Boa noite meus senhores
Bem vindos a este jantar
Queria falar sobre o Zé
Mas não sei como começar
Tudo o que possa dizer
Fica aquém do que queria
Porque as suas qualidades
Revelavam-se no dia a dia
Estava eu em Coimbra
Nesta cidade do fado
Quando vi um rapaz
Que era muito calado
Em 1974
Quis um dia o destino
Frequentar o mesmo estágio
Ainda eu era menino
Vindo eu duma aldeia
Só pensava no estudo
Fiquei um pouco apreensivo
Ao ver um tipo cabeludo
Que raio de tipo é este
Que me havia de aparecer
Surpreendeu-me pele positiva
Quando o vim a conhecer
Só quem conviveu com ele
Durante anos a fio
Sabe que as suas qualidade
Até o tornavam doentio
Sempre pronto a colaborar
Não querendo cobrar nada
Para ajudar um colega
A sua vida sacrificava
Muita gente o conhece
Mas poucos sabem quem é
Conhecem-no pelo Amaro
Mas os amigos pelo Zé
Se o Amaro é um colega
O Zé é um grande amigo
Que despe a sua camisa
Para dar a um desconhecido
Se alguns bem o conhecem
E pensam ser seu amigo
Desconhecem a sua grandeza
Ao ponto de ser incompreendido
Existem valores neste mundo
Quase sempre insuperáveis
Mas os pergaminhos do Zé
Esses não são mensuráveis
Dou-vos um pequeno exemplo
Daquilo que ele é capaz
Para terem uma pequena ideia
Das virtudes deste rapaz
Um dia estava a chover
E nessa altura eu namorava
Obrigou-me a levar o seu carro
E disse que ele se arranjava
Algumas vezes no trabalho
Estava eu de prevenção
Fazia a chamadas por mim
Sem aceitar um tostão
Profissional e competente
Foi a sua postura na vida
Infelizmente na empresa
Nunca foi reconhecida
Há muita gente que sobe
Pelo espalhafato que faz
Mas a sua forma de ser
Levou-o a ficar para trás
Intransigente na defesa
Dos princípios da justiça
Norteia a sua conduta
Na defesa quem mais precisa
Fraternidade e solidariedade
São dois dos seus emblemas
Preocupa-se mais com os outros
Esquecendo os seus problemas
Obrigado amigo Zé
Por eu te ter conhecido
Por tudo o que me ensinas-te
Sem te ficar agradecido
Continua a ser o Zé
Que eu sempre conheci
Foste um colega ímpar
De todos os que convivi
Neste momento especial
Que nos juntou neste espaço
Recebe em nome de todos
Um forte e especial abraço
Cardoso
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DURANTE o JANTAR:
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Estava de férias em casa
Recebi uma chamada do Pedro
Pr'a ir ao jantar do Amaro
Organizado pelo Mário Figueiredo
Disse logo que sim
Tinha que estar disponível
Porque eu nestas questões
Sou sempre muito sensível
Vim mais tarde a saber
Onde era o Restaurante
Perto de Padrão de Moreira
Cheguei cá num instante
Para mim desconhecido
De seu nome Vila Verde
Como trouxe o carro comigo
Tive que passar muita sede
Deparei com um problema
Que era ver o meu clube
Futebol Clube do Porto
Não há ninguém que o derrube
Acabei por vir mais cedo
E cheguei cá em primeiro
Fui ter com um empregado
Que era um tipo porreiro
Mandou-me subir para a sala
E ligou logo o televisor
Para eu curtir o futebol
Que o meu clube sabe impor
Chegou o Amigo Arménio
Passado quase 1/4 de hora
Preocupado com o frio
Vestiu o casaco sem demora
Em terceiro veio o Quintelas
Até já estava esquecido
Tive que lhe perguntar
Por estar um pouco perdido
Feliz com a vida que leva
Sempre muito sorridente
É bom estar aposentado
E aconselha-o a toda gente
Surge entretanto o Amaro
Parecia um pouco cansado
Acabando por confessar
Que muito tem trabalhado
Ainda bem que é assim
Ocupado a tempo inteiro
Senão ficava preocupado
Como gastar o dinheiro
Perdi o fio à meada
Mas penso que foi o Pimenta
Que chegou a seguir
Com a sua passada lenta
Não sei quem veio a seguir
Por ser uma pessoa esquecida
Mas o Marcelino e o João
Chegaram logo de seguida
Entretanto o Renato
Já cá tinha chegado
Não me posso esquecer
Senão ficava chateado
Não sei qual foi a ordem
Mas chegaram três quadros
Paula, Cristina e Antónia
Que eram muito esperados
Em quase todos os eventos
São pessoas inseparáveis
Com trato muito afável
E outros valores incalculáveis
Cansado por não comer
Embora já não seja cedo
Já me estava a esquecer
Do nosso Mário Figueiredo
Por imposição do Arménio
Tive que interromper
Para começar a jantar
E acabei por me esquecer
Olhei para a minha direita
Vi o Jonatas a conversar
Com o Mário Figueiredo
E o tempo sempre a passar
Na cabeceira a Fernanda
Observava sorridente
Para o fundo da mesa
O comportamento da gente
Bem precisa de descansar
E não gastar muita saliva
Porque durante todo o dia
Andou numa roda-viva
O Eng. Carlos Almeida
Ao lado da Anabela
Ele a falar para direita
E o Arménio a falar com ela
Não esqueçamos dois colegas
O Luís e o Vilas Boas
Pelo que conheço deles
São duas boas pessoas
Tive que perguntar ao Zé
Qual o nome do Matos
Isto de beber ao Jantar
É pior que os maus tratos
O Arménio na tentativa
De me poder desconcentrar
Preocupou-se com os versos
Que eu estava a elaborar
Enganou-se redondamente
Porque não vou nessa onda
Mesmo que a mesa quadrada
Me possa parecer redonda
Resta-me agora ouvir
E estar um pouco atento
Observando as conversas
Que decorrem no momento
Num barulho infernal
Deu para observar
São mais feios os homens a rir
Que as mulheres a chorar
O Arménio preocupado
Começou-me a ameaçar
Se eu escrevesse alguma coisa
Que o pudesse afectar
Nem pensei em tal coisa
De sobre ele escrever
Mas se quer protagonismo
Um versinho vai ter
Sempre muito bem disposto
Durante estas ocasiões
Mas quando bebe um copito
Gera algumas confusões
(estou a bricar)
É evidente que no momento
Ali ele não se apercebe
Contando-lhe as peripécias
Diz que na próxima não bebe
Mas o homem da noite
É o nosso amigo Zé
Quando chegava um convidado
Punha-se logo de pé
De trato muito afável
Tem sempre um o sorriso
Sempre disposto a ajudar
Naquilo que for preciso
Só para terminar
Porque ficava esquecido
O colega João Soares
Que também é um amigo
Para o Mário Figueiredo
Fica o meu obrigado
Pelo trabalho que teve
E por nos ter convidado
Um abraço a todos
Cardoso
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