
Numa simetria singular
9
Poucos segundos apenas
O empregado foi o primeiro
A perguntar ao pessoal
O que pedia ao cozinheiro
10
Numa ementa variado
O difícil foi escolher
Qual o prato preferido
Para nos satisfazer
11
Entretanto os aperitivos
Iam desaparecendo
Enquanto uns falavam
Os outros iam comendo
12
Numa folha rasurada
De forma individual
Foi escrita uma menção
Nesta época especial

13
Chegou a primeira comida
Para a Helena uma travessa
Gostava que observassem
A sua expressão perplexa
14
Pensou para os seus botões
Com tanta comida à frente
Se não trouxerem mais nada
Eu mato a fome a esta gente
15
Afinal veio para todos
E não foi difícil ver
Que prevaleceu o silêncio
Quando começamos a comer
16
Entretanto tinham pedido
Ao empregado as bebidas
Vinho tinto, branco e água
Foram as mais escolhidas
17
Só o André e a Paula
Para não afectar a tola
Resolveram beber
Cada um uma coca-cola
18
O Eduardo ao beber água
Chamou logo a atenção
Posso mudar de cor
Ou ter de soprar ao balão
19
Sobrando muita comida
Este almoço não esqueço
Pagamos o que não comemos
E reflectiu-se no preço
20
O empregado no Início
Foi esperto como um rato
Porque meia dose era para dois
E uma dose para quatro
21
Acabaram de comer
E um pedido chegou
Que eu fizesse o historial
Contando o que se passou
22
Então pensou o Alonso
Que me devia dedicar
Um verso feito por si
Que muito o fez pensar


Cito:
Ao Cardoso o poeta
E suas veias de tinta
Onde corre arte e versa
Em quadras soltas de rima
E às palavras que ele apressa
Em espasmos de beleza prima
23
Como podem reparar
É outro vocabulário
Que para tentar imitar
Teria que ir ao dicionário
24
Por todas estas palavras
Muito grato lhe fico
Vou versar algumas palavras
Que com prazer lhe dedico
25
Depois de ler um poema
Duma pessoa admirável
É para mim gratificante
E também muito agradável
26
Sendo o amigo Alonso
Um profissional de excelência
Releva outros valores
Na amizade e convivência
27
Vamos então à história
Dos Viscondes já bebidos
A distribuição dos presentes
Por todos oferecidos
28
Sendo pré-numerados
Realizou-se um sorteio
Podendo sair ao dono
E confirmou-se o receio
29
Aconteceu ao Eduardo
Saindo-lhe o que comprou
Após difíceis negociações
Com o Tiago trocou
30
Hoje nos dias que correm
Temos que evitar um enfarte
Mas a mim que como pouquinho
Saiu-me uma caixa de chocolate
31
Uma vela para o Eduardo
Um ornamento que faz jeito
Acesa na casa de banho
Pode ter o seu efeito
32
Ao amigo Victor Teixeira
Sai-lhe um ambientador
Para quem gosta de perfumes
Torna um local acolhedor
33
Mas é preciso ter galo
Foi o que a Helena pensou
Saiu-lhe um galo de vidro
Que ela muito adorou
34
Queria devolvê-lo à origem
Mostrando a insatisfação
Quando veio a saber
Era uma peça de estimação
35
Para o Alonso que é uma pessoa
Que tem alguma estaleca
Como um copo é pequenino
Ofereceram-lhe uma caneca
36
Ao Zé Maria tocou-lhe
Um bom desentupidor
Mas ele não tem apetência
Para ser canalizador
37
Para saciar o Tiago
Uma caixa de bombons
Mas para a sua pretensão
Não devem ser nada bons
38
Para o Frade um saca-rolhas
Para tampas de cerveja
Pode-lhe ser muito útil
Em qualquer lado que esteja
39
Saiu ao amigo André
Um relógio de Cozinha
Se lá já tiver um
Ponha este na mesinha
40
Porta-chaves Visionário
Para o Nuno se distrair
Já verifiquei no almoço
Que muito se vai divertir
41
Com passpatour de Britney
Foi a Armanda Contemplada
Sorrindo ficou satisfeita
Com a prenda sorteada
42
Para o Pedro uma botija
Para aquecer o ambiente
Por baixo dos cobertores
Quando cheia de água quente
43
Um estojo de manicure
Saiu à Paula com sorte
Uma pinça muito frágil
E um corta-unhas bem forte
44
Já sabia que o Gomes
Gosta de boa escultura
Recebeu uma prenda perfeita
Como seja uma moldura
45
Não esqueçamos o Alfredo
Filho da nossa amiga Helena
Com duas prendas da mãe
Entrou também nesta cena
46
No fim versou o André
Com uma quadra alusiva
À nossa troca de prendas
De forma clara e objectiva

"cito"
"Sentados na mesa redonda
15 cavaleiros almoçaram.
Para saborerar o momento
No final prendas trocaram"
47
Após o esforço dispensado
Por todo este pessoal
Foi pedido que fizessem
Uma avaliação individual
48
Pessoalmente penso eu
E falo pelo Cardoso
Foi um encontro singular
"Simplesmente fabuloso"
49
Para Gomes que comeu
Com alegria no pratinho
O tacho estava" saboroso"
E também muito "quentinho"
50
Para o Frade "não estava mal"
Embora pouco convencido
Uma resposta pouco convicta
Mas estava um pouco abstraído
51
Satisfeita estava a Armanda
Por conseguir esta proeza
Almoçar neste restaurante
Foi uma "boa surpresa"
52
"Almoço confraternizador"
Foi avaliação do Tiago
Gaguejando ao decifrar
Talvez devido ao seu estado
53
A Paula ao ser questionada
Deu a volta à minha tese
Quando formulou a resposta
"Pés frios e Maionese"
54
Não fora só pelo Convívio
Para o Zé Maria "Excelente"
Para ele também "bom grupo"
Feliz por estar com esta gente
55
Para responder à pergunta
Demorou ainda algum tempo
Pensou ir ao dicionário
Para adjectivar o momento
56
Quem não disfarça o que pensa
É o verdadeiro campeão
Que classificou este evento
Como "Um almoço à Dragão"
57
Sentiu-se bem o Alonso
No meio de toda esta gente
Dizendo que estava "farto"
Com "Companhia excelente"
58
Para a Helena "é exagerado"
E seria pouco expectável
Ter tanta comida à frente
Numa "companhia razoável"
59
Para o seu filho Fredy
O "almoço estava bom"
Só lhe faltava sortear
Uma caixinha de Bombom
60
Um extenso relatório
Foi a resposta do Eduardo
Que tentar resumir
Torna-se complicado
61
"Um pouco acima da média"
Veio "Muita quantidade"
"Gostoso, mas podia ser mais"
Mas foi esta a realidade
62
Para o Pedro foi "Agradável"
"Comida boa", "quantidade brutal"
Um "bom convívio à mesa"
Acabou por não estar mal
63
O André expressou a resposta
Do sentimento Geral
"Goleada de comida"
Que satisfez o Pessoal
64
Para o Victor Teixeira
Foi um almoço "bem servido"
Estando ele ao telefone
Quase que era esquecido
65
Não podendo ser esquecidos
Recordo aqui os ausentes
Que por motivos diversos
Não puderam estar presentes
66
Que recebam de todos nós
Um abraço especial
Com os votos sinceros
De passarem um bom Natal
67
E assim se concretizou
Mais uma comemoração
Dos Viscondes das Devesas
Em boa confraternização
68
Há valores intransponíveis
Amizade e solidariedade
Que não são incompatíveis
Com os da responsabilidade
69 (No comment)
Para o ano cá estaremos
Para juntar o pessoal
Até lá desejo a todos
Um feliz e Santo Natal

Um Abraço
Bom Natal
Feliz 2008
Cardoso






17 dezembro 2007

Natal PT 2007

1
Para Comemorar o Natal
Dois eventos num só dia
Numa Empresa como a PT
Era coisa que não previa
2

Se alguma vez sucedeu
Desse ano não me lembro
Mas este ano aconteceu
No dia 14 de Dezembro
3

Foi por mera coincidência
Segundo os seus promotores
Quem sofreu foi o trabalho
E muito mais os comedores
4
Foi no Porto (Batalha) o almoço
No Euro parque (Feira) o Jantar
O PIB sofreu uma queda
Com tanta gente a descansar
5

E alguns dos que não foram
Não esqueceram de lembrar
Que para uns ir ao almoço
Outros tinham de trabalhar
6
Principalmente para esses
Para que fique em memória
Vou relatar alguns factos
Ficando também na história
7
Comecemos pela Batalha
Foi uma grande surpresa
Não só pela organização
Como também pela mesa
8
Numa sala espaçosa
Com as mesas bem-postas
Entrando só vimos tacho
Ficando o vinho nas costas
9
Com entradas de luxo
Tendo alheira e leitão
Presunto queijo e croquetes
E pratinhos de camarão
10
Com o pessoal saciado
A curtir as batatas fritas
Entra o Barata e a comitiva
Com arroz de polvo e tripas
11
À frente vinha o Cardoso
Com o acordeão a tocar
Indicando aos presentes
Que o almoço ia começar
12
Um pratinho de arroz de polvo
Acompanhado com um filete
Fés jus a este Natal
Neste ano 2007
13
Mas quase ninguém resistiu
A um pratinho de tripinhas
Saborosas como sempre
E também muito quentinhas
14

Com um bom vinho tinto
Espumante ou não, como queira
Água, sumos e Verde Branco
Estava tudo à maneira
15
O ambiente foi aquecendo
Ficando mais familiar
As mulheres faziam a festa
Para os homens apreciar
16
Risos e gargalhadas
Não enganavam ninguém
Com a cara vermelhinha
Cor que a água não tem (tou a brincar)
17
Por fim houve um espectáculo
Era o que a gente queria
Proporcionado o Guimarães
Momentos de grande magia
18
O Pedro Sampaio e a Graça
Eram os seus assistentes
Em vez de apoiarem o mágico
Demonstravam-se pouco crentes
19
Mas levaram a bom porto
O esforço do seu trabalho
Ficando sem perceber
O que se fazia ao baralho
20
E o mágico convenceu
Os assistentes e as tropas
Transformando sete espadas
Em sete valetes de copas
21
Passando o fio num anel
Gerou alguma atenção
Mas ninguém lhe perguntou
O que tinha na outra mão
22
Começaram a dispersar
As tropas para a labuta
Mas contrariar a soneira
Foi uma constante luta
23
Uma palavra especial
Para a equipa que trabalhou
Na realização deste evento
Que cada membro pagou
24
Á tarde a ida para a Feira
Foi para nós um esforço
Só podíamos beber água
Matando a sede do almoço
25
Na hora pós laboral
Fomos para o Europarque
Pensando no autocontrolo
Para evitar um enfarte
26
Na recepção as meninas
Bem trajadas a preceito
Numa entrada principal
Com um cenário perfeito
27
Mal olhamos para a frente
Logo um sorriso encantava
Era a menina do SAPO
Que nos fotografava
28
Mais haviam de surgir
No meio dos empregados
Que distribuíam entradas
Pelos diversos convidados
29
Após um pequeno espectáculo
De dança e acrobacias
Fomos para o jantar
Apreciando as fotografias
30
Uma sala confortável
Num ambiente acolhedor
Apenas sentimos logo
Que estava muito calor
31
Tentamos escolher a mesa
Numa boa posição
Perto e em frente ao palco
Foi uma boa solução
32
Uma mesa redonda
Composta por 11 lugares
Na ausência de casais
Não houve problema de pares
33
Gerou-se alguma confusão
Devido a lugares reservados
Quando os colegas do S12
Que já estavam sentados
34
O Arménio ao telefone
Criou algum burburinho
Sem saber quantas pessoas
Estavam a vir a caminho
35
Ficando a mesa completa
Vamos à sua composição
Podendo todos aferir
Que não houve pré marcação
36
Apenas uma pequena nota
Sei que há escalas de valores
Mas permitam a omissão
De Engenheiros e Directores
37
Com a mesa vazia
O Pedro foi o Primeiro
Para ficar em frente ao palco
Ficou atrás do candeeiro
38
O Arménio e o Renato
Mais o Mário Figueiredo
Sem esquecer eu e o Tiago
Que também chegamos cedo
39
O Frade se distraiu
Entretido a conversar
Para localizar a mesa
Tive que lhe telefonar
40
Entretanto o Arménio
Confirmou quatro nomes
Exigindo respeitinho
Porque vinha o Fino Gomes
41
Com ele a Paula Rodrigues
Não esquecendo a Cristina
Com a ausência da Antónia
Foi menos uma voz feminina
42
Deixei o Pedro Sampaio
De propósito para o fim
Que só sentou na mesa
Quando autorizado por mim
43
Antes de vir o Jantar
Mais uma boa actuação
Do grupo de dançarinos
Com cor música e som
44
Entretanto chega a sopa
Nada havia a fazer
Mesmo sem apetite
Há que começar a comer
45
Entretanto nas paredes
Projectadas sem demora
Apareciam as fotografias
Que foram tiradas cá fora
46
Cada elemento da mesa
Tinha três copos à frente
Água, vinho tinto e branco
Para tratar a nossa mente
47
A sopa estava boa
E muito bem passadinha
Uns gostavam mais que outros
Mas estava muito quentinha
48
Que prato viria seguir!
O pessoal estava espectável
Mas pela ferramenta exposta
Carne era pouco provável
49
Qualquer coisa que venha
Não há ninguém que se queixe
Foi um prato de bacalhau
Com ferramenta de peixe
50
Em relação às bebidas
Penso que nada a dizer
Não foi pela falta de qualidade
Que alguém deixou de beber
51
Lamentava-se o Pedro
Já sabia que era isto!!!
Um prato muito esquisito
Nada que não fosse previsto
52
No decorrer do Jantar
Relembram-se as EIUZs
A sinalização R2
Assim como as EIUTs
53
O Eng. Fino Gomes
Lembrou casos particulares
Casos de Porto e Coimbra
EIUZs com dois andares
54
Várias peripécias contadas
Pelo Eng. Pedro Sampaio
Que aconteceram nas EIUTs
Durante o período de ensaio
55
Terminado o jantar
Um espectáculo musical
Com Zé Cid e sua Banda
Para alegrar o pessoal
56
Se uns dançavam e cantavam
Outros comiam e bebiam
Indiferentes ficaram
Os que sobre a mesa dormiam
57
Uma noite bem alegre
De convívio e diversão
Sendo estes eventos na PT
Um grande factor de união
58
Há já vários anos
Que estas comemorações
Eram feitas por empresa
Como a PT Comunicações
59
Mas a mutação é constante
E este ano já se notou
Pelas empresas em presença
Muita coisa mudou
60
Uma palavra especial
À PT Inovação
Estando juntos connosco
Nesta comemoração
61
A Confiança e a competência
De toda a família PT
Pode evitar a todo o custo
Despedimentos que se prevê
62
Sempre na Melhor Companhia
É um Slogan que arrasa
Só se mantém a harmonia
Se ninguém for para casa
63
Para continuarmos alegres
Durante estes eventos
Pedimos daqui a quem manda
Que esqueçam o número 600
64
Sublinho que este evento
Foi muito bem organizado
Como é apanágio da PT
Para quem não está lembrado
65
Uma palavra especial
Para quem não pode vir
Ficando mesmo a trabalhar
Para os outros se divertir
66
São sempre estes encontros
Motivo de satisfação
Para todos os colabores
Que desejam esta união
67
Esperemos que para o ano
Nos voltaremos a encontrar
Sinal que o nosso sucesso
Continua a imperar
68
Para o Universo PT
Relevo o valor humano
Com votos de um bom Natal
Sem esquecer o novo Ano


UM ABRAÇO A TODOS

BOM NATAL

BOM ANO 2008

Domingos Cardoso da Costa
PT Comunicações



09 outubro 2007

História Passeio Outubro - 2007

Cinco de Outubro de 2007
Numa manhã de nevoeiro
Partiram os nossos confrades
Para um almoço porreiro

Mas antes houve ainda tempo
Para tomar um cafezinho
No Despertar da Passarada
Comendo também um bolinho

Aqui começam os insultos
Que ninguém pode entender
Os grandes de barriga cheia
Não deixam os miúdos comer

Perto das oito e meia
Começam a chegar os confrades
Criticam-se logo as fardas
Pondo em causa as liberdades

Chamou a atenção do Paulo
O Moreira de casaco novo
Chamou-lhe o chefe da banda
Que são os confrades do povo

Tirou-lhe a fotografia
Pondo logo tudo a nu
Dizendo ao chefe da Banda
Que foi busca-lo ao baú

Apercebe-se logo o Jorge
Do ferro que o Moreira trás
As malhas e bolas de jogo
Não o deixavam em paz

Alegava que o Moreira
Ia trabalhar no feriado
Pelo ferro que carregava
Deixava-o preocupado

Chega o Amigo Hernâni
Com uns sapatos de lona
Nenhuma senhora os calçava
Só se sofresse da mona

Mas o meu entendimento
Pelos vistos não estava só
Mal os viu, disse o Luís
Que pareciam os sapatos d’avó

Mal o cordeiro chegou
E por ter vindo, bem-haja
Virou-se para o Hernâni
Ouve lá! Pareces uma gaja!

Avistava-se já na rua
O Victor de braço ao peito
Lamentando-se que para mijar
Não lhe dava muito jeito

Queria alguém que o ajudasse
Para isso fez um convite
Explicando que a dor no braço
Era devido a uma tendinite

Pediu primeiro ao Correia
Sendo uma pessoa madura
Oferece-se o Manel Gonçalves
Por ser quase da mesma altura

Três novos elementos
Se juntaram à confraria
O Zé, o Pedro e o Coutinho
Para conviverem este dia

Sejam todos bem-vindos
E muito bem recebidos
Inscrevam-se na confraria
Ficando como efectivos

Basta apenas cumprir
Um pequeno regulamento
Ter as cotas em dia
No dia de pagamento

Lá entramos para o Charter
Proveniente de Lourosa
Sendo o Adriano o Motorista
Para uma viagem honrosa

Por falta de Guia de viagem
Gerou-se ali algum barulho
Ofereceu-se então o Queirós
Que sabia onde tinha o entulho

Lá apareceu o Armando
Para comandar as tropas
Pois naquela confusão
Fechou-se tudo em copas

Foi distribuído de imediato
Dois papeis para entreter
De peripécias e benfeitores
Que deram para alguns ler

Lá fomos na A28
Algum tempo de acalmia
Com pequenas brincadeiras
Do pessoal da confraria

Antes de chegar a Viana
Numa primeira paragem
Alguns tomaram um café
Para acordar na Viagem

Tudo um pouco adormecido
Até que o Victor desata
Mete-se com o amigo Jorge
Implicando com a placa

Na saída para Ponte de Lima
Com pisos inconsequentes
Disse o Victor para o Jorge
Este piso parece os teus dentes

Olhando o braço do Victor
Disse o Tonecas para o Mano
Será que esse problema
Não foi um choque Ucraniano?

Às dez e quarenta e cinco
Chegamos a Ponte de Lima
Terra muito acolhedora
E com muita obra-prima

Zona histórica impecável
Nos arranjos e limpeza
A pedra dos monumentos
Com traços de muita leveza

A frescura desta terra
Boa para quem lá mora
Mas também para forasteiros
Que chegam lá vindos de Fora

Uma estátua bonita
É o Conde D’aurora
Tiramos lá uma fotografia
Antes de vir embora

Lá seguiu para a quinta
Apreensivo o Pessoal
Para o Solar do Martin
Casa de turismo rural

A caminho de Paredes de Coura
Para surpresa da gente
Tínhamos que virar à direita
E seguimos sempre em frente

Em pouco espaço de tempo
O erro foi corrigido
Fizemos inversão de marcha
Sem fazer muito alarido

Algumas dúvidas surgiram
Com ciclista na escolta
Se o autocarro lá chegava
E podia dar a volta

Feito o reconhecimento
Por confrades à frente
Lá seguiu o autocarro
Com o resto da gente

A uma centena de metros
Lá chegamos à entrada
Em que se destacou o Luís
No meio da rapaziada

Vibrou ao entrar na quinta
Por muito boas razões
A primeira coisa que viu
Foram dois grandes leões

As primeiras pessoas que vimos
Eram fiadeiras de linho
Que suavemente o fiavam
E tratavam com carinho

O pessoal dispersou
A tendência é para a fruta
Para colher maçãs e uvas
Não se furtavam à luta

Uma piscina grandinha
Uma rede a baloiçar
Um espaço aprazível
Para o dia passar

Mas aproximava-se a hora
À muito tempo esperada
Para alguns o bacalhau
Para outros a sarrabulhada

Diz o Tonecas ao Hernâni
Deixando-o embasbacado
Este vinho tinto aqui
É um vinho incorporado

Diz o Hernâni. Fala-me de gajas!
Que disso não percebo nada!
Essa história do vinho
A mim nunca me diz nada

E o Queirós transpirava
Era um ambiente pesado
Pediu para abrir a janela
Mas o pessoal estava ocupado

Após alguma insistência
Foi o Luís que reagiu
Perguntou se queria mesmo
E então foi ele que a abriu

Ironicamente o Tonecas
Ficou-lhe muito obrigado
Em nome do seu amigo
Que comia transpirado

Em frente outra se abriu
E passava corrente de ar
O Batista ao apanhá-la
Acabou por contestar

A corrente de ar nas costas
Fazia-lhe doer a tola
Nada que não se resolvesse
Com uma simples camisola

Veio um bife para o Victor
Que estava com a tendinite
O Jorge começa a cortá-lo
Aguçando-lhe o apetite

Logo o Manuel Gonçalves
Vendo o Victor em risco
Diz que Jorge é incompetente
E transforma-se ele no Cristo

Andava o Moreira de pé
Junto a uma empregada
Vira-se o Batista para ele
Arranje-me uma gelada

Não sou seu empregado
Se quiser venha buscá-la
Só procuro uma garrafa
Se a encontrar vou levá-la

Começa a chegar o Bacalhau
Para quem o tinha escolhido
Porque o arroz de sarrabulho
Por eles foi preterido

Mas isto só aconteceu
Enquanto ele não chegou
Quando começou a aparecer
Logo o bacalhau sobrou

Notou-se logo no princípio
Que ainda estavam com medo
O primeiro a esticar o prato
Foi o amigo Alfredo

Foram surgindo propostas
Sem haver grande barulho
Trocar o prato do bacalhau
Pelo arroz de sarrabulho

Aqui uma voz se levanta
O Tonecas a reclamar
Se todos começam a comer
O arroz não vai chegar

Queiroz já satisfeito
Diz ao Victor aleijadinho
Tens que ir para o Galinheiro
Junto do galo manquinho

Diz também ao Ricardo
Algo que o provoca
Vira-se o Ricardo para ele
Pareces uma galinha choca!

Oliveira chama Cordeiro
Pergunta se quer bacalhau
O Cordeiro não o ouvia
Porque o ambiente era mau

Intercedeu o Tonecas
Dizendo que ele não ouvia
O cabelo à frente dos olhos
Quase sempre o impedia. (não tem cabelo)

Tonecas pergunta ao Hernâni
Se quer arroz de sarrabulho
Acenou com a mão que não
Bebendo sem fazer barulho

Entretanto atrás dele
Estava o Daniel e o Alfredo
Há algum peditório? Questionou.
Eu quero é ter sossego!

Uma Senhora da casa
Com o Hernâni pegava
Sabendo estar à altura
De tudo que ele insinuava

Com o silêncio do Sérgio
Eu já estava apreensivo
Até o Queirós Observou
Que estava muito comedido

Chamou o Queirós á atenção
Olha como ele tira o tacho
Tira-o com muito jeitinho
Pondo em dúvida se è macho

Sugerimos a cada confrade
Um comentário final
Sobre o almoço na Quinta
De forma individual

Feito o pedido ao Hernâni
Respondeu-me logo assim
Tirem-me mas é já as barracas
Que estão aqui atrás de mim (pessoas)

Repetiu o pedido à Senhora
Vou Buscar a bassoura!
Mas para cortar o seu cabelo
Trago, mas é uma tesoura!

A Senhora fala com o Jorge
Que veio hoje a Callheiros
Hernâni! Cuidado com a placa!
Ele é pretendido nos Caldeireiros!

É o Costume! Tudo a correr bem!
Diz o Paulo em bom tom
Respondeu também o Zé
Que está tudo muito bom

Não posso fazer comentários
Diz o Armando ao seu jeito
Arranjei o Restaurante
E por isso sou suspeito

O Sérgio ainda a comer
Está tudo muito bom
Limitou-se à autodefesa
Mudando logo de tom

Estou a comer há muito tempo
Mas olhe que eu não sou lateiro
Como pouco de cada vez
Assim os outros comem primeiro

Pedido comentários ao Luís
Já em tom de fim de festa
Só peço que não me chateie
Comi que nem uma besta

O Tonecas respondeu-me
No meio de tanto barulho
Que o que estava muito bom
Era o arroz de Sarrabulho

Para o Queirós, um espectáculo
Mas o frio que o Alfredo tem
Transmite um calor em brasa
Que não me sinto muito bem

Muito Bom! Disse o Oliveira
Já viu o Sérgio? Observou.
Mas o Ricardo comeu mal
E Preocupado eu estou

De seguida fui ao Ricardo
Para ver se estava esquesito
Espectacular! Delicioso!
Recomenda-se e tenho dito!

Foi numa ponta da mesa
Que estava o Pedro em primeiro
Sugeri-lhe um comentário
A resposta foi.. Caseiro.

Para o Madeira Martins
E o pessoal já estava quente
Não só tínhamos boa comida
Assim como bom ambiente

Para o amigo Joaquim
Que ainda estava a curtir
Não sei com quem nem como
Ma promete que vai repetir

Alfredo. Simplesmente divinal!
Nada que não se previsse
Mas em termos de convívio
É uma autêntica javardice

Sempre nestes ambientes
Existem alguns matulões
Que têm falta de “Elan”
Para se comportar em condições

De seguida fui ao Victor
Que logo o contrapôs
O pior foi o Alfredo
E o melhor foi o arroz

Também o Coutinho cedeu
A responder ao meu pedido
Tecendo o comentário.
Bem servido e bem comido.

O Daniel classificou
O almoço de excelente
Agradado também estava
Com aquele ambiente

Para o Manuel Gonçalves
Hoje está muito barulho
Não voltem a pedir bacalhau
E Arroz de sarrabulho!

Piscando os olhos às garrafas
Não vá o diabo tecê-las
Respondeu com um sorriso
Que estava tudo cinco estrelas

No outro lado da Mesa
Logo ao Jorge perguntei
Como tinha sido o almoço
Óptimo!! Por acaso gostei.

Na opinião do Cordeiro
Embora não seja apreciador
Do prato de carne de Porco
Estava com muito bom sabor

Estava bom para o Paulo
Mas não comeu descansado
Com Hernâni à sua frente
E o Moreira ao seu lado

O nosso amigo Batista
Também se pronunciou
Foi dentro do esperado
E foi o quanto bastou

Para o Motorista Adriano
Foi bom mesmo sem licor
Mas o aperitivo da piscina
Para ele foi o melhor

O Hernâni oferece um charuto
Para o Queirós fica sequela
Habituam-se à charutada
Depois andam na lambidela

Levanta-se o Hernâni e vai
Dar um beijinho ao Ricardo
Até choraram de emoção
Com um abraço apertado

Após ter comido a sopa
O Queirós escolhe a frutinha
Com dez qualidades na bandeja
Escolheu laranja que não tinha

O Jorge a comer banana
Meteram-se com ele outra vez (Queirós)
É melhor comer sem os dentes
Imaginem o que ele fez

Numa conversa precedente
Que distraído não percebi
Luís conta que enjoa na viagem
Quando vai à pesca com o Nani

Trabalhar atrás dum balcão
Numa casa de ferragens
Não é nada do outro mundo
Aqui nestas paragens

Mas o Ricardo é especial
E com orgulho ganhou fama
Vendeu pelo dobro do dinheiro
Na casa de ferragens, um pijama.

De seguida fomos ao bar
Tomar o café e o dito cujo
Alguns a descer as escadas
Estavam com cara de marujo

O pessoal começou a dispersar
Curtindo o tempo que resta
Alguns foram para os jogos
Outros dormiram a sesta

O Ricardo fez questão
Que eu devia mencionar
Uma partida que ganhou
Comigo a jogar bilhar

Alguns queriam jogar as cartas
Mas com o Moreira presente
Pegou na mangueira da água
E dispersou aquela gente

Com as bolas guardadas
Fomos jogar a malha
Formamos duas equipas
E voltamos com a tralha

Chegou a hora da piscina
Foram o Hernâni e o Moreira
Com o Madeira Martins
A observar a brincadeira

Foram estes os três banhistas
Porque calções ninguém tinha
Então decidiram observar
O corpo que cada um tinha

E o Tonecas a porta-voz
Logo deu o resultado
Que o corpo do Moreira
Era o mais mal ajeitado

Não observei de seguida
Uma cena muito breve
O Hernâni mostrou o cu
Branquinho como a neve

Mais coisa menos coisa
Por volta das dezoito horas
Lá fomos para o lanche
Não havendo mais demoras

Camarão e presunto
Com broa e feijoada
E ainda molho verde
Consolou a rapaziada

Ainda houve algum tempo
Para no sofá descansar
Juntou-se um cão à festinha
Que o Hernâni pôs a dançar

Antes de vir embora
O Luís teve o ensejo
De pedir ao Manuel Gonçalves
Que lhe arranjasse um bom queijo

Mas teve a preocupação
Por isso logo esclareceu
Atenção. O queijo é de Celorico.
Terra onde o Manel nasceu.

Por volta das 19h30
O pessoal lá regressou
Directos à Mãos à Obra
E no regresso não parou.

Abstenho-me de comentar
O que se passou pelo caminho
Sugerindo que para o ano
No autocarro não entre vinho

Ao Branquinho e ao Jordão
Ao Manel e ao Ferreira
Uma palavra aos ausentes
Que são gente porreira

Gostei muito do passeio
Numa avaliação global
Espero que para o ano
Volte todo o pessoal

Um grande Abraço
Domingos
(o Postiga)

02 outubro 2007

Sueca 2006/2007- Os confrades Benfeitores

O passado já foi tempo
Bem vindos ao novo ano lectivo
Temos que prestar homenagem
A quem melhorou nosso abrigo

Dia quatro de Novembro
Entrei eu na confraria
Foi num sábado de tarde
E não me esqueci deste dia

Estava o Moreira com o pincel
E o Manel com a fita métrica
Um pintava as paredes
O outro via a parte eléctrica

Passei por lá por acaso
Parecia o supervisor
Cheguei logo dois parafusos
Armado em trabalhador

Fizeram muito sacrifício
Em prol do nosso bem-estar
Enquanto outros passeavam
Eles estavam a trabalhar

Com uma nova instalação
E as paredes de branco pintadas
Melhorou muito o ambiente
Na concentração das jogadas

Com seu profissionalismo
Não estiveram com brincadeira
Alem de pintarem as paredes
Puseram no chão tijoleira

Mas jogar com muito frio
Não era grande convite
Então isolaram a sala
Com um bom esferovite

Ficou uma sala porreira
Com ambiente acolhedor
Pensando logo de seguida
No pessoal fumador

Prejudicar quem não fuma
Não seria um bom princípio
Puseram lá uma ventoinha
Tirando o fumo daquele sítio

Com um ambientador
Algo tentaram melhorar
Mas o seu cheiro activo
Acabou por irritar

Aqui o mais penalizado
Foi o nosso amigo Alfredo
Que para fugir ao cheiro
Saía sempre mais cedo

Mas o bem-estar dos confrades
Preocupava a família
Então melhoraram o espaço
Modificando a mobília

Não se esqueceram ainda
De pôr lá outra mesa
Para colocar uns petiscos
De quem faça uma surpresa

Ficaram mais magros os dois
Por toda esta labuta
Se não lhe pagamos o jantar
Dão-nos cabo da fruta

No fim não se esqueceram
De arrumar o entulho
Por isso merecem comer
Um bom arroz de sarrabulho

Um grande Abraço

Domingos

(O Postiga)

Confraria da Sueca 2007

A confraria em 2007
Foi um pouco atribulada
Com algumas peripécias
Feitas pela rapaziada

Começou logo no Início
Com o afastar do Branquinho
Que por razões que só ele sabe
Seguiu por outro caminho

Foi para o grupo uma perda
Com grande significado
Não só pelo que representa
Mas por todo o seu passado

Com a sua iniciativa
A confraria beneficiava
Com o sentido profissional
Que sempre o caracterizava

Para ele fica um abraço
Com pena de cá não estar
Mas sempre com a esperança
Que um dia vai voltar

O nosso amigo Cordeiro
Também deixou de aparecer
Mas sabe que a sua presença
Era para nós um prazer

A sua vinda ao almoço
É sinónimo de união
Sendo a sua presença
Uma grande satisfação



Mas a ementa da sueca
Sem estes dois elementos
É uma caldeirada insabida
Sem alguns condimentos

Não há histórias para contar
Com algum conteúdo
Fala-se muito sobre nada
E com pouco se conta tudo

Digamos que o Sr. Hernâni
É o grande animador
Duma confraria carente
De histórias com mais humor

Mas ele optou este ano
Por um caminho infeliz
Meter-se sempre com o miúdo
Que despreza o que ele diz

Nada pior do que isto
Lhe poderia acontecer
Pretende dar ensinamentos
E acaba por aprender

Se a resposta é o silêncio
Ele sente-se provocado
Mas se a resposta é rude
Ele sente-se mal amado

Na sua grande teoria
Ninguém pode falhar
È só cromos e ignorantes
Que não se podem enganar




Qualquer que seja o parceiro
Parece que está em voga
Atribuir uma alcunha
A qualquer um que com ele joga

Se a um lhe chama cromo
Ao outro chama-lhe vela
Não se esquecendo da estátua
Quando se esquece do fatela

São estes belos momentos
Que nos levam a persistir
Porque sem cromos e fatelas
Muitos iriam desistir

Mas este ano foi diferente
Com algumas fricções
Sem querer personalizar
Houve algumas confusões

Nada que não se resolva
Evitando assim atritos
Porque também em fair-play
Temos muitos bons peritos

Em relação ao almoço
Há sempre iniciativas
Agradecemos aos mentores
Pelas acções criativas

Convocada uma assembleia
Sem nenhum alvoroço
Para informar e decidir
Onde seria o almoço


Ma s não foi necessário
E Alguém decidiu assim
Pomos na sala uma ementa
E vamos à Casa de Martin

Uma casa ou Quinta rural
Situada em Ponte de Lima
Em que o arroz de sarrabulho
Faz parte da sua cantina

Estamos apreensivos
Vamos ver o que isto dá
Na pesquisa que foi feita
Não encontrei nada de lá

Mas estamos confiantes
Ou não fosse o Moreira
Em conjunto com o Manel
Uma equipa de primeira

Mas este ano o Restaurante
Foi o Armando que escolheu
Aqui fica a gratidão
Pelo trabalho que lhe deu

Resta-me apenas desejar
A todos os nossos Confrades
Que tenham boa viagem
Sem as suas Comadres

Abraço

Domingos
(O Postiga)

23 junho 2007

S.João no Porto

»»»»»»»»»»»»»»
S.João no Porto
»»»»»»»»»»»»»»
Festa singular
Tão peculiar, neste povo
Que te adora, que chora
Com alegria,neste dia
Sim. O alho porro e o martelo
Como é belo
O ambiente, frio ou quente
Sempre com tanta gente
Que irmãmente se diverte
Esta gente que não sente
A martelada que foi dada
Com carinho e amizade
Com sentido de unidade
Responde com uma piada
Um sorriso recebe
E às vezes não percebe
O porquê de tudo isto
Rico ou pobre
Grande ou pequeno
Velho ou novo
É o povo
Que adora ver o fogo
É a multidão
Português ou estrangeiro
Mas muito forasteiro
Na rua comunicando
Numa simples linguagem
Universal e global
Genuina e verdadeira
Alegre e sorridente
É a nossa gente
Que comunica sem falar
Com amor e carinho
É uma festa popular

DCC

21 junho 2007

Ao Amigo Borges

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
Uma palavra de gratidão
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
Desapareceu um amigo
Personalidade ímpar
Sábio nas telecomunicações
Humanista nas relações
Defensor da verdade e da justiça
Porta-voz da amizade!
Foi-se o amigo, ficou a saudade
Foi-se o homem, ficou a amizade
Foi-se o professor, ficou o saber
Foi-se o filósofo, ficaram os textos
Comunicador fluente
Que ajudou tanta gente
Professor desinteressado
Mas muito empenhado
Em partilhar conhecimento
Ficarás na história
Obrigado Borges!
Não te dizemos adeus
A partir deste momento
Por estares sempre presente
Ficando na nossa memória!

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»

17 junho 2007

Jantar de Natal PT - 1999

1
A todos muito boa noite
Espero que estejam bem
Juntos neste jantar
Pensando no ano que vem
2
Ao longo de muitos anos
De trabalho nesta empresa
Poucas vezes aconteceu
Juntar-nos todos a à mesa
3
O Ano de 99
Foi um ano crucial
Para esta pequena casa
Que é grande em Portugal
4
Nestes últimos anos
Grandes transformações
Se foram verificando
Em particular nas comunicações
5
Gostaria rapidamente
De fazer alguma história
De algumas fases importantes
Que ainda tenho em memória
6
Não quero ser maçador
Portanto chamo à atenção
Que o que vou recordar
Diz respeito à comutação
7
Entrei para esta casa
No ano de setenta e dois
Comece no ABH13
E tudo o que veio depois
8
Das ligações manuais
Passando pele automatização
Foram fases aliciantes
Que tenho de recordação
9
As instalações automáticas
Que iam sendo instaladas
Eram o nosso orgulho
De também serem tratadas
10
Com limpeza implacável
Nada de escaramuças
Ninguém entrava na central
Sem calçar umas pantufas
11
Alguns tipos de estações
Gostaria de recordar
Uma grande diversidade
Que agora me fazem pensar
12
STROWGER, SASC e ATU
Foram as que me marcaram
Umas estão no museu
Outras ainda ficaram
13
Com um jogo de relés de entrada
E outro jogo de saída
Com selectores pelo meio
Era um via escolhida
14
Fazer o escalonamento
E os serviços comuns associados
Era muito interessante
Mas bastante complicados
15
Também o SASC era giro
Designado pró coordenadas
Onde surgiam os cruzamentos
Para efectuar as chamadas
16
Entrando nas horizontais
E saindo nas verticais
Com o diagrama de galinhas
Tínhamos os pontos fulcrais
17
Os dígitos armazenados
Num simples registador
As chamadas orientadas
Com preço no tarifador
18
Com o decorrer dos tempos
Surgiram novas inovações
Que tiveram grande impacto
Ao nível das sinalizações
19
Com o esforço do CET
Surgiu o MFC
Que teve grande aplicação
Ao nível das EIUT
20
De terras em frequências
Tratados na conversão
Cujos dígitos em códigos
Seguiam na perfeição
21
Mas as coisas evoluem
Surgindo a digitalização
Deparando-se os nossos chefes
Com o problema da selecção
22
Muito sinceramente
Fiquei um pouco apreensivo
Ao ser seleccionado
Dado que estava indeciso
23
O tempo deu-me razão
Que esta nova realidade
Exige muita dedicação
E grande sensibilidade
24
Ao entrar nesta onda
Fiquei um pouco perplexo
Para enfrentar o futuro
Que eu achava complexo
25
As fases de transição
Do analógico ao digital
Exigiu um grande esforço
Para não acabar mal
26
Com uma grande entreajuda
E com orgulho o digo
Pertenci a uma equipa
Da qual não estou esquecido
27
Surgiu-me um problema
Os manuais em inglês
O que havia ser de mim
Que mal sabia português
28
Tenho de salientar
Muitas acções de formação
Que fomos frequentar
Acompanhando a evolução
29
Esta política acabou
E com mágoa o digo
A pensar na contenção
O saber foi preterido
30
Voltando às digitais
Agora é o que se vê
Comutadores S12
Outros EWSD
31
Com sinalização E e M
Numa fase Inicial
Surge o CCS7
Como solução final
32
Com esta sinalização
Aumenta os compromissos
Melhorando a fiabilidade
Integrar novos serviços
33
Numa primeira fase
Recordo-me do número verde
Sem alterar o Hardware
Que já existia na rede
34
A oferta destes serviços
Melhorou potencialmente
Com a entrada ao serviço
Da Rede Inteligente
35
Recordo alguns serviços
Apenas como exemplo
Número verde e azul
E outros de atendimento
36
Número Único e Pessoal
Também não podem esquecer
Que em conjunto com outros
Poderemos oferecer
37
Com os novos operadores
Temos de estar atentos
Não só durante o trabalho
Como nos dias de pagamento
38
Tudo isto para dizer
Em jeito de conclusão
Que a área do nosso trabalho
Está em constante mutação
39
Gostaria de lembrar
Que é necessário gostarmos
Para ter êxito e sucesso
Na profissão que abraçarmos
40
Gostaria e lembrar também
E dizê-lo nunca é demais
Que além do mero trabalho
Há outros valores fundamentais
41
O respeito e a amizade
Que nos ajudam a crescer
Também a solidariedade
São valores a não perder
42
Agora para terminar
Uma palavra final
Para vos desejar
A todos um Santo Natal

UM ABRAÇO

Cardoso (Dez-1999)


Publicado na revista "Linhas Cruzadas" nº 10 (Ano3 "2000)

A Confraria da Sueca

Um dia alguém se lembrou
Numa pequena reunião
Criar o grupo da sueca
Para se juntar ao serão
2
O surgimento do grupo
Foi uma óptima ideia
Permitindo a minha entrada
Sem nenhuma assembleia
3
É um óptimo passa tempo
Para o pessoal se distrair
Propenso a discussões
Para quem queira intervir
4
Da cultura ao desporto
E da política à religião
É raro passar uma noite
Que não exista discussão
5
Depois de um dia cansativo
Com o Stress da vida
É bom chegar à noitinha
E jogar um partida
6
Mas a sueca tem regras
Que são mais do que parece
Muitos dizem que as sabem
Mas pouca gente as conhece
7
Com fundamento ou não
Nunca vi nada escrito
Dizem-me só quais são
E por isso eu acredito
8
Uma regra importante
Diz respeito à pontuação
Embora sem ambiguidades
Gera muita confusão
9
Se com 120 pontos
Posso dar uma bandeira
Também dou numa borrada
A não ser por brincadeira
10
Para ganhar uma partida
Preciso mais de sessenta
Mas também posso dar dois
Se tiver mais de noventa
11
Significa tudo isto
Que com sessenta empato
Podendo librar com trinta
E com zero apanho quatro
12
Em relação às outras regras
Não serão muitas mais
O importante é assistir
E o resto são sinais
13
Sinais ao nosso parceiro
Cujo efeito é contrário
Ao denunciar o nosso jogo
Ao nosso adversário
14
Quando o meu parceiro joga
E eu viro carta na jogada
Se for copa quero ouro
Ser for pau quero espada
15
Quando ele puxa um “ Ás”
E eu der seca, ou baldar
Ele puxa o mesmo naipe
Para a manilha caçar
16
Se o parceiro puxa trunfo
Com o intuito de destrunfar
É porque tem jogo firme
Para depois o puxar
17
Neste caso voltamos lá
Puxando trunfo novamente
Para então lhe permitir
Que o seu jogo siga em frente
18
Não é sempre linear
Seguir este procedimento
Teremos que analisar
A situação no momento
19
São algumas regras do jogo
Que temos de assimilar
Mas eu muito distraído
Estou-me sempre a enganar
20
E aqui me penitencio
Por muitas vezes acontecer
Tendo como consequência
O meu parceiro perder
21
Fiz alusão a este facto
Porque o Branquinho pediu
Realmente tanta asneira
Quase nunca se viu
22
Mas perdoem-me os parceiros
Pois eu não estarei sozinho
Existem outros mais antigos
Que trilham o mesmo caminho
23
Falemos agora das coimas
Que nalguns casos é fogo
Ao contrário não existe
Nenhum prémio de jogo
24
Mas mantemos a esperança
De melhorar com o tempo
A culpa é do legislador
Que elaborou o regulamento
25
Penso que foi o primeiro
Sendo uma óptima ideia
Tendo entrado em vigor
Sem passar na assembleia
26
E pelo que me constou
Teve aprovação unânime
Pois a democracia das bases
Está no topo da pirâmide
27
E já que foi aprovado
Na sua globalidade
Criticam e não propõe
Alterações na especialidade
28
Estamos perante um documento
Que é anticonstitucional
Embora o que dele resulta
Seja para o bem social
29
Um factor que está omisso
De primordial importância
É alguém ser penalizado
Pela sua ignorância
30
Numa outra vertente
Analisada em psicologia
É a normal distracção
Que acontece dia a dia
31
Acabando com a anarquia
De uma forma incansável
Legislou muito aquém
Do que seria expectável
32
Poderei especificar
Porque não critico em vão
Citando algumas injustiças
E as alíneas onde estão
33
Fazendo em termos gerais
Uma análise global
Umas coisas estão correctas
Outras estão muito mal
34
Se ao fim de dez partidas
For incapaz de ganhar
Se não for penalizado
Dez cêntimos vou pagar
35
Se no decorrer dos jogos
Num deles eu não livrar
Pagarei mais 20 cêntimos
Contribuindo para o jantar
36
Se ao perder a rodada
Tiver apanhado um xito
Pago mais 50 cêntimos
E ainda mais triste fico
37
Por muito que eu discorde
Não vale a pena chorar
Porque fazendo uma borrada
Um Euro tenho que pagar
38
É de uma grave injustiça
E já tem vindo a terreiro
Quando faço uma borrada
Penalizar o meu parceiro
39
Por isso estamos perante
Uma fraude contabilística
Além de ser penalizado
Ainda vai para a estatística
40
Vai para o passe-partout
Como alguém já frisou
Sem ter culpa nenhuma
Uma bandeira apanhou
41
Diz o legislador
Que são as regras da sueca
Mas com o devido respeito
Muito mal as interpreta
42
Nas estatísticas do mês
Obtidas no computador
Não conheço o programa
E quem foi o seu mentor
43
Mas pelos seus resultados
Muitas lacunas existem
Por pouca objectividade
A nossas dúvidas persistem
44
O computador é falível
Se o programa executável
Que analisa as jornadas
Não for muito fiável
45
E aqui salvaguardo
A posição do legislador
Porque o resultado final
Depende do programador
46
Há factores importantes
Como o da concentração
Com o ruído da assistência
Sofre um grande abanão
47
Este meio ambiente
Que nos leva a distrair
Quando o pessoal assistente
Se lembra de discutir
48
São premissas importantes
Que o computador não sabe
Apresentando resultados
Com alguma inverdade
49
Mas mesmo assim podemos
Tirar algumas ilações
Nem sempre são os melhores
Que se sagram campeões
50
Vejamos o Sr Alfredo
Que embora bom jogador
Foi campeão de Dezembro
Segundo o Computador
51
Numa avaliação contínua
À sua forma de jogar
Certamente no final
Ficaria noutro lugar
52
Mas assim fez ele história
Sendo campeão do momento
Além de ser o primeiro
No novo regulamento
53
Parabéns ao campeão
Que nada tem a demonstrar
Embora alguns convencidos
O continuem a massacrar
54
Mas ele é indiferente
À provocação exterior
Com a sua experiência
Confia no seu valor
55
Com seu sorriso maroto
Para muitos é um fadário
Quando corre bem o jogo
Perturba o adversário
56
E para quem vai na onda
Até fica chateado
Ele disfarça e faz borrada
Com o adversário perturbado
57
Gosto de o ver feliz
Quando dá uma bandeira
Não consegue disfarçar
Toda esta brincadeira
58
Confessou-me uma vez
Que não consegue evitar
Embora essa atitude
Não seja para chatear
59
Uma palavra amiga
Para o amigo Jordão
Tem tido muito azar
Merece ser campeão
60
O nosso amigo Hernani
Tem fama de professor
Penso que justamente
Por ser grande jogador
61
No que a mim diz respeito
O que eu tenho a dizer
É que quem joga comigo
É candidato a perder
62
Com muita tranquilidade
O Branquinho a jogar
Impõe o seu estilo de jogo
Sem ninguém o chatear
63
Muitas vezes o Moreira
Ameaça que se vai embora
Basta mais uma picadela
E sai pela porta for a
64
O Sr Joaquim Ferreira
Jogando com elevação
Tranquiliza o parceiro
Aumentando a concentração
65
O amigo Joaquim Correia
Joga com muita firmeza
Olhando o seu adversário
Bate as cartas na mesa
66
O nosso amigo Cordeiro
É uma pessoa singular
Mantém a sua postura
Sem nunca a alterar
67
Indiferente às provocações
Ou a quem o tenta provocar
Sorri com o seu estilo
Que lhe é muito peculiar
68
Vamos ao “se” Manel
Pessoa muito massacrada
Ele não consegue ter paz
Numa única jogada
69
Continuam a criticá-lo
Só para o provocar
E ele responde com vitórias
Quando se senta a jogar
70
Quanto ao Sr Baptista
Homem de convicções
Levanta a voz se necessário
Para calar as oposições
71
O Sr Jorge Castelo
Leva tudo a brincar
Tendo como objectivo
Chegar ao fim a ganhar
72
O Sr Domingos Ferreira
Homem de grande memória
Fixa tudo ao pormenor
Para alcançar a vitória
73
Para o Sr Oliveira
Uma palavra especial
Porque o jogo para ele
Foi ser tratado no Hospital
74
Aqui em nome de todos
Do fundo do coração
Desejamo-lhe que tenha
Uma boa recuperação
75
Temos que homenagear
O campeão de Janeiro
Parabéns ao Sr Joaquim
Por ter ficado em primeiro
76
Em relação às equipas
Há algumas engraçadas
Conforme os elementos
Que as compõe nas jogadas
77
O Hernani e o Branquinho
É uma equipa temível
Mas não há neste mundo
Ninguém que seja invencível
78
O amigo Joaquim Correia
A jogar com o Jordão
São candidatos à vitória
Sendo jogadores de eleição
79
Existem algumas histórias
Que contadas têm graça
Quando o resultado dos Reis
Dão equipas pr á desgraça
80
Vejamos eu e o se Manél
Só elogios dos assistentes
Tendo vitória no final
Surpreendemos os presentes
81
O Sr Jordão e o Sr Cordeiro
São uma equipa de valor
Mas o Jordão diz no início
Que joga com um perdedor
82
O sr Cordeiro e o Sr Alfredo
Uma equipa espectacular
O Sr Cordeiro joga firme
E o Sr Alfredo á a cortar
83
Outra equipa especial
Equilibrada! claro está!
Mas um chama ao outro
Madre Teresa de Calcutá
84
Diz o Hernani ao Alfredo
De cartas não percebe nada
Virava o pau seco ao parceiro
Dando sinal na espada


Um grande Abraço!!!!
DCC

O Vencedor e o Derrotado - 2006

===============
O Vencedor
===============
Olá Nani!
Cheguei e venci!
Estou aqui!
Pronto a continuar!
A ganhar!
Não fiz isto por mal!
Sou teu amigo, e continuarei a ser!
Diferente doutra gente!
Pelo menos uma vez na vida!
Ganhei por ter valor!
Não reconhecido!
Por um professor!
Mas continuo por perto!
Estás perdido!
E com sentido de humor!
Muito provocador!
E convencido!
Penso que estou certo!
Eu apenas ignoro!
E até choro por ser o primeiro!
Por seres um tipo porreiro!
Voltarás a ser um dia!
O principal mensageiro!
Duma nova era! Que te espera!
Nani! Sou um fatela!
Que segundo as tuas palavras!
Às vezes pareço uma vela!
Não o único!
Aliás todos os teus adversários!
Numa óptica coerente!
Não passam de jogadores primários!
Neste grupo de gente!
Que raio! Um professor a perder!
Eu sei que nada tens a aprender!
Mas com um pouco de humildade!
Reconhecerás um dia!
Que todavia!
Existiu uma autoridade!
Que pelo seu próprio valor
Te venceu! E tu pensas!
Mas não convenceu!
E é por ser teu amigo!
Que te dedico este poema!
Não sendo um estratagema!
Quero estar contigo!
Nani!
Já te fodi!
Foi isso que senti!
Mas te envio com amizade!
Um grande abraço para ti!

O vencedor Absoluto
Cordeiro - "A autoridade

=================
O Derrotado
=================
Derrotado absoluto!!!
Que é isso!
De que estão falando!
Não abdico do meu estatuto,
Não querendo ser bruto,
Estou-me borrifando
Para a classificação.
Só eu sei o meu valor!
Credenciado professor!!
Com todo o meu saber!
Só eu sei o que é sofrer!
E qual a sensação,
De descer de divisão!
Pensando toda esta gente
Que me obrigam um dia
A jogar com o Gil Vicente!
Não sabem do que sou capaz!
Que mesmo sendo bom rapaz!
Não imaginam o que faria!
Mas como é possível!
O Inimaginável!
Ser eu o derrotado!
Isto é um escalabro!
Sendo eu insuperável!
No verdadeiro jogo jogado!
Será o Apito dourado??
Não acredito!
Mas começo a ficar aflito!
Quando outros valores se levantam!
Ficando mal classificado!
Não falo do vencedor!
Que tendo ele algum mérito!
Devia-se fazer um inquérito!
Porque tem pouco valor!
Mas enfim!
Já que não gostam de mim!
Para o Cordeiro uma palavra
Que tendo ficado em primeiro!
Para mim não vele nada!
Mas é um tipo porreiro!
E não me venham com autoridade!
Porque andam aí uns fatelas!
Que a jogar parecem velas!
Que mais não são do que cromos!
Com cabeça de pedra pomos.
Façam um exame de consciência!
E digam se não é verdade!
E logo verificarão!
Que sou o maior!
O melhor!
E algo está muito mal!
Porque o resultado final
Foi uma grande confusão!
Não aceito nem nunca aceitarei!
E eu é que os derrotei!!!!!!!!!

O Não DERROTADO ABSOLUTO
HERNANI "O CIENTISTA"

História Passeio - Out-2006

1
No dia 5 de Outubro
Levantei-me bem cedo
Fui tomar o pequeno-almoço
E encontrei o Sr. Alfredo
2
O encontro no mesmo local
Para toda esta gente
Foi junto ao ATL
Como habitualmente
3
Viu o Hernâni o Joaquim
Protegido das constipações
Comentou! Sabes o que pareces!
A Branca de neve e os sete anões
4
Outros foram chegando
E a primeira desilusão
Foi a notícia do Branquinho
De que não vinha o Jordão
5
Dadas as suas qualidades
Reveladas de vez em quando
Foi uma viagem mais pobre
Culturalmente falando
6
Já agora para o Luís
Uma palavra simpática
É uma ausência notada
De uma pessoa carismática
7
Iniciamos então a viagem
Começa o Daniel a distribuir
A famosa guia de viagem
Que nos faz sempre sorrir
8
Ouve-se a primeira locução
Do motorista a avisar
Que dentro do autocarro
Não se podia fumar
9
Advertiu o Branquinho
Com a sua habitual leveza
Que a classificação deste ano
Era uma grande surpresa
10
Veio-se então a confirmar
Que era um caso de luto
O Hernâni professor
Foi derrotado absoluto
11
Ficou um pouco abatido
E lamentou-se a toda a gente
Porque na próxima época
Vai jogar com o Gil Vicente
12
Muito! Muito! Pensativo
Por não ser vencedor
Culpou logo o Postiga
Como principal causador
13
Sempre criticava o Cordeiro
Pondo em causa o seu valor
Este ignorou todas a críticas
E foi o grande vencedor
14
Verificamos que o Cientista
Vergou perante a autoridade
Mas a ciência terá êxito
Se prevalecer a humildade
15
Sendo o postiga o fair play
E o Jorge embandeirado
Eu acho que já joguei
Com o Moreira despenteado
16
O Ricardo “O mais borrado”
O Alfredo “O mais arrogante”
Revela-o de forma mansinha
Com sorriso provocante
17
Fazendo aqui uma pausa
Voltemos então à viagem
A estação de serviço de Seide
Foi a primeira paragem
18
Uns a comprarem jornais
Outros a tomarem café
A maior parte da malta
Ficou toda de pé
19
Juntou-se ali o pessoal
A voltinha do balcão
Duas simpáticas empregadas
Foi a principal razão
20
O Branquinho as avisou
Cuidado com este pessoal
Vieram de Santa Cruz do Bispo
Mas não os deixo portar mal
21
Aparece lá o Hernâni
Com o seu ar de chorão
Queixando-se de dores da cabeça
Pediu se tinham Ben-u-ron
22
As meninas ao princípio
Não queriam acreditar
Mas ele não desistiu
E acabaram por lho dar
23
O certo é que na viagem
Melhorou a olhos vistos
Voltando as suas peripécias
Com seus actos imprevistos
24
Vimos em Arco de Baulhe
Toda a beleza do mundo
Zona de montes e Vales
Com o Tâmega lá no fundo
25
Vamos parar em Vila Pouca?
Perguntou o Branquinho
Jorge! Lá não há Ucranianas
É melhor seguir caminho
26
Resolveram então parar
Na Vila de Pedras Salgadas
Onde as linhas da CP
Deram lugar a estradas
27
De pé o Paulo e o Postiga
A tomar ao balcão um café
Quando lá chega o Hernâni
E disse para se porem de pé
28
Diz ele para o empregado
Estão aqui estes dois miúdos
Mas sou educador de infância
Por isso são uns sortudos
29
Retomamos a viagem
E muitos pastos de gado
Se avistaram de perto
Com o chão bem regado
30
Diz o Victor ao Joaquim
No silêncio do Autocarro
Ò Quim! Só por veres uma vaca!
Ficas logo excitado!
31
Lá chegamos a Chaves
Dispondo de algum tempo
Para passear a cidade
E ver algum monumento
32
Fomos à ponte dos arcos
Onde o pessoal se juntou
Uns decidiram ver a pesca
E o outro grupo dispersou
33
Passeando separados
Forjaram regras e leis
Mas mais tarde se juntaram
Na famosa casa dos pasteis
34
Pasteis de Chaves e chilas
Às dúzias foram compradas
Tivemos que encomendar
Por ficarem esgotadas
35
Nomes falsos e verdadeiros
Foram dados, eu que o diga
Ficando a minha encomenda
No nome de Helder Postiga
36
O Sérgio à sua maneira
Disse que levou aquela gente
E a senhora para o compensar
Deu-lhe uma natinha quente
37
Lá fomos depois das compras
A caminho do autocarro
Telefona o Branquinho ao Tavares
Mostrando-se algo preocupado
38
Seguimos a caminho da quinta
Falhando aqui o nosso guia
Mas parabéns ao Sr. Batista
Só falhou uma vez no dia
39
Ficamos um pouco surpresos
Ao chegar à porta certa
Verificando que a entrada
Já se encontrava aberta
40
Não vislumbramos portões
Mas uma entrada apertada
Levando o motorista a duvidar
Se o autocarro passava
41
Entramos lá para dentro
Sem nenhum recepcionista
Compensados pela paisagem
Com uma excelente vista
42
Parecia que o pessoal
Não estava muito contente
Entretanto chega o Tavares
Que alegrou o ambiente
43
Sem nenhum cicerone
Que viesse ter connosco
O Armando mijou de pé
Sem se preocupar com o rosto
44
O Queirós preocupado
Em reunir o pessoal
Queria tirar uma foto
Tendo escolhido o local
45
Muita razão tinha ele
Porque podia esquecer
Com a confusão da tarde
Isso veio a acontecer
46
É uma quinta com nível
Muito bem recuperada
Para turismo de qualidade
Está bem apetrechada
47
Com salas de exposições
De automóveis antigos
Tinha também coretos
E outros pequeno a abrigos
48
Hotel piscina e restaurante
E espaços para descansar
Com uma paisagem deslumbrante
E campo de futebol para jogar
49
O Branquinho perplexo
Ao ver aquele ambiente
Fez um pré levantamento
Para informar toda a gente
50
Após uma primeira visão
Virou-se para nós e disse
Pessoal! Aqui não é permitido
Fazer a habitual javardice
51
E verdade seja dita
A mensagem resultou
Não vi o grupo na mesa
Fazer o que nos habituou
52
Vamos então à história
Deste singular almoço
Que foi estranho pela ausência
Do normal alvoroço
53
Entramos para o restaurante
Discreto e silencioso
Para gente de sangue azul
E um aspecto algo pomposo
54
O pessoal lá entrou
Como gente civilizada
Mal sabiam os clientes
Que essa gente se peidava
55
As primeiras divergências
Foi na escolha do vinho
Porque o maduro era bom
E o branco era fresquinho
56
Começaram logo a comer
As entradas de morcela
Enquanto outros se atiraram
À alheira de Mirandela
57
O Sérgio e o Presidente
Num acto muito mesquinho
Discutiam como servir
Uma garrafa de vinho
58
Diz o Sérgio ao Victor
Passa os tomates fresquinhos
Hernâni. Anda por baixo da mesa!
Que estes são genuínos
59
Pegou o Postiga na garrafa
Porque já estava com sede
Diz de seguida o Hernâni
O menino não pega! Pede!
60
O Postiga questionou o tacho
Pensando que ia passar fome
Diz o Hernâni altruísta
Não questiona! Come!
61
Não me tendo apercebido
Do pessoal da outra ponta
Vou ter com o Branquinho
Para ver o que ele me conta
62
Silêncio e meditação
E reflexão sobre a vida
Tudo com muita lucidez
Mesmo depois da bebida
63
Havia alguma preocupação
Com os restos de comida
Que ficava sobre a mesa
Em quantidade excessiva
64
Ainda segundo o Branquinho
Duas partes se passaram
A parte alta e a parte baixa
Que ao fim se equilibraram
65
Parece que naquela zona
Houve apenas uma excepção
O Ricardo” O Padre grilo”
Não prescindiu do biberão
66
Controlado e abusado, bebeu
Todas as marcas e cores
Não prescindindo na comida
De provar todos os sabores
67
Olhando eu para o Paulo
Estava ele sorridente
Pensando o que eu fazia
No meio daquela gente
68
Sentado o Moreira na mesa
Com o Cordeiro a seu lado
Nunca ele imaginou
Que estava a ser controlado
69
Isto não foi por acaso
Disse o amigo Branquinho
Assim evitou-se a dar azo
Que saísse um peidinho
70
Não me consegui aperceber
Do Sr. Alfredo a sorrir
Mas estranhei muito mais
O Sr. Batista não ouvir
71
Não se notou o Tavares
No meio deste pessoal
Faltou o fulgor da viagem
Que lhe levantasse a moral
72
Foi buscar a sobremesa
Esqueceu-se da torrada
Foram-lhe ao queijo no prato
Quando chegou não tinha nada
73
Voltou para buscar os talheres
E o prato tentaram tirar
Apercebeu-se que o Queirós
Se preparava para manjar
74
Estava o Manuel sem óculos
Com o Victor a seu lado
Queirós. Parecem dois gémeos!
Um dia ainda vão cantar o fado
75
A conversar, diz o Victor ao Sérgio
Quando olho para ti só vejo
Que foste mesmo feitinho
Para ser uma bola de queijo
76
Diz o Sérgio. Está calado!
Eu disso não bebo santinho
Tu aqui nesta mesa
Só sabes pensar em vinho!
77
Levanta-se o Sr. Alfredo
Que estava muito calado
Demonstrando que o fumo
O deixou perturbado
78
Um novo acontecimento
Que me levou a pensar
O que se teria passado
Ara ver o Maurício fumar
79
Neste espaço teatral
Sugeriu o Victor aos amigos
Que podiam fazer um filme
“O Hernâni e os seus dois maridos”
80
Diz o Hernâni de repente
Anda cá meu amor
Vamos fazer um filme
Com o Alfredo a realizador
81
Veio a entrega dos prémios
Branquinho. Como vai ser agora!
Para não gerar confusão
É melhor ir lá para fora!
82
Fomos para o coreto
Com os prémios em sacos
Uns estavam calminhos
Outros faziam espalhafatos
83
Resolveram ainda alguns
Fugir às normas de conduta
Uvas, peras e ameixas
Deram cabo da fruta
84
Enquanto o pessoal chegava
Vi o Ferreira no seu reduto
Sentadinho a fumar
Um espectacular charuto
85
Reuniu-se o pessoal
Entregue o prémio revelação
Para o Hélder Postiga
Que levou um apalpão
86
Fiquei um pouco estupefacto
E também apreensivo
Não havendo ali gajas
Deram-me um preservativo
87
O mesmo prémio atribuído
Ao Manel “O estás contente”
Levando uma salva de palmas
Porque não estava presente
88
Também foi dado ao Hernâni
Por ser o que mais jogou
Embora o prémio do derrotado
Foi o que mais o frustrou
89
Pensou a organização
Que seria um bom relaxe
No prémio de classificação
Dar uma t’shirt da praxe
90
Assim para começar
Foi dada uma ao cordeiro
Como vencedor absoluto
Tendo sido o primeiro
91
E o Derrotado absoluto
Foi Hernâni “O Cientista”
Que a t’shirt o incentive
Para que ele não desista
92
Uma T’shirt para o Jorge
Como o mais embandeirado
Teve de requerer protecção
Para não ser apalpado
93
Logo a seguir o Ricardo
Com tanta gente a apalpar
Deram-lhe cabo dos óculos
Mas ninguém os quis pagar
94
Aqui faço um apelo
Do fundo do coração
Façamos uma colecta
Através duma subscrição
95
Veio Moreira a seguir
Como o mais penteado
E o prémio Fair-play
Para o postiga mimado
96
Vamos ao mais arrogante
Directos e sem enredo
Muito bem aplicado
Ao nosso amigo Alfredo
97
Terminados s prémios
Fomos aos passatempos
Malhas bolas e cartas
Como outros eventos
98
Foi junto às piscinas
Que fomos jogar a sueca
Mas surgiu um sol tão quente
Dando-nos quase a sufeca
99
Mas aqui conseguimos
Levar o homem para a pista
Jogando a sueca connosco
Estou a falar do Batista
100
Outra mesa à sombra
Lá continuaram a jogar
Enquanto os da mesa ao sol
Foram para a sala conversar
101
Quando chegou a tardinha
Ninguém podia lanchar
Falta de infra-estruturas
E tacho para murfar
102
Este tipo de quintas
Para nós não é o ideal
Porque é uma frustração
Dar fome ao pessoal
103
Queremos e temos direito
Às mínimas condições
De nos sentar nos sofás
E apalpar os colchões
104
Regressamos à origem
Passando em Vila Pouca
Numa viagem tranquila
Não tendo nada de louca
105
Sobressaindo apenas
O facto de o Ricardo
Não deixando ninguém dormir
Com Hernâni mais sacrificado
106
A ausência do Tavares
Notou-se e de que maneira
Regressando no carro
Com o amigo Ferreira
107
É necessário realçar
Que todos chegaram bem
Continuemos assim
Até ao ano que vem

Um grande abraço
Domingos (O Postiga)

Peripécias da Confraria da Sueca - 2005

Domingos da Telecom
Surpreendeu-me com a Breca
Sendo a Rimar muito bom
É sofrível na Sueca
(Quim)

Disseram-me que o Sr. Alfredo
Apanhou quatro vezes quatro
Nunca pensei que acontecesse
Semelhante desiderato

Alguns jogadores da Sueca
Foram à reunião de barriga cheia
Vieram logo para trás
Por não haver assembleia

Adivinhando a situação
O amigo Hernâni saiu
Foi ver o Vasco Gonçalves
Nunca mais ninguém o viu

O dia dos namorados
Para ele não tem assunto
Comemorando a efeméride
Com duas sandes de presunto

Com amor e presunto à mistura
Fez uma salada de frutas
Mas o seu maior prazer
É ir à pesca das trutas

Um dia chegou o Sr. Alfredo
E mal entrou disse logo
Escusam de me convidar
Porque hoje eu não jogo

O Hernâni desconfiado
Mostra a sua revolta
Por jogar em silêncio
Com tanta gente à sua volta

Estava um jogo a decorrer
Em absoluto sossego
Acabou de entrar o Sérgio
E enervou o Sr. Alfredo

Uma equipa imbatível
É o Armando e o Postiga
A jogar com o Branquinho
O Hernâni que o diga

Ninguém põe em questão
O facto de ser infalível
As borradas do postiga
É que a tornam permissível

Em diálogo com o Jordão
Supero meu pensamento
Mas por muito que me esforce
Falta-me sempre um argumento
(postiga)


Cheguei um dia à sueca
Era um barulho infernal
Fui logo para minha casa
Ver um programa cultural

Era um jogo de futebol
Que antes tinha gravado
Vio em silêncio em casa
No sofá bem instalado

Cheguei no dia seguinte
Estavam todos a discutir
O Hernâni a mandar bocas
Que só davam para rir

Um dia a jogar com ele
Sendo um tipo porreiro
Mas cria rivalidades
Com o seu próprio parceiro

Verifico noutras equipas
Exactamente o contrário
As rivalidades existem
Mas é entre adversários

Estava um jogo a decorrer
Entre o Alfredo e o Branquinho
Se o Alfredo tinha jogo
(Moreira!). Lá está ele a fazer biquinho

Será que este biquinho
É sinónimo de alegria!!
O Moreira fala nisso
Quando o Alfredo se ria

Para mim o Sr. Alfredo
Sabe mais que muita gente
Dá sinais ao seu parceiro
Com o adversário à frente

O Sr. Alfredo não se cala?
Pergunta o Sr. Cordeiro na hora!
Se é Delegado ao Jogo!
Ponha este homem lá fora!

Joguei um dia com o Branquinho
De uma forma inconcebível
Fiquei a pensar toda a noite
Uma justificação plausível

Cheguei á conclusão
Que foi devido aos assistentes
Convenhamos que nessa noite
Foram pouco convenientes

Mas é realmente lamentável
E um acto de pouca proeza
Que não jogue o “Ás” de trunfo
Com a manilha na mesa
UM ABRAÇO

Confrades da Sueca - passeio 2005

1
Cinco de Outubro de 2005
Mais um ano se passou
Mas fiel a esta data
Este grupo se juntou
2
Ficará para a história
A data da informação
Do local deste convívio
E respectiva excursão
3
Foi no dia 13 de Julho
Que o Branquinho informou
Onde seria o almoço
E uma conversa gerou
4
Vamos comer um cabritinho
Disse com um ar sorridente
A Carrazeda de Montenegro
Para satisfazer esta gente
5
Continuou a explicar
As vantagens do local
Com uns passeios a cavalo
Para alegrar o pessoal
6
Esta cena dos cavalos
Gerou logo uma conversa
Quem é que monta e é montado
Porque o resto não interessa
7
Foram seus protagonistas
Jorge Castelo e Moreira
Enquanto um montava
O outro teria de abrir a ceira
8
Estando eles a jogar as cartas
Com um diálogo castiço
Terminaram os dois em paz
Ameaçando o cortiço
9
Entretanto o Branquinho
Elogiava a viagem
Porque a zona de Murça
É uma bonita paisagem
10
Do Porto até Valpaços
Vão ficar radiantes
Porque este belo passeio
Tem paisagens deslumbrantes
11
Em Santa Maria de Emeres
Fica a Quinta D’Alagoa
E uma casa com mesmo nome
Que parece ser coisa boa
12
De arquitectura rural
Mantém viva a memória
Quinta multifacetada
E fiel à sua História
13
Casas no seu interior
Tradicionais traços e esboços
Começamos por salientar
A famosa casa Casa dos moços
14
Mas as leis que numa época
Impunham uma certa cultura
Originou a Casa das mulheres
Evitando homens à mistura
15
Defendia o grande patrão
Cada um no seu celeiro
Para cumprir a missão
Criou a Casa do caseiro
16
Protegendo o seu filho
E netinhos fora de hora
Resolveu o patrãozinho
Criar o Abrigo da Nora
17
Também produtos biológicos
Existem nesta propriedade
Porque a saúde das pessoas
Era uma necessidade
18
Foi este o local escolhido
Pelas suas várias valências
Para um almoço dos confrades
Assim como outras exigências
19
Atenção ao que foi dito
E podem ter a certeza
A escolha não foi cabrito
Mas Vitela Maronesa
20
Sejam todos bem vindos
Com o desejo de boa viagem
Aproveitem bem o dia
E gozem bem a paisagem
21
Um especial cumprimento
A uma pessoa especial
Que com com a sua presença
Honra todo o pessoal
22
Referimo-nos ao Sr. Pires
Com estima e consideração
Pessoa que muito respeitamos
E temos muita admiração
23
Como Presidente da Junta
Connosco sempre cooperou
Os problemas surgiam
E ele sempre nos ajudou
24
Homem de corpo inteiro
Generoso e solidário
Ainda hoje não falha
Um dia de aniversário
25
Por isso a nossa homenagem
Da Cooperativa e sua gente
Não sendo um homem da casa
Está sempre presente. Bem haja!
26
Não podemos esquecer
Que nesta organização
As pessoas envolvidas
Dão tudo do coração
27
Agradecimentos para eles
E para quem contribuiu
Trabalhando por carolice
E de nós nada exigiu


Um grande abraço
a todos!!
Domingos (O postiga)

Passeio dos Confrades da Sueca - 2005

Mantendo-se a tradição
Os Confrades se juntaram
No seu passeio anual
Onde confraternizaram
2
Cumpridores dos seus horários
Nenhum elemento se atrasou
Prova de que a Confraria
Cumpre normas que elaborou
3
Cedo no local do encontro
Lá estava o Daniel
Com uma pequena pasta
Penso que era o “pastel”
4
Avista-se ao fundo da rua
Um homem muito sorridente
Era o amigo Branquinho
Com as prendas para a gente
5
Já tinha chegado o Luís
Carregado de material
Seriamente preocupado
Com o audiovisual
6
Por impossibilidade do pai
Veio o filho do Queirós
Totalmente integrado
No meio de todos nós
7
Com uma camisola “Laranja”
O Ricardo como sempre
Escolheu uma cor singular
Enganando toda agente
8
Foi iniciada a partida
E um pouco mais adiante
Fomos logo informados
Que parava-mos em Amarante
9
Foi o Daniel incumbido
De distribuir o guião
Que incluía o desastre
Da nossa classificação
10
À passagem por Amarante
A organização esteve mal
Sem ninguém dizer porquê
Só paramos em Vila Real
11
Concederam meia hora
Para tomar um cafezinho
Comprar jornais ou revistas
E fumar um cigarrinho
12
Retomando o IP4
Lá seguimos viagem
Através de montes e vales
Maravilhosa paisagem
13
Mas muito espaço queimado
Afectava a sua beleza
Com sensação de revolta
Ao ver assim a natureza
14
Mas a viagem prosseguia
Com o desejo de chegar
Vire à direita! Vire à esquerda!
Era o Batista a comandar
15
O tempo ia passando
Eram quase onze e trinta
Lá encontramos a placa
Que identificava a Quinta
16
Mais umas dezenas de metros
E vimos um portão fechado
Com Vídeo Vigilância
E um sistema codificado
17
Aqui teve o telemóvel
Uma importante função
Pedir o código secreto
Para desbloquear o portão
18
Mais umas centenas de metros
Num traçado sinuoso
Que levou o motorista
A ficar um pouco nervoso
19
Saímos do autocarro
E o pessoal dispersou
Levantando uma poeira
Que a garganta secou
20
Uma segunda entrada
Com um espaço aprazível
Circundado pelas casas
Tornando a quinta invisível
21
À entrada deste espaço
Avistou-se ao fundo a mesa
Preparada para o almoço
Da vitela à Maroneza
22
E foi a porta da cozinha
A primeira a ser encontrada
Mas com o assado do forno
Ninguém resistiu à entrada
23
Prosseguimos as visitas
Entrando nas várias casas
Guiados pelo Sincerone
E por ele identificadas
24
Entretanto o Moreira
Desapareceu como uma seta
Foi à beira da mesa
E pegou numa bicicleta
25
Vimos a casa dos moços
E a casa do Caseiro
Preparadas para receber
Os turistas do estrangeiro
26
Quartos tradicionais
E mobílias de fino traço
Tendo por baixo o lagar
E a prensa do bagaço
27
Quase em sentido oposto
Ficava a casa da Nora
Descendo muitas escadas
Sempre que vinha cá fora
28
Com uma boa piscina
Para uma tarde divertida
Onde o Hernâni curtiu
Cinco minutos de vida
29
No acesso à piscina
Uma sala com bilhar
Música e Televisão
E sofás para descansar
30
Não faltavam os CDs
Para ouvir música à mistura
Aproveitando os livros
Para uma boa leitura
31
O homem da quinta propôs
Ir lá acima ao miradouro
Que para alguns se tornou
Um perfeito mijadouro
32
Mas o Oliveira pensou!
Ir lá coma é uma esfrega!
Vou provar o vinho doce!
E fico aqui em baixo na adega!
33
Após algumas visitas
Passeios e outros passatempos
Chegou a hora de almoço
Fulcral nestes eventos
34
Muitos e bons aperitivos
Difícil foi escolher o vinho
A maioria alinhou
Pela escolha do tintinho
35
Qualquer um era bom
Com genuíno sabor
Mas o tinto atingia
O verdadeiro esplendor
36
Devido a falhas na mesa
Algo viria a acontecer
Foram copos entornados
Mesmo antes de beber
37
O primeiro foi o Paulo
Que apreensivo ficou
Pensando no imediato
Que foi ele que entornou
38
Surgiram logo as críticas
E sério, ele observou
O copo virou sozinho!
Porque ninguém lhe tocou!
39
Estou a dizer a verdade!
Escusam de duvidar!
Não passará muito tempo!
Que mais alguém vai entornar!
40
Realmente esta pessoa
Não podia ficar sozinho
Porque passado pouco tempo
Aconteceu ao Branquinho
41
Disfarçando a cor do vinho
Lá pediram guardanapos
Colocando-os no local
Onde ficaram os pratos
42
Sucedeu o mesmo a outros
Um dos quais o Maurício
De forma que o vinho perdido
Foi um grande desperdício
43
E num aviso para os outros
Para não levantarem a crista
Até veio a suceder
Ao sossegado motorista
44
O pessoal lá se arranjou
Num esforço geométrico
Para evitar que no fim
Se submetesse a um inquérito
45
Azeitonas e bolinhos
Salpicão e presunto
Tudo veio a desaparecer
Após esforço conjunto
46
Nunca vi tanta gente
A comer tanto pão
Feito de trigo e centeio
Realmente é muito bom
47
Depois veio uma sopa
Alguns sem espaço para ela
Evitaram comê-la
Para provar a vitela
48
Mas o ponto mais alto
Estaria para chegar
Vitelinha à Maronesa
E arroz no alguidar
49
Alguém já estava apensar
Que o tacho já viria morno
Mas chegou bem quentinho
E genuíno aroma do forno
50
E ainda a acompanhar
Com a tenrinha vitela
Veio uma excelente salada
Para intercalar com ela
51
Realmente esta salada
Com um paladar diferente
Em que sabor do tomate
Parecia o de antigamente
52
Muito bom! Muito bom!
Era o que se ouvia dizer
Mesmo de barriga cheia
Continuava-se a comer
53
E no fim a sobremesa
Creme e bolo de bolacha
Toda a gente saboreou
Porque a dieta paga taxa
54
Cerca das catorze e trinta
Outro processo se iniciou
Foi a entrega dos prémios
Que a classificação ditou
55
Deliberou a Confraria
Não há prémios acumulados
Assim como os piores
Seriam os mais consagrados
56
É uma boa política
Dar o melhor aos piores
Consagrando “inocentes”
Devido a outros jogadores
57
Muitas vezes “inocentes”
Refiro-me aos bandeirados
Não se podem defender
Da média dos resultados
58
E no jogo da sueca
É totalmente verdadeiro
Se eu sou mau jogador
Penalizo o meu parceiro
59
O Hernâni foi o primeiro
Por ter feito mais jogos
Se ele fosse Bombeiro
Estaria em todos os fogos
60
Ao receber o seu prémio
Como o melhor da Sueca
Alguém lhe puxou os calções
Ficando ele em cuecas
61
E para que isto não esqueça
Aos homens de fraca memória
Tiraram-lhe uma fotografia
E assim ficará na História
62
Uma bruxa numa caixa
Que a rir, espíritos espanta
Mal se abre a caixinha
A bruxa logo se levanta
63
Para o amigo Jordão
Que foi o mais bandeirado
Recebeu também uma bruxa
Por causa do mau olhado
64
O Oliveira recebeu
Prémio do melhor jogador
Não me lembro qual foi
Mas é fruto do seu valor
65
Bem hajam os que defendem
Prémio não acumulado
Porque devido a esta regra
Eu postiga, saí beneficiado
66
Obrigado pelo prémio
Um útil rádio que encanta
Perfeito para ouvir
O programa “Bola branca”
67
Quem não recebeu prémio
Recorda também este dia
Com uma pequena lembrança
Atribuída pela Confraria
68
Mas cada elemento do grupo
Na altura de ser consagrado
Enfiou um capacete dos Vikings
Devidamente chifrado
69
Acabado o almoço
Com café e um bom bagaço
O pessoal continuou
A disfrutar do espaço
70
Uns foram jogar a malha
Outros foram descansar
Ouvindo música de fundo
Vendo outros a jogar bilhar
71
Também não faltaram cartas
Para jogar uma sueca
Mas nesse dia o Sr. Alfredo
Dormiu uma boa soneca
72
O Sr. Luís com pena dele
Por ter frio a dormir
Arranjou uns cobertores
Para depois o cobrir
73
Chegou a hora do lanche
Por volta das cinco e meia
Foi comer até sair
Dispensando à noite a ceia
74
Fomos à mercearia
Comprar algo para trazer
Só havia mel e vinho
Mas nada para comer
75
Alguns foram à cozinha
Agradecer a simpatia
Das cozinheiras da Quinta
Com o pessoal da confraria
76
Um dia cansativo para elas
Em que só demos à letra
Elogiamos as cozinheiras
Mas esquecemos a gorjeta
77
Lá fomos para o Autocarro
E o Sr. Luís se lembrou
Queria ir à casa de banho
E o pessoal aguardou
78
Parte dos nossos confrades
Trouxeram alguma fruta
E eu armado em bonzinho
Demonstrei que era recruta
79
Iniciou-se o regresso
Cerca das dezoito e trinta
Não esquecendo as saudade
Que já tinha-mos da Quinta
80
Na passagem por Murça
Já quase ao fim do dia
O Sr. Luís viu a porca
E tirou uma fotografia
81
Fomos tomar um cafezinho
E fazer umas compras
Umas garrafas de azeite
Porque os bolos nem sombras
82
Já de noite nas calmas
Regressamos ao Porto
O vinho não conseguiu
Pôr nenhum confrade torto
83
Chegaram todos bem dispostos
Após um dia de convívio
Alguns gases no autocarro
Quando saíram foi um alívio
84
Se alguns eram foguetes
Outros eram morteiros
Que passados dois dias
Ainda apagavam isqueiros
85
Mas o que é fundamental
É que tudo correu bem
Parabéns ao pessoal
E até ao ano que vem


Um grande abraço

Domingos (o postiga)

Despedida de solteira - Colega

Boa noite para todos
Mas tenham muita paciência
Por escrever estes versos
Sem nenhuma sequência

Éra uma vez uma bébé
Que no mundo surgiu
Pensando ser atraída
Por coisas que nunca viu

Embalada nos braços
Da sua querida mamã
Não a deixando dormir
Todos os dias de manhã

Foi crescendo crescendo
E o mundo a sorrir
Sem saber o que dizer
Para o futuro decidir

Um dia triste outro alegre
Gostava muito de brincar
Mas se fosse a competir
Tinha sempre de ganhar

Na escola com atenção
Para cá fora brincar
Tendo bons resultados
Não tendo que estudar

Complicou-se a escrita
Aumentando a matéria
No ensino superior
A coisa era mais séria

Mas nunca desiludiu
Levando tudo direitinho
Seguindo para Engenharia
Sem se enganar no caminho

Quando acabou o curso
No trabalho pensou
E na Empresa da PT
Um emprego arranjou

Começou cá no Porto
Em concreto na Picaria
Mas um dia pensou
Que ali não ficaria

Foi então para Lisboa
Ficando lá algum tempo
Voltando um dia mais tarde
A pensar no casamento

A nossa colega Paula
E a decisão está tomada
Deixa a vida de solteira
Passando a estar casada

È uma mudança de rumo
E uma vida diferente
Por muito que ela pense
Que não altera a sua mente

Enquanto a vida de solteira
É mais despreocupada
Optou pelo sacrifício
De passar a ser casada

As mudanças de vida
Seguem o nosso coração
Que pede alguns sacrifícios
Em prol de uma união

Os problemas começam
Quando está a trabalhar
Pensando que o marido
Chega a casa para jantar

Parece que estou situado
No tempo da outra senhora
Até me esqueço que este povo
Pensa nos tempos de agora

Mas o sentido da vida
Não desvia o nosso ego
De pensar no bem dos outros
Afectando o nosso sossego

Mas nunca se arrependa
Que um dia pode vir
Um filho muito querido
Para os pais fazer sorrir

É uma alegria na casa
Quando a família aumenta
Basta ver um sorriso
Que logo tudo se aguenta

Nós colegas e amigos
Como fizemos até aqui
Estamos prontos a ajuda-la
A ser feliz com o Toni

Muitas felicidades
É o nosso desejo
Receba dos seus colegas
Um grande e fraterno BEIJO

Um grande abraço

Luís Frade
Cardoso
Pedro Oliveira
Fernando Gomes
Pedro