Mantendo-se a tradição
Os Confrades se juntaram
No seu passeio anual
Onde confraternizaram
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Cumpridores dos seus horários
Nenhum elemento se atrasou
Prova de que a Confraria
Cumpre normas que elaborou
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Cedo no local do encontro
Lá estava o Daniel
Com uma pequena pasta
Penso que era o “pastel”
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Avista-se ao fundo da rua
Um homem muito sorridente
Era o amigo Branquinho
Com as prendas para a gente
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Já tinha chegado o Luís
Carregado de material
Seriamente preocupado
Com o audiovisual
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Por impossibilidade do pai
Veio o filho do Queirós
Totalmente integrado
No meio de todos nós
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Com uma camisola “Laranja”
O Ricardo como sempre
Escolheu uma cor singular
Enganando toda agente
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Foi iniciada a partida
E um pouco mais adiante
Fomos logo informados
Que parava-mos em Amarante
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Foi o Daniel incumbido
De distribuir o guião
Que incluía o desastre
Da nossa classificação
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À passagem por Amarante
A organização esteve mal
Sem ninguém dizer porquê
Só paramos em Vila Real
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Concederam meia hora
Para tomar um cafezinho
Comprar jornais ou revistas
E fumar um cigarrinho
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Retomando o IP4
Lá seguimos viagem
Através de montes e vales
Maravilhosa paisagem
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Mas muito espaço queimado
Afectava a sua beleza
Com sensação de revolta
Ao ver assim a natureza
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Mas a viagem prosseguia
Com o desejo de chegar
Vire à direita! Vire à esquerda!
Era o Batista a comandar
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O tempo ia passando
Eram quase onze e trinta
Lá encontramos a placa
Que identificava a Quinta
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Mais umas dezenas de metros
E vimos um portão fechado
Com Vídeo Vigilância
E um sistema codificado
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Aqui teve o telemóvel
Uma importante função
Pedir o código secreto
Para desbloquear o portão
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Mais umas centenas de metros
Num traçado sinuoso
Que levou o motorista
A ficar um pouco nervoso
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Saímos do autocarro
E o pessoal dispersou
Levantando uma poeira
Que a garganta secou
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Uma segunda entrada
Com um espaço aprazível
Circundado pelas casas
Tornando a quinta invisível
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À entrada deste espaço
Avistou-se ao fundo a mesa
Preparada para o almoço
Da vitela à Maroneza
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E foi a porta da cozinha
A primeira a ser encontrada
Mas com o assado do forno
Ninguém resistiu à entrada
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Prosseguimos as visitas
Entrando nas várias casas
Guiados pelo Sincerone
E por ele identificadas
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Entretanto o Moreira
Desapareceu como uma seta
Foi à beira da mesa
E pegou numa bicicleta
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Vimos a casa dos moços
E a casa do Caseiro
Preparadas para receber
Os turistas do estrangeiro
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Quartos tradicionais
E mobílias de fino traço
Tendo por baixo o lagar
E a prensa do bagaço
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Quase em sentido oposto
Ficava a casa da Nora
Descendo muitas escadas
Sempre que vinha cá fora
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Com uma boa piscina
Para uma tarde divertida
Onde o Hernâni curtiu
Cinco minutos de vida
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No acesso à piscina
Uma sala com bilhar
Música e Televisão
E sofás para descansar
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Não faltavam os CDs
Para ouvir música à mistura
Aproveitando os livros
Para uma boa leitura
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O homem da quinta propôs
Ir lá acima ao miradouro
Que para alguns se tornou
Um perfeito mijadouro
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Mas o Oliveira pensou!
Ir lá coma é uma esfrega!
Vou provar o vinho doce!
E fico aqui em baixo na adega!
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Após algumas visitas
Passeios e outros passatempos
Chegou a hora de almoço
Fulcral nestes eventos
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Muitos e bons aperitivos
Difícil foi escolher o vinho
A maioria alinhou
Pela escolha do tintinho
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Qualquer um era bom
Com genuíno sabor
Mas o tinto atingia
O verdadeiro esplendor
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Devido a falhas na mesa
Algo viria a acontecer
Foram copos entornados
Mesmo antes de beber
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O primeiro foi o Paulo
Que apreensivo ficou
Pensando no imediato
Que foi ele que entornou
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Surgiram logo as críticas
E sério, ele observou
O copo virou sozinho!
Porque ninguém lhe tocou!
39
Estou a dizer a verdade!
Escusam de duvidar!
Não passará muito tempo!
Que mais alguém vai entornar!
40
Realmente esta pessoa
Não podia ficar sozinho
Porque passado pouco tempo
Aconteceu ao Branquinho
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Disfarçando a cor do vinho
Lá pediram guardanapos
Colocando-os no local
Onde ficaram os pratos
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Sucedeu o mesmo a outros
Um dos quais o Maurício
De forma que o vinho perdido
Foi um grande desperdício
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E num aviso para os outros
Para não levantarem a crista
Até veio a suceder
Ao sossegado motorista
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O pessoal lá se arranjou
Num esforço geométrico
Para evitar que no fim
Se submetesse a um inquérito
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Azeitonas e bolinhos
Salpicão e presunto
Tudo veio a desaparecer
Após esforço conjunto
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Nunca vi tanta gente
A comer tanto pão
Feito de trigo e centeio
Realmente é muito bom
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Depois veio uma sopa
Alguns sem espaço para ela
Evitaram comê-la
Para provar a vitela
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Mas o ponto mais alto
Estaria para chegar
Vitelinha à Maronesa
E arroz no alguidar
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Alguém já estava apensar
Que o tacho já viria morno
Mas chegou bem quentinho
E genuíno aroma do forno
50
E ainda a acompanhar
Com a tenrinha vitela
Veio uma excelente salada
Para intercalar com ela
51
Realmente esta salada
Com um paladar diferente
Em que sabor do tomate
Parecia o de antigamente
52
Muito bom! Muito bom!
Era o que se ouvia dizer
Mesmo de barriga cheia
Continuava-se a comer
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E no fim a sobremesa
Creme e bolo de bolacha
Toda a gente saboreou
Porque a dieta paga taxa
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Cerca das catorze e trinta
Outro processo se iniciou
Foi a entrega dos prémios
Que a classificação ditou
55
Deliberou a Confraria
Não há prémios acumulados
Assim como os piores
Seriam os mais consagrados
56
É uma boa política
Dar o melhor aos piores
Consagrando “inocentes”
Devido a outros jogadores
57
Muitas vezes “inocentes”
Refiro-me aos bandeirados
Não se podem defender
Da média dos resultados
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E no jogo da sueca
É totalmente verdadeiro
Se eu sou mau jogador
Penalizo o meu parceiro
59
O Hernâni foi o primeiro
Por ter feito mais jogos
Se ele fosse Bombeiro
Estaria em todos os fogos
60
Ao receber o seu prémio
Como o melhor da Sueca
Alguém lhe puxou os calções
Ficando ele em cuecas
61
E para que isto não esqueça
Aos homens de fraca memória
Tiraram-lhe uma fotografia
E assim ficará na História
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Uma bruxa numa caixa
Que a rir, espíritos espanta
Mal se abre a caixinha
A bruxa logo se levanta
63
Para o amigo Jordão
Que foi o mais bandeirado
Recebeu também uma bruxa
Por causa do mau olhado
64
O Oliveira recebeu
Prémio do melhor jogador
Não me lembro qual foi
Mas é fruto do seu valor
65
Bem hajam os que defendem
Prémio não acumulado
Porque devido a esta regra
Eu postiga, saí beneficiado
66
Obrigado pelo prémio
Um útil rádio que encanta
Perfeito para ouvir
O programa “Bola branca”
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Quem não recebeu prémio
Recorda também este dia
Com uma pequena lembrança
Atribuída pela Confraria
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Mas cada elemento do grupo
Na altura de ser consagrado
Enfiou um capacete dos Vikings
Devidamente chifrado
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Acabado o almoço
Com café e um bom bagaço
O pessoal continuou
A disfrutar do espaço
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Uns foram jogar a malha
Outros foram descansar
Ouvindo música de fundo
Vendo outros a jogar bilhar
71
Também não faltaram cartas
Para jogar uma sueca
Mas nesse dia o Sr. Alfredo
Dormiu uma boa soneca
72
O Sr. Luís com pena dele
Por ter frio a dormir
Arranjou uns cobertores
Para depois o cobrir
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Chegou a hora do lanche
Por volta das cinco e meia
Foi comer até sair
Dispensando à noite a ceia
74
Fomos à mercearia
Comprar algo para trazer
Só havia mel e vinho
Mas nada para comer
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Alguns foram à cozinha
Agradecer a simpatia
Das cozinheiras da Quinta
Com o pessoal da confraria
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Um dia cansativo para elas
Em que só demos à letra
Elogiamos as cozinheiras
Mas esquecemos a gorjeta
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Lá fomos para o Autocarro
E o Sr. Luís se lembrou
Queria ir à casa de banho
E o pessoal aguardou
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Parte dos nossos confrades
Trouxeram alguma fruta
E eu armado em bonzinho
Demonstrei que era recruta
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Iniciou-se o regresso
Cerca das dezoito e trinta
Não esquecendo as saudade
Que já tinha-mos da Quinta
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Na passagem por Murça
Já quase ao fim do dia
O Sr. Luís viu a porca
E tirou uma fotografia
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Fomos tomar um cafezinho
E fazer umas compras
Umas garrafas de azeite
Porque os bolos nem sombras
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Já de noite nas calmas
Regressamos ao Porto
O vinho não conseguiu
Pôr nenhum confrade torto
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Chegaram todos bem dispostos
Após um dia de convívio
Alguns gases no autocarro
Quando saíram foi um alívio
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Se alguns eram foguetes
Outros eram morteiros
Que passados dois dias
Ainda apagavam isqueiros
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Mas o que é fundamental
É que tudo correu bem
Parabéns ao pessoal
E até ao ano que vem
Um grande abraço
Domingos (o postiga)
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