17 junho 2007

História Passeio - Out-2006

1
No dia 5 de Outubro
Levantei-me bem cedo
Fui tomar o pequeno-almoço
E encontrei o Sr. Alfredo
2
O encontro no mesmo local
Para toda esta gente
Foi junto ao ATL
Como habitualmente
3
Viu o Hernâni o Joaquim
Protegido das constipações
Comentou! Sabes o que pareces!
A Branca de neve e os sete anões
4
Outros foram chegando
E a primeira desilusão
Foi a notícia do Branquinho
De que não vinha o Jordão
5
Dadas as suas qualidades
Reveladas de vez em quando
Foi uma viagem mais pobre
Culturalmente falando
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Já agora para o Luís
Uma palavra simpática
É uma ausência notada
De uma pessoa carismática
7
Iniciamos então a viagem
Começa o Daniel a distribuir
A famosa guia de viagem
Que nos faz sempre sorrir
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Ouve-se a primeira locução
Do motorista a avisar
Que dentro do autocarro
Não se podia fumar
9
Advertiu o Branquinho
Com a sua habitual leveza
Que a classificação deste ano
Era uma grande surpresa
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Veio-se então a confirmar
Que era um caso de luto
O Hernâni professor
Foi derrotado absoluto
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Ficou um pouco abatido
E lamentou-se a toda a gente
Porque na próxima época
Vai jogar com o Gil Vicente
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Muito! Muito! Pensativo
Por não ser vencedor
Culpou logo o Postiga
Como principal causador
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Sempre criticava o Cordeiro
Pondo em causa o seu valor
Este ignorou todas a críticas
E foi o grande vencedor
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Verificamos que o Cientista
Vergou perante a autoridade
Mas a ciência terá êxito
Se prevalecer a humildade
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Sendo o postiga o fair play
E o Jorge embandeirado
Eu acho que já joguei
Com o Moreira despenteado
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O Ricardo “O mais borrado”
O Alfredo “O mais arrogante”
Revela-o de forma mansinha
Com sorriso provocante
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Fazendo aqui uma pausa
Voltemos então à viagem
A estação de serviço de Seide
Foi a primeira paragem
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Uns a comprarem jornais
Outros a tomarem café
A maior parte da malta
Ficou toda de pé
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Juntou-se ali o pessoal
A voltinha do balcão
Duas simpáticas empregadas
Foi a principal razão
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O Branquinho as avisou
Cuidado com este pessoal
Vieram de Santa Cruz do Bispo
Mas não os deixo portar mal
21
Aparece lá o Hernâni
Com o seu ar de chorão
Queixando-se de dores da cabeça
Pediu se tinham Ben-u-ron
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As meninas ao princípio
Não queriam acreditar
Mas ele não desistiu
E acabaram por lho dar
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O certo é que na viagem
Melhorou a olhos vistos
Voltando as suas peripécias
Com seus actos imprevistos
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Vimos em Arco de Baulhe
Toda a beleza do mundo
Zona de montes e Vales
Com o Tâmega lá no fundo
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Vamos parar em Vila Pouca?
Perguntou o Branquinho
Jorge! Lá não há Ucranianas
É melhor seguir caminho
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Resolveram então parar
Na Vila de Pedras Salgadas
Onde as linhas da CP
Deram lugar a estradas
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De pé o Paulo e o Postiga
A tomar ao balcão um café
Quando lá chega o Hernâni
E disse para se porem de pé
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Diz ele para o empregado
Estão aqui estes dois miúdos
Mas sou educador de infância
Por isso são uns sortudos
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Retomamos a viagem
E muitos pastos de gado
Se avistaram de perto
Com o chão bem regado
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Diz o Victor ao Joaquim
No silêncio do Autocarro
Ò Quim! Só por veres uma vaca!
Ficas logo excitado!
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Lá chegamos a Chaves
Dispondo de algum tempo
Para passear a cidade
E ver algum monumento
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Fomos à ponte dos arcos
Onde o pessoal se juntou
Uns decidiram ver a pesca
E o outro grupo dispersou
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Passeando separados
Forjaram regras e leis
Mas mais tarde se juntaram
Na famosa casa dos pasteis
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Pasteis de Chaves e chilas
Às dúzias foram compradas
Tivemos que encomendar
Por ficarem esgotadas
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Nomes falsos e verdadeiros
Foram dados, eu que o diga
Ficando a minha encomenda
No nome de Helder Postiga
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O Sérgio à sua maneira
Disse que levou aquela gente
E a senhora para o compensar
Deu-lhe uma natinha quente
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Lá fomos depois das compras
A caminho do autocarro
Telefona o Branquinho ao Tavares
Mostrando-se algo preocupado
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Seguimos a caminho da quinta
Falhando aqui o nosso guia
Mas parabéns ao Sr. Batista
Só falhou uma vez no dia
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Ficamos um pouco surpresos
Ao chegar à porta certa
Verificando que a entrada
Já se encontrava aberta
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Não vislumbramos portões
Mas uma entrada apertada
Levando o motorista a duvidar
Se o autocarro passava
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Entramos lá para dentro
Sem nenhum recepcionista
Compensados pela paisagem
Com uma excelente vista
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Parecia que o pessoal
Não estava muito contente
Entretanto chega o Tavares
Que alegrou o ambiente
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Sem nenhum cicerone
Que viesse ter connosco
O Armando mijou de pé
Sem se preocupar com o rosto
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O Queirós preocupado
Em reunir o pessoal
Queria tirar uma foto
Tendo escolhido o local
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Muita razão tinha ele
Porque podia esquecer
Com a confusão da tarde
Isso veio a acontecer
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É uma quinta com nível
Muito bem recuperada
Para turismo de qualidade
Está bem apetrechada
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Com salas de exposições
De automóveis antigos
Tinha também coretos
E outros pequeno a abrigos
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Hotel piscina e restaurante
E espaços para descansar
Com uma paisagem deslumbrante
E campo de futebol para jogar
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O Branquinho perplexo
Ao ver aquele ambiente
Fez um pré levantamento
Para informar toda a gente
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Após uma primeira visão
Virou-se para nós e disse
Pessoal! Aqui não é permitido
Fazer a habitual javardice
51
E verdade seja dita
A mensagem resultou
Não vi o grupo na mesa
Fazer o que nos habituou
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Vamos então à história
Deste singular almoço
Que foi estranho pela ausência
Do normal alvoroço
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Entramos para o restaurante
Discreto e silencioso
Para gente de sangue azul
E um aspecto algo pomposo
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O pessoal lá entrou
Como gente civilizada
Mal sabiam os clientes
Que essa gente se peidava
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As primeiras divergências
Foi na escolha do vinho
Porque o maduro era bom
E o branco era fresquinho
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Começaram logo a comer
As entradas de morcela
Enquanto outros se atiraram
À alheira de Mirandela
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O Sérgio e o Presidente
Num acto muito mesquinho
Discutiam como servir
Uma garrafa de vinho
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Diz o Sérgio ao Victor
Passa os tomates fresquinhos
Hernâni. Anda por baixo da mesa!
Que estes são genuínos
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Pegou o Postiga na garrafa
Porque já estava com sede
Diz de seguida o Hernâni
O menino não pega! Pede!
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O Postiga questionou o tacho
Pensando que ia passar fome
Diz o Hernâni altruísta
Não questiona! Come!
61
Não me tendo apercebido
Do pessoal da outra ponta
Vou ter com o Branquinho
Para ver o que ele me conta
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Silêncio e meditação
E reflexão sobre a vida
Tudo com muita lucidez
Mesmo depois da bebida
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Havia alguma preocupação
Com os restos de comida
Que ficava sobre a mesa
Em quantidade excessiva
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Ainda segundo o Branquinho
Duas partes se passaram
A parte alta e a parte baixa
Que ao fim se equilibraram
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Parece que naquela zona
Houve apenas uma excepção
O Ricardo” O Padre grilo”
Não prescindiu do biberão
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Controlado e abusado, bebeu
Todas as marcas e cores
Não prescindindo na comida
De provar todos os sabores
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Olhando eu para o Paulo
Estava ele sorridente
Pensando o que eu fazia
No meio daquela gente
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Sentado o Moreira na mesa
Com o Cordeiro a seu lado
Nunca ele imaginou
Que estava a ser controlado
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Isto não foi por acaso
Disse o amigo Branquinho
Assim evitou-se a dar azo
Que saísse um peidinho
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Não me consegui aperceber
Do Sr. Alfredo a sorrir
Mas estranhei muito mais
O Sr. Batista não ouvir
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Não se notou o Tavares
No meio deste pessoal
Faltou o fulgor da viagem
Que lhe levantasse a moral
72
Foi buscar a sobremesa
Esqueceu-se da torrada
Foram-lhe ao queijo no prato
Quando chegou não tinha nada
73
Voltou para buscar os talheres
E o prato tentaram tirar
Apercebeu-se que o Queirós
Se preparava para manjar
74
Estava o Manuel sem óculos
Com o Victor a seu lado
Queirós. Parecem dois gémeos!
Um dia ainda vão cantar o fado
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A conversar, diz o Victor ao Sérgio
Quando olho para ti só vejo
Que foste mesmo feitinho
Para ser uma bola de queijo
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Diz o Sérgio. Está calado!
Eu disso não bebo santinho
Tu aqui nesta mesa
Só sabes pensar em vinho!
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Levanta-se o Sr. Alfredo
Que estava muito calado
Demonstrando que o fumo
O deixou perturbado
78
Um novo acontecimento
Que me levou a pensar
O que se teria passado
Ara ver o Maurício fumar
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Neste espaço teatral
Sugeriu o Victor aos amigos
Que podiam fazer um filme
“O Hernâni e os seus dois maridos”
80
Diz o Hernâni de repente
Anda cá meu amor
Vamos fazer um filme
Com o Alfredo a realizador
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Veio a entrega dos prémios
Branquinho. Como vai ser agora!
Para não gerar confusão
É melhor ir lá para fora!
82
Fomos para o coreto
Com os prémios em sacos
Uns estavam calminhos
Outros faziam espalhafatos
83
Resolveram ainda alguns
Fugir às normas de conduta
Uvas, peras e ameixas
Deram cabo da fruta
84
Enquanto o pessoal chegava
Vi o Ferreira no seu reduto
Sentadinho a fumar
Um espectacular charuto
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Reuniu-se o pessoal
Entregue o prémio revelação
Para o Hélder Postiga
Que levou um apalpão
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Fiquei um pouco estupefacto
E também apreensivo
Não havendo ali gajas
Deram-me um preservativo
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O mesmo prémio atribuído
Ao Manel “O estás contente”
Levando uma salva de palmas
Porque não estava presente
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Também foi dado ao Hernâni
Por ser o que mais jogou
Embora o prémio do derrotado
Foi o que mais o frustrou
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Pensou a organização
Que seria um bom relaxe
No prémio de classificação
Dar uma t’shirt da praxe
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Assim para começar
Foi dada uma ao cordeiro
Como vencedor absoluto
Tendo sido o primeiro
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E o Derrotado absoluto
Foi Hernâni “O Cientista”
Que a t’shirt o incentive
Para que ele não desista
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Uma T’shirt para o Jorge
Como o mais embandeirado
Teve de requerer protecção
Para não ser apalpado
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Logo a seguir o Ricardo
Com tanta gente a apalpar
Deram-lhe cabo dos óculos
Mas ninguém os quis pagar
94
Aqui faço um apelo
Do fundo do coração
Façamos uma colecta
Através duma subscrição
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Veio Moreira a seguir
Como o mais penteado
E o prémio Fair-play
Para o postiga mimado
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Vamos ao mais arrogante
Directos e sem enredo
Muito bem aplicado
Ao nosso amigo Alfredo
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Terminados s prémios
Fomos aos passatempos
Malhas bolas e cartas
Como outros eventos
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Foi junto às piscinas
Que fomos jogar a sueca
Mas surgiu um sol tão quente
Dando-nos quase a sufeca
99
Mas aqui conseguimos
Levar o homem para a pista
Jogando a sueca connosco
Estou a falar do Batista
100
Outra mesa à sombra
Lá continuaram a jogar
Enquanto os da mesa ao sol
Foram para a sala conversar
101
Quando chegou a tardinha
Ninguém podia lanchar
Falta de infra-estruturas
E tacho para murfar
102
Este tipo de quintas
Para nós não é o ideal
Porque é uma frustração
Dar fome ao pessoal
103
Queremos e temos direito
Às mínimas condições
De nos sentar nos sofás
E apalpar os colchões
104
Regressamos à origem
Passando em Vila Pouca
Numa viagem tranquila
Não tendo nada de louca
105
Sobressaindo apenas
O facto de o Ricardo
Não deixando ninguém dormir
Com Hernâni mais sacrificado
106
A ausência do Tavares
Notou-se e de que maneira
Regressando no carro
Com o amigo Ferreira
107
É necessário realçar
Que todos chegaram bem
Continuemos assim
Até ao ano que vem

Um grande abraço
Domingos (O Postiga)

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